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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Plug Minas, Horto – Belo Horizonte

Em meados de 2009 o terreno onde estavam instaladas antigas construções da extinta Febem – Fundação Estadual do Bem do Menor – hoje abriga em 67 mil metros quadrados, em novas formas, os primeiros núcleos do Plug Minas – Centro de Formação e Experimentação Digital.

Entrada do Plug Minas


Localizado na zona leste de Belo Horizonte, o edifício funciona com um cardápio diversificado de atividades que têm de base a cultura digital e as artes.   

O edifício de recepção e entrada do conjunto, núcleo Caminhos do Futuro, foi projetado pelo arquiteto Rafael Yanni. Assim como a extensa passarela que interliga os núcleos, instalados nos antigos pavilhões da penitenciária infantil, que foram remodelados por Luciana Miglio Cajado.

Planta baixa - núcleo Caminhos do Futuro
1. Galeria / 2. Hall / 3. Depósito / 4. Atendimento / 5. Copa / 6. Escritório / 7. Guarita / 8. Pátio / 9. Jardim / 10. Praça


Rafael Yanni é formado em Arquitetura pela Universidade Federal de Minas Gerais desde 1997. Hoje trabalha no Núcleo de Entregas e de Empreendedores Públicos do Escritório de Prioridades Estratégicas do governo mineiro. Também trabalhou em projetos como a loja ODD+Cupcake em 2010 e venceu, junto de Fernando Maculan e Ana Claudia Valle, o concurso para a construção da nova sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil em Minas Gerais. 

Luciana Miglio Cajado é, também, graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais em Arquitetura desde 1993. É sócia fundadora da Associação Arquitetos Sem Fronteiras e desde o ano de 2008 gerencia, como empreendedora pública, os projetos e obras do Plug Minas.



A nova construção é um projeto de Rafael e foi proposto para funcionar como porta de entrada, acolhendo estudantes, professores e visitantes. Além disso, recebe uma galeria para exposições de peças produzidas por alunos no Plug ou por convidados.  

A entrada da galeria, à esquerda, é livre, mas o acesso ao interior do Plug Minas é controlado por catracas


Todo o conjunto, que inclui foyer, pátio de chegada e praça posterior, foi idealizado de forma a funcionar como um espaço informal para manifestações criativas diversificadas. Segundo o próprio arquiteto, a intenção era dar um tratamento formal e institucional ao pátio de chegada, mas assim que o visitante avançasse, ele seria impulsionado para dentro do edifício pelas diagonais amarelas.

Para acessar o conjunto é necessário passar por catracas, mas o acesso à galeria é livre. Logo depois da porta de entrada existe a “Praça dos Morrinhos”, nome dado pelo autor da obra. O novo ambiente é acolhedor e densamente arborizado.

Praça dos Morrinhos

O percurso que conecta o edifício de entrada ao último núcleo de estudo pode se dar pela extensa passarela. Em certos trechos, pode-se observar contornos escultóricos da superfície de concreto pigmentado em tom vermelho. Na entrada de cada núcleo, o piso da passarela se dobra do solo e configura totens que são utilizados para a identificação dos espaços. Dois totens de dez metros de altura arrematam a composição.

Passarela 

 Há trechos em que a arquitetura da passarela se assimila elementos esculturais

A passarela foi construída com concreto pigmentado


Totens de sinalização



Na reformulação feita nos pavilhões, as fachadas foram padronizadas e houve a recuperação dos telhados. As grades e outros elementos de repressão foram trocados por grandes vidraças, uma representação da mudança conceitual do espaço assim como descrita no site do Plug: “O lugar que antes reprimia e punia mudou seu modo de encarar e acolher a juventude. As grades foram retiradas e substituídas por janelas de vidro”.

 Pátio Interno de um dos Núcleos

Pavilhões Reformulados

Segundo Yanni, o ambiente natural e as árvores existentes foram aproveitadas, basicamente trabalhou-se as superfícies gramadas para a composição do paisagismo local. “Apenas na rotatória de entrada foi executado paisagismo com intenções exuberantes e geometria dura, composto de várias espécies de capins, gramas e flores”, ele conclui.

O paisagismo exuberante na rotatória de entrada




segunda-feira, 31 de outubro de 2011

IPEMA-Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica







O IPEMA-(Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica) é uma ong que tem como objetivo incentivar a permacultura e a utilização de métodos de construção al

Permacultura é a uma cultura permanente que cria e desenvolve pequenos sistemas produtivos organicamente integrados proporcionando responder as necessidades básicas de uma maneira harmoniosa.ternativos e sustentáveis principalmente em comunidades carentes.

Agindo da mesma maneira que a Associação Bamcrus(http://www.bamcrus.com.br/) a IPEMA desenvolve cursos e presta serviços visando a utilização e o incentivo da utilização de materiais renováveis tanto como método construtivo (utilização de bambu,papelão,madeira, etc) quanto geradores de energia, principalmente geradores solares.
Alem
da ut
ilização dos materias que nos tivemos contato nas nossas oficinas(bambu,papelão e madeira) eles utilizam tambem pedras locais, cimento, cobi, adobe, folhas de palmeiras, fibras e Pet's reciclados.

O IPEMA deszenvolve tambem técnicas alternativas em:
  • Agricultura Ecológica (agroflorestas,viveiros,jardinágem ecológica);
  • Fontes de Energia (eólica, solar, aquecedor solar, forno solar, aquecimento e refrigeração, hidráulica, energia em combustão, bio-digestores);
  • Casas Ecológicas (princípios e conceitos);

  • Técnicas e Materiais Alternativos (fundação, estrutura,
    vedação, cobertura e materiais);
  • Água e Esgoto (captação de água de chuva, água reciclada, filtros);
  • Lixo (orgânico e inorgânico).


Acho pertinente o trabalho desse grupo pois alem de promover a sustentabilidade ajuda principalmente comunidades carentes a terem uma casa digna, bem construída e saudável. E tambem acho que se encaixa perfeitamente com um dos temos das nossas oficinas q é abordar as formas de construção alternativas, fugindo um pouco do convencional que é o cimento e concreto.




Para mais informações ou para contatos :

terça-feira, 4 de outubro de 2011

MALETTA!!!






GRANDE HOTEL



O Grande Hotel se localizava no cruzamento entre a Avenida Augusto de Lima e a Rua da Bahia.

Nele ficaram hospedadas as maiores personalidades que na primeira metade do século XX visitaram a capital de Minas Gerais.

Em Abril de 1924, nele se hospedaram Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Blaise Cendrars, e ali conheceram os representantes mineiros do Modernismo.

Em sua sacada, na mesma época, Mário de Andrade declamou o poema "Noturno de Belo Horizonte".

Em 1940, Juscelino kubitschek e Oscar Niemeyer almoçaram no hotel para discutir os projetos para a Pampulha.

Hoje em seu lugar se ergue um importante ponto de encontro na cidade de Belo Horizonte o edifício Maletta

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EDIFÍCIO MALETTA


O Edifício Maletta (Conjunto Arcangelo Maletta) é um edifício localizado no Centro de Belo Horizonte, no cruzamento entre a avenida Augusto de Lima e a Rua da Bahia. Foi construído sobre o Grande Hotel no ano de 1957, e é um dos mais históricos edifícios do centro de Belo Horizonte.

Seu uso é tanto comercial quanto residencial. Os apartamentos são predominantemente ocupados por estudantes (alugados, ou em repúblicas), ou pessoas que moravam no interior e precisavam se estabelecer na capital. No Hall de entrada funciona um centro comercial.


Famoso ponto boémio da cidade, o edifício maleta também é um espaço flexível. Durante o dia o centro comercial comporta restaurantes, lan-houses , livrarias, copiadoras, sebos, lojas de LP's, e ate uma loja de magicas. A noite, o famoso ponto boémio da cidade, fica repleto, frequentado por estudantes, poetas, músicos, trabalhadores e etc.











sexta-feira, 30 de setembro de 2011



Design Universal


UMA NOVA MANEIRA DE PENSAR
Quando se pensa em acessibilidade logo se imagina em adaptação, mas se na hora de projetar já se imaginasse todas as necessidade que qualquer pessoa (seja morador ou usuário) possa ter, em qualquer época da sua vida?Esse é o pensamento do Design Universal:
A expressão Universal Design (Desenho Universal) foi usada pela 1° vez nos Estados Unidos em 1985, pelo arquiteto Ron Mace, que influenciou a mudança de paradigma no desenvolvimento de projetos urbanos, de arquitetura e design,inclusive de produtos. Para ele o Desenho Universal aplicado a um projeto consiste na criação de ambientes e produtos que possam ser usados por todas as pessoas, na sua máxima extensão possível.
O conceito de Desenho Universal surgiu em decorrência de reivindicações de dois segmentos sociais:
  • O primeiro composto por pessoas com restrições que não sen
    tiam suas necessidades contempladas nos espaços projetados e construídos.
  • E o segundo formado por arquitetos, engenheiros, urbanistas e designers que desejavam maior democratização do uso dos espaços e tinham uma visão mais abrangente da atividade projetual.


    OS SETE PRINCIPIOS DESING UNIVERSAL
    Em 1990 um grupo de arquitetos se reuniu no Center for Universal Design, da Univercidade Católica do Norte (EUA), para estabelecer critérios para que em qualquer tipo de edificação e/ou aproveitamento do espaço atendesse a um maior numero de pessoas. Esses critérios ficaram conhecidos como os sete princípios desing universal e são usados na hora de projetar e construir qualquer espaço que leve em conta à acessibilidade.São eles:
    1. Uso equitativo: Propõe que ao se projetar pense acessibilidade sem segregação ou distinção de usuários, preservando a privacidade e segurança de todos os usuários;
    2. Uso flexível: Criar ambientes ou sistemas construtivos que permitam atender às necessidades de usuários com diferentes habilidades e preferências diversificadas, admitindo adequações e transformações.
    3. Uso simples e intuitivo: Permitir fácil compreensão e apreensão do espaço, independente da experiência do usuário, de seu grau de conhecimento, habilidade de linguagem ou nível de concentração;
    4. Informação de fácil percepção: Utilizar diferentes meios de comunicação, como símbolos, informações sonoras, táteis, entre outras, para compreensão de usuários com dificuldade de audição, visão, cognição ou estrangeiros, maximizando, com clareza, as informações essenciais;
    5. Esforço físico mínimo: Dimensionar elementos e equipamentos para que sejam utilizados de maneira eficiente, segura, confortável e com o mínimo de fadiga, não importando a restrição ou nível de dificuldade do usuário;
    6. Dimensionamento de espaços para acesso e uso abrangente: Permitir acesso e uso confortáveis para os usuários, tanto sentados quanto em pé, possibilitar o alcance visual dos ambientes e produtos a todos os usuários, sentados ou em pé, acomodar variações ergonômicas, oferecendo condições de manuseio e contato para usuários com as mais variadas dificuldades de manipulação, toque e pegada, possibilitar a utilização dos espaços por usuários com órteses, como cadeira de rodas, muletas, entre outras, de acordo com suas necessidades para atividades cotidianas.

















    Obs: eu não consegui colocar um vídeo e por isso vou deixar um link:
    Esse vídeo é uma ótima demonstração de Design Universal

    Shopping de bairro: Plaza Anchieta


    O Plaza Anchieta é um shopping de vizinhança criado no final de 2009 mas que terá sua segunda etapa finalizada esse ano. Fica na rua Franscisco Deslandes, n 900 no bairro Anchieta. Serão 56 lojas: 4 megalojas (tem o supermercado mart plus e uma lojas americanas), 1 âncora e 51 satélites. Além de praça de alimentação com 10 lojas, 1 restaurante, 2 elevadores, 2 escadas rolantes e 4 salas de cinema.



    O que mais me chamou atenção nesse edifício foi o espaço arejado e aberto. Me lembrou muito o livro do Hertzberger por parecer uma extensão da rua.
    A praça de alimentação pode ser vista do lado de fora e fica em uma área aberta, algumas vitrines estão voltadas para a calçada e um dos estacionamentos com 16 vagas parece já estar no meio do pátio do primeiro piso.



    À primeira vista, imaginei que o shopping fosse uma galeria, porque passei por lá sem tempo e não tive conhecimento de suas dimensões. Ele incorpora o princípio de galeria citado no livro: "sistema de acesso no qual a fronteira entre o público e privado é deslocado, o domínio privado de torna publicamente mais acessível."
    O espaço aberto, o visual clean que ainda conta com uma pequena floricultura no meio do segundo piso e a integração com a rua contribuem para criar um ambiente agradável, ótimo para um passeio domingo à tarde ou aproveitar os eventos disponíveis no lugar.


    Para conhecer mais sobre o Plaza Anchieta, conheça o site deles!

    Planta do 1º piso (clique na imagem para vê-la em tamanho maior)
    Planta 2º piso

    Planta 3º piso



    Encontrei as imagens nesse link.

    O Rio de Janeiro continua lindo, mas...


    No dia 10 de setembro estive no Rio de Janeiro. Como todo bom turista mineiro, fui dar um pulinho na praia de Copacabana. Sem guia, sem mapa, sem anfitrião. De São João de Meriti à Copacabana. Quase uma hora de metrô.


    Para quem está acostumado ao metrô belo-horizontino são várias as diferenças.  Além de mudanças estruturais por investimento ou por qualquer outro motivo, podemos reparar como a convivência das pessoas é diferente por essas diferenças.  

    A primeira grande diferença entre os metrôs de Belo Horizonte e os do Rio, são os vagões preferenciais. Cerca de oito vagões são exclusivos para mulheres nos dias e horários de pico. Ainda não entendo bem qual é o sentido disso. Cada dia que passa o mundo cria artifícios em diversos sentidos que mantém as pessoas cada vez mais distantes umas das outras.



    Já dentro do metrô, pode-se reparar toda uma preocupação com a ocupação do espaço.  Com vários locais para se segurar de pé, tanto próximo aos assentos, quanto no meio dos vagões.





    O metrô no Rio de Janeiro é mais um sistema do que apenas uma linha. São várias linhas que levam a vários lugares, algumas delas se encontram em certas estações e assim geralmente você pega mais de uma linha quando a distância é muito grande.  Comparando novamente com a linha belo-horizontina, que é única e passa somente em alguns locais, o metrô carioca atravessa toda a cidade e leva também às extremidades dela.



    Depois de tanto tempo transitando por toda a cidade do Rio de Janeiro, finalmente chega-se a praia.


    A areia clara e macia e o contraste entre natureza e construções humanas fazem com que o ambiente se torne belo e agradável. 




    Na mesma onda, voltando para o hotel, ainda no clima praiano e ouvindo o vento do litoral, posso ver e analisar as construções pelo caminho, construções essas bem diferentes daquelas beira mar. Uma passagem rápida, mas que gera uma reflexão grande a cerca de toda essa arquitetura carioca. 



    O Rio de Janeiro continua lindo, mas isso vai depender de onde você for.

    segunda-feira, 19 de setembro de 2011

    Dia mundial sem meu carro

    Mobilidade urbana é um dos assuntos que são discutidos na Oficina de Fundamentação e Instrumentação. Durante esta semana certamente será um tema na mídia  pois dia 22 é o dia mundia sem meu carro. Pesquisem um pouco mais do assunto e tragam para a sala de aula boas discussões a respeito.


    sexta-feira, 1 de julho de 2011

    Edifício Seculus Business

    Antigo Central Shopping de BH, centro de compras que funcionou entre 1986 a 1999.
    Localizado na Rua Paraíba esquina com Av.Afonso Pena,Funcionários - Belo Horizonte


    Atualmente é o Espaço Seculus e IBMEC.






    Características principais

    Edifício muitissimo alto - 25 andares
    Construído no estilo arquitetônico moderno
    Uso principal - escritório comercial







    Tem sua base maciça em granito com uma entrada principal para o edifício e outra muito bela para a Advocacia Geral do Estado de Minas Gerais.Que atualmente esta instalada na Av.Afonso Pena, 1901.






    E ainda conta com 06 elevadores de acesso.





    Não encontrei muitos registros acerca deste edifício.E mesmo que houvesse alguma história por trás, não despertaria tanto a minha atenção como a sua estrutura imposta no alto da Afonso Pena.




    Após iniciar o curso de arquitetura na UFMG tenho observado muito mais a cidade.E o que vejo são tantos prédios construídos como se fosse uma regra: "caixotinhos com janelas" pintados em tons pastéis.


    O Seculus Business apesar de ser uma edificação de quase há um século, é moderno.Seu formato é diferente. Tem um design estrutural frontal totalmente inovado. Todo revestido em granito. Com fachada frontal toda espelhada.



    Por esse revestimento e por sua altura passa uma subjetividade de poder, de imponência.Tem a aparência de uma fortaleza.


    Uma edificação que realmente atraiu o meu olhar.