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terça-feira, 28 de junho de 2011

Memorial Minas Vale

Provavelmente muito de vocês já conhecem o Memorial Minas Vale, que faz parte do Circuito Cultural da Praça da Liberdade.

Apesar de já ter inaugurado a algum tempo, não tinha tido a oportunidade de visitá-lo. Então, em um sábado resolvi conhecer e me apaixonei.

Tudo naquele lugar é de muito bom gosto. Começando pelo primeiro pavimento temos um espaço destinado a Carlos Drummond de Andrade, onde ficam girando uns manequins vestidos com um paletó que tem bordado o Poema de Sete Faces (que é o meu favorito).



E possui também um lugar homenageando Guimarães Rosa, que tem uma árvore feita de madeira e folhas feitas de papel com trechos de livros.



Lá tem uma exposição permanente que, além de falar sobre os escritore que eu já citei, nos conta a histórias desde a Inconfidencia Mineira, a construção do Palácio da Liberdade até o Modernismo ( que tem um video falando da EA).

Bem, tudo naquele lugar é apaixonante. E depois daquela visita, o Memorial Minas Vale se tornou o meu prédio favorito!

É incrível como as galerias conversam com a exposição que lá estão.
Possui um pouco da arquitetura clássica representada pela fachada, um pouco de modernismo e um detalhe que foi o fator principal para que fez com que eu me apaixonasse com aquele lugar: as placas de metal que revestem as paredes "externas".

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Intervenções Urbanas: Grupo Poro

Já que estamos nesse clima de intervenção urbana, venho apresentar para vocês o Grupo Poro.

O Grupo Poro é uma organização internacional e está presente em Belo Horizonte desde 2002. Formado pela dupla Brígida Campbell e Marcelo Terça-Nada, tem como focos principais o espaço público, as manifestações efêmeras e as mídias de comunicação popular.

Bem diferente das grandiosas intervenções que nos foram apresentadas em sala, o Grupo Poro realiza intervenções nas quais todos somos convidados a participar, buscando realizar pequenas críticas a sociedade.




Na própria EA podemos ver um intervenção proveniente do Grupo Poro, o azulejo de papel.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Oficina de Madeira: Quase Mínima

Para a Oficina de Madeira nos foi dado à missão de escolher uma cadeira para que pudéssemos “comer” seu criador e fazer uma releitura da mesma adaptada a crianças. Logo após a apresentação do professor Adriano fomos a biblioteca em busca da nossa cadeira.

Foi praticamente amor a primeira vista! A beleza e simplicidade da Quase Mínima da designer CLAUDIA MOREIRA SALLES nos encantaram.


Claudia é designer de móveis e projetou para um dos primeiros espaços destinados as designers independentes na década de 80. Trabalhou em empresas especializadas em mobiliário de escritório e escolar. Realizou três exposições individuais e atualmente desenha móveis que são exportados para o mercado europeu e americano.

Observando as imagens da cadeira tivemos a ideia construí-la com o encosto reclinável,o que dificultou um pouco o trabalho, pois precisávamos pensar em um material nos daria essa movimentação.


Fizemos diversos desenhos e buscamos na internet medidas ergonométricas para cadeiras de crianças.

Fomos comprar o material com uma ideia na cabeça, mas que não deu certo, uma vez que o material desejado não tinha a flexibilidade que precisávamos. Então partimos para um plano B.

Escolhemos a madeira Pinus por ser macia e fácil de trabalhar.




Iniciamos o processo de construção...

Medimos, serramos e pregamos..

Não tivemos muita dificuldade na execução, pois haviamos feito um bom planejamento.




Então a estrutura da cadeira ficou pronta..
Faltava só o acabamento.











Plano B:
Como foi dito anteriormente a nossa ideia inicial não deu certo, então partimos para um plano B.
O plano B consistia em adaptar uma dobradiça de porta, colocando uma pequena mola no seu interior de maneira que o encosto pudesse se movimentar.














Eis o resultado final do nosso trabalho:

domingo, 29 de maio de 2011

Arquitetura da Destruição




TÍTULO DO FILME: ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO
DIREÇÃO: Peter Cohen
NARRAÇÃO: Bruno Ganz
Suécia 1992 - 121 minutos

Neste documentário é contada a história do Nazismo e de Hitler, mas de um jeito diferente dos incontáveis documentários que existem sobre a mesma temática. A história do Nazismo é contada junto com intervenções na arte e na arquitetura feita por Fuher.
No ínicio do documentário nos é contado sobre uma tentativa frustrada de Hitler ao tentar ingressar na Escola de Arte de Viena.


Pintura feita por Hitler – Não foi aceito na Escola de Arte por ser considerado um artista medíocre.

Muitas pessoas se questionam, se o Hitler tivesse sido aceito na Escola de Arte de Viena a história da Alemanha e dos judeus teriam sido diferente?

Outra informação interessante é que a suástica, símbolo do Nazismo, foi desenhada pelo próprio Hitler.

Para mim um dos momentos mais altos do filme foi quando os nazistas fizeram uma exposição degradando as obras de arte modernista dos judeus comparando-as a fotos de pessoas com problemas mentais.

Hitler também é apaixonado pela arquitetura e tinha um sonho de que a Alemanha tivesse construções tão grandiosas quanto às do Período Romano. Para isso levava arquitetos de confiança nos países que dominava para buscar inspiração ou simplesmente copiar seus monumentos, como foi o caso de Paris.

Eu não poderia deixar de falar de Berghof.
Berghof é um chalé construído especialmente para o Hitler no Alpes da Baviera e possui a maior janela retrátil do mundo, com 32 m². A escolha do local não foi aleatória. A cidade possui uma lenda de que pessoas daquele lugar despertariam de um sono para salvar a Alemanha, queriam associar a imagem do Fuher a essa lenda.





quarta-feira, 18 de maio de 2011

Oficina de papelão: parede de papel Kraft



Ao meu grupo foi dada a tarefa de construir uma parede usando apenas papel kraft.
Os trabalhos começaram no sábado, dia 7 de maio com um mutirão de faxina na sala de modelagem e graças ao esforço de toda a turma e dos professores a sala ficou limpinha para a realização dos trabalhos.
A metodologia - aparentemente simples – consiste em cortar o papel em lâminas e colá-los linearmente nos traços estabelecidos deixando um espaço para a dobra que possibilita o sanfonamento do sistema que proporcionará a estrutura da parede.

Na confecção o mais dificil não é a tecnica, mas a precisão e o capricho, pois cada errinho por menor que sejá já compromete todo o trabalho. Tivemos brilhante ideia de usar fita dupla-face, o que facilitou muito no desenvolvimento.

Apesar do nosso árduo esforço e dedicação, a parede ficou pequena devido à falta de contingente. Somos apenas três alunos, se huvessem mais ajudantes ou mais tempo o resultado seria mais gratificante. Mas serviu muito de aprendizado sobre a estrutura do papel e sua possivel elasticidade.

Com papel é possivel fazer uma infinidades de coisas, basta usar a criatividade

Aqui tem alguns objetos que se baseam numa tecnica parecida com a usada na oficina.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Oficina de Inflável

Estruturas infláveis apresentam uma grande facilidade na montagem: são leves, flexíveis (desse modo pode-se obter formatos inusitados), fáceis de transportar, compactas (por isso, também, ocupa espaços alternativos, não convencionais) e possuem um baixo custo de construção. Por isso, elas têm sido bastante utilizadas pela arquitetura.


Além disso, por serem (na maioria) translúcidas, seu interior é iluminado durante o dia apenas com a luz solar, e durante a noite luzes coloridas podem ser acessas, dando uma aparência bem descontraída ao ambiente.


As estruturas infláveis têm sido muito utilizadas como escritórios, moradias temporárias, pubs, nas promoções de vendas, eventos especiais, feiras profissionais, paradas...



Um exemplo de uso inusitado do inflável foi o utilizado para proteger um navio antigo de valor inestimável enquanto era restaurado. Foi criada esta estrutura inflável transparente com armação de madeira, que permitia ver o trabalho que estava sendo executado lá dentro.



Diante de tantas vantagens de se construir uma estrutura inflável, foi realizada uma oficina no dia 9/5/2011 na Escola de Arquitetura da UFMG na qual nós, alunos, ficamos responsáveis pela construção de algo inflável. Usamos o plástico lisolene e ferro de passar roupa como material para essa oficina.


O grupo composto por Agar Camila, Isadora, Lorraine e Saulo elaborou uma estrutura na qual era composta por dois portais perpendiculares unidos ao meio, desse modo surgiria quatro espaços que se comunicariam com o lado de fora ou poderiam ser fechadas, fazendo surgir de um a quatro cômodos.


A idéia inicial era evitar o calor que poderia existir dentro de uma estrutura inflável. Assim, ao se abrir as paredes, as pessoas não ficariam com a sensação de estarem totalmente presas dentro do inflável.




Como o Inflável deveria ficar depois de pronto






Como estamos no primeiro período e ainda não temos noção de sustentação, os pilares que possuem 3 metros de altura não conseguiram ficar de pé, já que os diâmetros das colunas ficaram muito pequenos.



No site http://www.inflate.co.uk/ é possível encontrar várias estruturas infláveis e projetos bastante diferentes.

domingo, 10 de abril de 2011

Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da RMBH

Bem, a escolha deste tema foi motivada pela dificuldade de entendimento relatada por vocês. Tentei mostrar o Plano de uma maneira mais simples, objetivando a compreensão de todos. Espero ter conseguido. :)

Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da RMBH

A fim de integrar toda a Região Metropolitana de Belo Horizonte – RMBH, a UFMG foi contratada pelo governo de Minas Gerais para desenvolver um projeto que unificasse as questões sociais, ambientais e econômicas das cidades participantes, buscando maior inclusão e sustentabilidade.

Criaram-se vários órgãos que participam de um sistema de gestão metropolitana, no qual fazem parte também instituições estaduais, municipais e intermunicipais relacionadas às funções públicas de interesse comum.

O sistema conta com dois instrumentos: um de planejamento, o PDDI-RMBH e um financeiro, o Fundo de Desenvolvimento Metropolitano. O Fundo de Desenvolvimento Metropolitano tem participação do Governo do Estado e os municípios da Região Metropolitana, onde cada um contribui em 50%, sendo a contribuição dos municípios proporcional às suas receitas líquidas.

Áreas Temáticas Transversais

As equipes foram divididas em dez áreas temáticas transversais que tratam de questões interrelacionadas, tomando o cuidado de que contemplem as vertentes econômicas, sociais e ambientais. Exemplo:

Mobilidade, comunicações, transportes e sistema viário - MCT

Essa área é referente à mobilidade da população da RMBH e merece especial atenção, pois interfere no deslocamento diário da mesma.

O crescimento desordenado das cidades, a deficiência do transporte público e o crescente número de veículos particulares que causam problemas de trânsito, trazem conseqüências negativas para a região.

Enquanto a população da RMBH cresceu 13,5% no período 2001-2009, a frota geral de veículos, principalmente motos e veículos privados, cresceu 76,6%, sem que houvesse um investimento em infraestrutura e melhorias no transporte público.

Como resultado, a região tem apresentado distorções no sistema de transportes metropolitano, o que tem afetado a mobilidade de pessoas e mercadorias.
Diante dessa realidade foi traçado um plano com o horizonte de 20 anos. O trabalho será desenvolvido com o apoio de outros setores, considerando:

1. Definição dos objetivos da política de transportes;
2. A visão futura da Região Metropolitana;
3. Definição e escolhas de estratégias;
4. O Plano Integrado de Transportes para 2023.

Dessa maneira busca tornar mais eficiente o deslocamento de pessoas e mercadorias, além de aumentar a sustentabilidade e a inclusão social.

Eixos Temáticos Integradores

Os eixos temáticos foram divididos em quatro áreas: acessibilidade, urbanidade, sustentabilidade e seguridade. Sendo que estes abrangem todas as áreas temáticas. Essa organização permite a amplitude necessária para envolver as diversidades sócio-econômicas e culturais e trazer propostas que estejam de acordo com as necessidades dos cidadãos.

Eixo Urbanidade

A urbanidade trabalhada pelo PDDI traz a idéia de um encontro em um espaço compartilhado. Nesse sentido a urbanidade na RMBH é feita de uma construção coletiva e que busca solidariedade todo tempo.
Um dos pontos de partida para trabalhar neste eixo foi a promoção da qualidade de vida e do espaço. E desenvolver a idéia de que existe e acontece a possibilidade de se transitar bem por estes ambientes no nível metropolitano. Além da realização de atividades culturais e criativas.
Processo participativo
A participação popular está prevista em todas as fases de sua construção por meio de três ciclos de debates públicos, cada um contendo cinco oficinas e resultando em um seminário. Os dois primeiros ciclos foram organizados de forma regional, com oficinas ocorrendo em diversas cidades. Já a última reunião foi teve todas as suas fazer realizadas em Belo Horizonte.

Fonte: http://www.rmbh.org.br/


Como foi dito em sala, o plano não apresenta quais serão as medidas tomadas para solucionar os problemas encontrados, apenas os citam. E podemos perceber que o plano propõe transformações em todas as áreas, mas temos que ser críticos com o que nos foi apresentado e ver quão difícil serão a concretização desse projeto. Atualmente a prefeitura de Belo Horizonte está trabalhando no novo terminal rodoviário, que não será mais no centro, e o espaço onde hoje é a rodoviária será o terminal das linhas metropolitanas.
E quem já teve a oportunidade de ir lá sabe o quanto aquele local é “esquecido”. Então eu me questiono, onde está a integração entre Belo Horizonte e as cidades da RMBH?