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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Móveis Planejados


Nesse vídeo podemos ver vários móveis planejados, que vão se transformando conforme mudamos sua disposição e peças.
Tem uma mesa que pode dobrar o tamanho, camas que saem de compartimentos na parede, etc.
São idéias inovadoras e práticas para os atuais apartamentos, que estão cada vez menores.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Casa de Cacos de Louça

A Casa de Cacos fica em Contagem, na Rua Inez Glazmann de Almeida, 132, no bairro Bernardo Monteiro. Essa casa começou a ser criada em 1963 pelo geólogo Carlos Luís de Almeida e ela parou sua construção em 1989, quando o mesmo faleceu.

Na época a casa foi aberta à visitação se tornando um ponto turístico da cidade. O criador dela participou de várias entrevistas e pedia para as pessoas doarem cacos para ele. Com isso ele conseguiu porcelanas de várias partes do mundo. A idéia principal da casa era revestir as paredes, móveis, piso e teto com cacos de vidro, porcelanas, faróis de carro, etc. Absolutamente tudo que tem na casa é coberto por cacos, formando mosaicos diversos.

Na década de 90 a casa foi tombada como patrimônio histórico e cultural pela prefeitura da cidade e foi fechada para visitação. Hoje ela está abandonada e perdendo muitos dos seus cacos por causa do tempo e da falta de cuidados. É uma pena que um patrimônio como este, tão importante para a história da cidade esteja acabando.


O projetista da casa teve muito cuidado com os detalhes, vemos isso nos mosaícos do muro, nos desenhos que ele formou com os cacos.

As fotos para a postagem foram tiradas por fora da casa, já que ela está fechada, por isso não tem tantas perspectivas e detalhes e não tem fotos da parte de dentro da casa.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Tenda para Leitura

Proposta Comercial
A fim de descrever o que ser
á desenvolvido para o cliente da banca de jornal, apresentamos a proposta comercial, com as seguintes características, a saber:

Descrição Geral:
Extens
ão que visa inovar o negócio, conferindo mais valor ao estabelecimento, agregando algo nao diretamente relacionado a ele, de forma a atrair um maior número de clientes e tornar o ambiente um local confortável, aconchegante e climatizado.

Basicamente, o intuito desta proposta consiste em opor-se a habitual atitude breve e rotineira que as pessoas tem de chegar as bancas, comprar algum produto e levá-lo embora para ler depois.

Requisitos de Implementação

A proposta é implementar um espaço para leitura situado atrás da banca de jornal, localizada a Avenida do Contorno, 2646, Santa Efigenia, ocupando a área de duas vagas de carro.

Este local consta de uma área zen portando de uma estrutura dobrável de bambu, cortinas brancas translúcidas, pufes, plantas, velas e outros ornamentos que caracterizam o estilo.

A banca localiza-se em uma avenida que disp
õe de grande movimentação à noite devido à existência de bares ao seu redor que funcionam por toda a madrugada e por se tratar de uma via de grande circulação. Sendo assim, o estabelecimento receberia muito movimento durante a noite, já que dispõe de algo nunca visto antes.

A implementação deste espaço confere grande valor ao estabelecimento por este fazer parte do mesmo e comunicar-se com ele, garantindo maior controle e segurança da área.
Para que haja esta comunicação é preciso que a banca possua uma espécie de bancada em sua fachada posterior, que possibilite o comerciante visualizar o interior da tenda zen e seus clientes através desta abertura, e esta pode ser vedada, ou não, através de uma cortina de ferro.

Um aspecto de grande import
ância é a mudança do horário de funcionamento da banca de jornal. É necessário que esta permaneça aberta durante o período noturno, respeitando a legislação que permite, apenas, que as vagas de carro tenham outra função, a não ser de estacionamento, durante a noite.

Outro fator relevante é que a banca possui um espaço razoável em seu interior, onde o dono da banca poderá facilmente e com praticidade, guardar a estrutura e os objetos do interior da tenda, além de outras coisas de sua preferência. Desse modo, é possível guardar e retirar a tenda com mobilidade conforme o horário ou as condições climáticas, assim contribuindo para a viabilidade do negócio.

Portanto, apenas com estas condi
ções adotadas pelo responsável da banca é possível instalar a tenda zen.



Daniela Ponce
Fernanda Ruiz
Nicoly Fujii

domingo, 26 de junho de 2011

Feng Shui

Feng Shui significa ao pé da letra vento e água. São duas formas primordiais de vida. Onde não há vento não há vida e o excesso dele é prejudicial. Da mesma forma a água, sem ela não vivemos e o excesso dela causa umidade ou o que é pior, inundações, etc.

Enquanto a arquitetura e o desenho de interior se interessam pela estética, Feng Shui se concentra no modo como o ambiente exerce influência sobre as experiências das pessoas.

Esta arte é aplicada pelos chineses há mais de quatro mil anos, mas só começou a ser divulgada por aqui há pouco tempo. Muitas pessoas ainda não ouviram falar do Feng Shui e outras não acreditam que ele exista, mas existe todo um estudo e explicação para a comprovação do mesmo.


(Ambientes harmonizados feitos pela Arquiteta Sheila Mundim e pela consultora de Feng Shui Regina Rossini que foram expostos na Casa Cor)

A idéia básica do Feng Shui é harmonizar e equilibrar a energia dos ambientes e das pessoas com a disposição dos móveis, com as cores certas para cada lugar, com pedras e espelhos em locais específicos.

No blog da consultora de Feng Shui Regina Rossini tem posts que explicam melhor sobre o Feng Shui e constantemente ela publica dicas de decoração e harmonização para casa e comércio.

Blog: (http://reginarossinifengshuidecoracao.blogspot.com/)

Edifício Master


Edifício Master é um documentário feito pelo Eduardo Coutinho e sua equipe, que ficou instalada no Edíficio Master em Copacabana por uma semana entrevistando os moradores do prédio.O Edifício tem 12 andares, cada um com 23 apartamentos, um total de 256 apartamentos em todo o prédio e mais de 500 moradores. Foram entrevistados quase 40 moradores de 27 apartamentos diferentes.

As pessoas que foram entrevistadas contaram histórias pessoais, do seu cotidiano e sobre o edifício. Como por exemplo a Vera que morou a vida inteira no Edifício Master, mas mudou para 28 apartamentos diferentes. Ela conta de como o ambiente do lugar melhorou depois da mudança do administrador Sergio, que também deu uma entrevista. A Maria Pia que é uma espanhola, a Alessandra de Belo Horizonte, mãe desde os 14 anos, o Henrique que morou muitos anos nos Estados Unidos e cantou com Frank Sinatra.
Além de muitas outras histórias de artistas, dançarinos, jogadores, músicos, homossexuais, prostitutas, viúvas, casais que se conheceram por anúncio de jornal e casais que estão juntos a muitos anos.

Esse filme é muito interessante porque podemos conhecer um pouco da vida de várias pessoas e ver que cada uma delas, a seu modo, tem uma experiência de vida, um caso, uma história, um sentimento e um ensinamento diferentes para poder contar para quem tem interesse em assistir o vídeo. Acredito que muitos depoimentos foram constragedores de serem dados, mas os moradores se abriram para eles e tiveram coragem de contar coisas importantes sobre suas vidas. Sem dúvidas esse filme foi muito bem elaborado e é muito inspirador, pelo menos para mim.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Cadeira Mole

Na semana passada, iniciou-se a oficina de madeira e ferragens e,como proposta, deveríamos construir uma cadeira de forma que a sua estrutura suportasse uma criança.

Nos inspiramos então na Poltrona Mole, criada em 1957 pelo arquiteto e designer de móveis Sérgio Rodrigues que desejava imperiosamente conceber um móvel que expressasse a identidade nacional.

A poltrona original tem as dimensões 110x100x75, é feita de Jacarandá e seu estofado em couro, sugerindo um jeito de sentar mais despojado e superconfortável. Além disso, representou um momento de virada da produção nacional. As peças feitas aqui eram, até então, baseadas em modelos europeus.


Sendo assim, para a construção da poltrona nós, Fernanda Ruiz, Mirian e Nicoly, utilizamos tubos de papelão, barras rosqueadas, porcas e arruelas para a firmeza dos nós, tecido de nilon para o estofado e correias e, metalasse para o enchimento.







Serramos e furamos os tubos e os ligamos com as barras. Com a estrutura montada, costuramos à mão as seis correias, sendo três nos braços e as restantes do assento ao encosto. Por último, encaixamos o estofado que, não seria possível sem o auxílio de uma costureira.






Ao fim da oficina, concluímos que a utilização das barras rosqueadas e dos tubos de papelão no lugar dos pregos e da madeira, respectivamente, facilitou imensamente o nosso trabalho. Por outro lado, o tecido de nilon substituindo o couro não foi o pano mais viável a ser empregado por conta de sua pouca mobilidade (verificada após a costura do estofado).

Apesar de tudo, foi de grande aprendizado pessoal e importância para nossa formação, elaborar e colocar em prática algo que demandasse responsabilidade em ser funcional o
suficiente
para sustentar uma criança.










terça-feira, 17 de maio de 2011

Oficina de papelão.

(tunel aberto)

Hoje, mais do que nunca, encontramos nosso planeta em uma encruzilhada. De um lado, uma sociedade consumista. Do outro lado, os esforços para reduzir os impactos negativos que ela produz. Pensando nesse dilema, arquitetos do mundo inteiro, estão idealizando e construindo alternativas arquitetônicas que agridam menos ao meio ambiente. É retirando dessa idéia o modismo e o merchindising das grandes corporações e aliando-a a uma arquitetura socialmente preocupada com novas idéias de espaço e moradia é que chegamos ao foco do trabalho aqui discutido, que nesse contexto trás o papelão como um elemento construtivo viável. A oficina de papelão foi realizada em 07/05/2011 pelo grupo composto por Diogo Guadalupe, Mariana Fantecelle, Fernanda Ruiz e Nicoly Fuji, em cooperação com outros dois grupos, o primeiro composto por Gabriela Linces, Mateus Colla e Daniela Ponce, e o segundo por Mariana Tanure, Luiza Dias e Fernanda Mourão.
A técnica utilizada é simples é será exposta aqui como um manual.

1°- Material:
Foram utilizados na construção do túnel de 2 metros de altura por 3,5 m de comprimento cerca de 50 kg de papelão (recomenda-se a utilização da chapa de papelão lisa e mais grossa), 16 fitas adesivas grosas, um estilete e tesoura para cada integrante do grupo.

2°- Custos:
Algo entre 35 a 60 reais (varia com o tipo de papelão utilizado).

3°- Tempo:
Para um grupo de 10 pessoas, são necessárias cerca de 10 horas de trabalho.

4°- Modo de fazer:
1- Corte as chapas em:
- 52 losangos de diagonal maior de 153,33 cm e diagonal menor de 65 cm.
- 8 triângulos isósceles de base 153,33 cm e altura de 32,5 cm.
- 16 triângulos isósceles de base 60 cm e altura de 75,57 cm.

2- Faça vincos nas diagonais maiores dos losangos e nas alturas dos triângulos isósceles de base 60 cm.

(manual)

3- Para a colagem, una as formas geométricas da forma indicada na figura, lembrando sempre que os vincos estão voltados para cima e que, nesses, também é necessário passar fita para maior estabilidade, e lembrar de não unir as partes 1,2,3,4 e 5.

(manual)
(manual)

4- Para a junção das peças, comece com uma das pontas. Ainda no chão, verifique se os vincos estão fáceis de dobrar e depois erga a parte verticalmente, envergue-a no formato de um circo e comece a dobrar. Todos os vincos são voltados para dentro do circo. Passe para a próxima peça e siga os mesmos passos. Depois, com elas no chão e já dobradas, junte-as com fita adesiva.

(manual)
(manual)

5- Siga os mesmos passos ate o fim do processo.

6- Para a montagem é necessário apenas a escolha do local e esticar o túnel.

(manual)
(manual)

O processo é trabalhoso, mas comparado a técnicas tradicionais com concreto ou aço, é bem mais rápido e fácil. O resultado obtido na construção desse túnel pelo grupo foi satisfatório no quesito estabilidade e aparência, mas a utilização do papelão de caixas usadas foi questionada. Sendo assim, as placas de papelão novas foram consideras uma alternativa mais vantajosa, apesar de aumentar os custos e esforços em sua utilização, pois é mais rígida e difícil de cortar.
Há vários pontos a serem ressaltados, o primeiro é a característica de ser uma construção sólida, permitindo esta ser utilizada em situações em que exija uma resistência maior. A utilização do papelão na construção não é uma técnica exatamente recente. A arquitetura oriental, principalmente a japonesa, já utiliza largamente o papel na construção civil como, por exemplo, em divisórias e na vedação de janelas. O arquiteto japonês Shigeru Ban nos dá um exemplo da solides e durabilidade desse matérias em seus projetos. Ele iniciou suas pesquisas com tubos de papelão na década de 80 e a Paper Arbor, de 89, foi seu primeiro projeto utilizando esse material. Ban trata o papelão como ”madeira evoluída”, em referência a sua origem (www.theurbanearth.wordpress.com)

(Paper Arbor)

“...na atual época tecnológica, com trocas contínuas de necessidades, um edifício, uma rua ou até mesmo uma cidade inteira, chegam muitas vezes a cair em desuso, do ponto de vista de sua utilização, necessitando ser esporadicamente reprogramada e reconstruída.” (Peter Cook). É nesse contexto que o segundo ponto a ser ressaltado entra. A construção de papelão da à luz a estruturas leves, móveis e dobráveis, que são de fácil transportabilidade. O túnel, na idéia original, da autora Fernanda Dolabella Dubal, estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais, exposto em “www.mom.arq.ufmg.br” foi construído como uma estrutura para ser utilizada em um circo móvel. A arquitetura móvel pode ser definida como um espaço com uma determinada aplicação que é deslocado facilmente, sem que suas funções sejam prejudicadas por esta característica. Seguindo esse preceito os grupos que realizaram a oficina enxergaram na técnica várias utilidades como, por exemplo, uma barraca, ou até mesmo um portal para espaços em festas.

(tunel sendo carregado)

Outro ponto é a economia que o material representa em comparação ao concreto aço ou tecidos. Os gastos de uma casa feita pelo arquiteto Shigeru Ban e casas padrões existentes nem se comparam. Basta lembrar que o metro quadrado de papelão gira em torno de 2 reais, muito abaixo do preço do aço. Além de econômico é um material que pode ser reciclado tornando a construção menos agressiva ao meio ambiente, e é também proveniente de madeira, um material renovável.
Em resumo, foi muito interessante participar dessa oficina, pois abriu o horizonte dos integrantes do curso sobre matérias e elementos construtivos. Um exemplo muito interessante sobre a dimensão que essa arquitetura de papelão pode chegar foi realizado pelo pessoal da Nothing Agency, de Amsterdã, que resolveu criar um escritório inteiro feito de papelão e cartolinas. Isso mesmo! Mesas, prateleiras, escadas, paredes, divisórias, tabelas... tudo feito com material reciclado. “WWW.NOTHINGAMSTERDAM.COM”.

(escritorio de papelão)

Oficina de Canudinhos













O grupo composto por Daniela, Fernanda Ruiz, Gabriela, Nicoly e Rafaela optou por participar da oficina de canudinho marcada para os dias 9 e 11 de maio, embora não tenha sido o que aconteceu exatamente.

Após a proposta, muitas ideias surgiram, mas a escolhida, infelizmente, são saiu do jeito que esperávamos. À princípio, a ideia adotada era uma porta para o túnel, de forma que integrássemos as oficinas de papelão e canudo. Decidimos então fazer o contorno da porta com canudos em forma de cilindro, e apesar da técnica para a construção não ter dado tanto trabalho, seriam necessários muito mais canudos e bastante tempo, o que tornou a finalização inviável.


No entanto, não desistimos, e parece que a lição aprendida nos primeiros trabalhos deste curso se aplica e se aplicará a tudo daqui pra frente. Com a lição em prática e após muita persistência, falamos com os professores e eles nos indicaram sites inspiradores, como dos irmãos Campana, e uma pesquisa sobre o Cobogó.



Daí tivemos a idéia de aliar o Cobogó a um problema existente no pátio da Escola de Arquitetura, que é a falta de iluminação. Sendo assim, incluímos também o aprendizado da palestra sobre elétrica e fizemos um pendente com os canudos cilíndricos.