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domingo, 27 de novembro de 2011

Oficina de madeira: Eames Children's Chair and Stool



Muitos grandes designers do século 20 aceitaram o desafio de criar móveis e acessórios para crianças. Os móveis Eames para criança expressam uma exemplar combinação entre o lúdico e design funcional específico para crianças aliado a soluções técnicas inovadoras. Assim, os móveis Eames para crianças estavam entre as primeiras séries de móveis fabricados em moldagem tridimensional de madeira compensada e moldada.







Para a confecção das cadeiras Eames em sala de aula foi escolhido o mesmo material proposto pelos designers - madeira compensada - contudo, como o processo de modelagem tridimensional do material não era uma técnica possível de ser adotada, o grupo de trabalho optou pela utilização de chapas de madeira compensada em que os recortes realizados sugeriam as linhas e as curvas elaborados pelos Eames, que foram montadas usando cola, pregos e parafusos. As medidas do projeto foram um pouco alteradas em relação ao original por ter uma estrutura diferente.














Para dar maior resistência à cadeira e ao banquinho, os pés foram recortados juntamente com uma base para sustentação do assento, e unidos em forma de L. Assim não teriam a tendência de se quebrar ao esforço lateral. Ainda foram usados como reforço, pequenos recortes de forma triangular unindo as partes que compunham os pés, e esses com o assento, como pode ser visto na foto.










segunda-feira, 31 de outubro de 2011

LINHA TURISMO - CURITIBA


Em viagem para Curitiba, não podia deixar de conhecer os principais pontos turísticos da cidade. Uma cidade limpa, bonita, cosmopolita e fria, notada pelo clima nessa época e pelas relações socias.

A Linha Turismo é uma linha de ônibus especial, que circula nos principais pontos turísticos de Curitiba. Com ela, é possível conhecer os parques, praças e atrações da cidade. O valor cobrado é de R$25,00.

Considerada uma das melhores do país, a Linha circula a cada 30 minutos, percorrendo aproximadamente 44 km em cerca de 2 horas e meia. O roteiro começa na Praça Tiradentes mas é possível iniciar o trajeto em qualquer um dos pontos. Para embarcar você compra uma cartela com 5 tíquetes e tem direito a um embarque e 4 reembarques. Os veículos são equipados com sistema de som para fornecer informações gravadas sobre os locais visitados em três idiomas – português, inglês e espanhol. Pude notar que essas informações eram dadas logo antes de chegarmos à atração, em volume muito baixo, o que praticamente passava despercebido pela maioria dos passageiros. De repente nem fazia falta, já que os olhos "liam" o que se escutava, facilmente, tamanha era a beleza de grande parte desses pontos turísticos.

Comecei a viagem pelo Museu Ferroviário, ponto mais próximo de onde fiquei hospedado. Construído na antiga estação, conta a história ferroviária do Estado. O prédio anexo abriga o Shopping Estação, o Museu da Farmácia, o Teatro de Bonecos, e o Estação Embratel Convention Center, um moderno centro de eventos.



Shopping Estação





Antiga Estação




Museu Ferroviário



A partir desse ponto, percorri os cerca de 44 km e escolhi alguns pontos para descer e conhecer melhor.


Jardim Botânico

Marca registrada de Curitiba, foi inaugurado em 1991. A estrutura metálica abriga espécies botânicas de referência nacional. O museu botânico atrai pesquisadores do mundo todo.














Museu Oscar Niemeyer

Maior e mais moderno museu do Brasil. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o "olho" completa uma antiga obra que ele mesmo construiu , em 1976.


















Ópera de Arame/Pedreira Paulo Leminski

Construída em estrutura tubular, a Ópera de Arame é um espaço mágico integrado à natureza. Ao seu lado, a Pedreira Paulo Leminski é palco de grandes acontecimentos artísticos e culturais.

















Esse foi um passeio muito interessante, por permitir que eu conhecesse uma cidade melhor, seus pontos turísticos, e interagisse com pessoas de outras partes do Brasil e do mundo. Só não foi melhor porque Curitiba, nessa época do ano chega a apresentar as quatro estações climáticas num só dia. Terminei o passeio sob chuva fina, com muito frio, mas valeu a pena, recomendo.

E para finalizar, uma foto do prédio em que fiquei hospedado, que me chamou bastante a atenção.






sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Vamos dar um mergulho?

Quem tem coragem de nadar no teto? Ahn?!?! Isso mesmo, nada de piscina no chão ou na cobertura, e sim no teto. Passeando na internet por lugares distantes e atraentes visualmente, me deparei com esse projeto de 2005, da Patkau Architects, premiado pelo Instituto Americano de Arquitetos.
Trata-se de uma residência de 285 metros quadrados, para uma única pessoa, localizada em Vancouver, no Canadá, em um lote de 10 metros por 47. A casa é organizada com áreas distribuídas por seus pavimentos. Área íntima no superior e sala de música no subsolo. As dimensões do local dificultaram a implantação da piscina no projeto, o que resultou na sua localização no pavimento superior, na extensão do lado oeste da casa, conectados em cada extremidade com os terraços que ficam do lado externo do quarto e do estúdio. No fundo da piscina foram dispostas estreitas placas de vidro laminado e ultra-resistente, pois a única possibilidade de expansão para a piscina era para cima. O piso foi aproveitado como teto, trazendo luz e aconchego ao ambiente situado no pavimento térreo, mantendo a temperatura agradável dentro de casa.
















Vancouver está localizada em uma região de alto risco a abalos sísmicos. Neste contexto, com a piscina localizada no pavimento superior, foi necessária uma estrutura robusta resistente às forças laterais. Como resultado disso, a casa foi quase inteiramente construída em concreto reforçado.








Modelo da casa





Continuando meu passeio, achei outro exemplo desse tipo de construção, também localizada em Vancouver. É uma piscina com fundo de vidro, parte de projeto de um hotel, situada sobre uma das entradas do prédio. Críticos dizem que apesar da estrutura ser espetacular, tem o aspecto de um viaduto. Viaduto ou não, eu topo, vamos dar uma mergulho???




World's Most Amazing Pools




Fontes:




domingo, 28 de agosto de 2011

TATUAGENS URBANAS


Sempre que passo, mesmo que apressadamente sobre uma calçada portuguesa, não deixo de notar quando há uma diferença no padrão do desenho, como se alguém tivesse tentado restaurar a arte e não tivesse conseguido chegar aos pés do original. Ficava tentando entender como era possível que alguém estragasse o trabalho (mesmo que por motivo de força maior - alguma manutenção na rede de esgoto, por exemplo) e não conseguisse fazer voltar ao estado anterior. Essa exposição mostra as origens desses "tapetes de pedra". Mostra também que essa arte não é tão simples quanto parece. Ela te convida a uma experiência interessante. Interage com você desde a aplicação de carimbos na entrada, cópias de alguns dos tapetes presentes mundo afora, até a possibilidade de sua própria criação de um mosaico em uma mesa fotossensível.



Esta exposição é uma ideia há tempos acalentada por um grupo de pesquisadores, curadores e educadores, cuja realização se torna uma realidade. É uma exposição histórica, que traça uma linha percorrida dentro da evolução histórico-social das calçadas portuguesas, suas origens, caminhos e sua chegada ao Brasil e outros países. Permitirá a cada visitante conhecer um pouco sobre essa arte, os mosaicos, afinidades e influência pelo mundo. Ela toma como ponto de referência uma longa pesquisa que resultou na edição do livro "Tapetes de Pedra", que resgata a trajetória da arte de pavimentar vias públicas com pedras que formam desenhos. Segundo informações do Museu, a Biblioteca da Escola de Arquitetura possui exemplar desse livro, que tem ótimas fotos e textos sobre essa arte. Vale a pena dar uma olhada.



NO CAMINHO DAS PEDRAS
Remonta aos séculos passados a arte de pavimentar espaços públicos com belos trabalhos de pedra. Já nas cavernas habitadas por nossos ancestrais é possível identificar vestígios desta peculiar manifestação artística que, com o passar dos anos foi evoluindo, ganhando requinte e sofisticação.
Durante o Império Romano, essa arte foi largamente utilizada tanto no interior de palácios e residências senhoriais, quanto na pavimentação de vias de longo alcance, estratégicos para expansão e consolidação do Império.


Com a posterior influência árabe na península ibérica, a arte dos "tapetes de pedra" alcançou novos patamares, incorporando múltiplas dimensões cromáticas que contribuíram para a criação de modelos e padrões ornamentais diferenciados.
Assim, os conquistadores portugueses que partiam do Tejo em busca de novos mundos deixaram tatuados magníficos exemplares desses desenhos nas calçadas de cidades onde se estabeleceram.



BRASIL
Pode-se percorrer o país de ponta a ponta sempre encontrando os mais variados padrões de mosaicos decorando chãos por tantos anos de tradição. Com a sua incorporação aos projetos desenvolvidos pelos arquitetos modernistas brasileiros, a partir do final da década de 1930, a pedra portuguesa ganhou admirável alento. Palácio Gustavo Capanema (1938) e o Calçadão de Copacabana (1970) no Rio de Janeiro, a Praça dos Três Poderes em Brasília (1960), a Praça Rui Barbosa, Pampulha, a Praça Raul Soares e a ponte que conduz à Casa do Baile, em Belo Horizonte, Museu do Ipiranga em São Paulo e outros espaços públicos das cidades de Fortaleza, Recife e Salvador. A atualidade da velha técnica foi claramente confirmada e avaliada pela beleza dos padrões compositivos desenhados pelo paisagista Burle Marx e seus seguidores.

A exposição se encontra no Museu de Artes e Ofícios, e seu horário de funcionamento é:
terças e sextas, de 12 às 19 horas
quartas e quintas, de 12 às 21 horas
sábados, domingos e feriados, de 11 às 17 horas.