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terça-feira, 28 de junho de 2011

Intervenção Cineclube Savassi




INTRODUÇÃO

Utilizando como base o Artigo 75, do TÍTULO III - Do Uso do Logradouro Público, da legislação de Belo Horizonte, as alunas de arquitetura da UFMG Ana Cláudia Françoso, Mariana Tanure e Rayane de Sousa propuseram uma intervenção em uma vaga de carro.

"Art. 75 - Independentemente do uso do afastamento frontal, a colocação de mesa e cadeira poderá ser feita, alternativamente: I - no passeio, desde que o mesmo tenha largura igual ou superior a 3,00m (três metros); II - no espaço do quarteirão fechado; III - na área de estacionamento de veículos em via pública local lindeira à testada do imóvel correspondente ao estabelecimento, quando o passeio tiver largura inferior a 3,00m (três metros), mediante avaliação do Executivo; IV - na via pública, nos casos de feira ou evento regularmente licenciado. Parágrafo único - O licenciamento para a colocação de mesa e cadeira na área prevista no inciso III do caput deste artigo será permitido mediante a instalação de tablado removível protegido, que não impeça o escoamento de água pluvial, e poderá exceder a testada do imóvel correspondente ao estabelecimento se contar com a anuência do vizinho lateral. Art. 75 com redação dada pela Lei nº 9.845, de 8/4/2010 (Art. 24)"

Mas como a proposta de intervenção não visa, à princípio, efetivação; tomou-se a liberdade de propor também uma ampliação legislativa. Assim, o uso de áreas de estacionamento para a colocação de mesas e cadeiras, antes restrito à vias públicas locais (vel. máx. 30 km/h), foi estendido às vias coletoras (vel. máx. 40 km/h) e não mais restringi-se aonde o passeio tiver largura inferior a 3,00 m.

Com base nisso, as alunas sugeriram uma extensão montável nas três vagas de carro existentes na fachada do Cineclube Savassi (Rua Levindo Lopes 358, Savassi - BH/MG) onde funcionará o café, já existente, e um sebo de livros direcionados para o cinema. E com o propósito de oferecer uma alternativa de transporte, uma das três vagas destina-se à colocação de um bicicletário. (Vale destacar que a via citada é coletora, que o passeio adjacente tem largura de 4,00m, que a área de estacionamento conta com um total de 6,15 x 4,35m e que a intervenção será feita das 18:00h às 00:00h).

INTERVENÇÃO

Visto que o ambiente deverá ser montado diariamente, buscou-se soluções arquitetônicas que facilitassem a acomodação do material e possibilitasse uma montagem rápida.

A construção foi pensada da seguinte maneira:

1- Projeto de um tablado suspenso, a fim de nivelar o chão deste ambiente e a calçada, possibilitando o escoamento de água na rua.

2- Fixação de muretas de 1,20m com o propósito de tornar o espaço público um pouco mais privado. Ou seja, manter o ideal de espaço coletivo, interagindo-se com a rua e ao mesmo tempo possibilitar ao usuário a sensação de estar em um ambiente do Cineclube, acolhedor e aconchegante.

3- Utilização de mobiliário dobrável ou desmontável.

4- Iluminação independente de fiação, via bateria de energia química ou solar. (Critério que depende da escolha do proprietário, devido ao investimento financeiro, custo e benefício).

5- DVDs portáteis fixados às mesas, a fim de possibilitar ao usuário a escolha de assistir ou não os trailers dos filmes em cartaz no Cineclube Savassi.

6- Escolha de materiais e cores que se comuniquem com o espaço de café do Cineclube e decoração remetente ao cinema.

7- Uso de um tapete vermelho no passeio, como forma de integração arquitetônica.

Os itens utilizados estão listados abaixo com suas respectivas dimensões e podem ser facilmente acomodados.

*8 toras de madeira. 0,20 x 0,11 x 2,15m.

* 2 tablados dobráveis de taco. 0,10 x 2,08 x 4,35m (dividido em 4 tábuas de 1,00m e uma de 0,35m).

* 2 paredes laterais dobáveis de madeira. 0,05 x 1,20 x 4,35m (dividido em 4 tábuas de 1,00m e uma de 0,35m).

*1 parede posterior dobrável de madeira. 0,05 x 1,20 x 4,05m (dividido em 4 tábuas de 1,00m e uma de 0,05m).

*5 mesas dobráveis. 0,75 x 0,74 x 0,80 m.

*15 cadeiras dobáveis estilo diretor de cinema, com nomes de diretores importantes estampados nos encostos. 0,31 x 0,45 x 0,80m.

* 1 mesa que também é estante de livros. 0,84 x 0,70 x 1,00m.

*2 luminárias de chão que também são estantes para livros. 200,00cm x r 0,30cm.

*6 luminárias de mesa. 20,00cm x r 8,00cm.

*1 caixa de acrílico que se fixa à mureta para a colocação de panfletos. 0,10 x 0,10 x 0,10m.

*5 DVDs portáteis que se fixam às mesas dobráveis.

*2 módulos de bicicletário. 0,60 x 2,10m.

*Carpete vermelho que pode ser fixado à calçada com cola ou estendido. 4,00 x 4,00m.

MONTAGEM

Passo a passo:

1- Coloque as oito toras de madeira no espaço de duas vagas de garagem e os dois módulos do bicicletáriona outra vaga, conforme figura abaixo.

2- Estenda o tablado de madeira sobre as toras e fixe um ao outro utilizando uma chapa de aço.

3- Fixe as paredes ao tablado e umas às outras utilizando mão-francesas.

4- Disponha o mobiliário.

CRIAÇÕES

As alunas ainda desenvolveram o designer de 2 luminárias e de uma mesa, que foi executada.

*Luminária de mesa:

Inspirada em um rolo de filme, conta com duas tampas e uma película transparente com estampa em escala de cinza (ver imagem) que fazem o envoltório de duas lâmpadas de LED.

*Luminária de chão:

Inspirada nas estantes giratórias de livros.

Seus níveis têm raios diferentes e giram independentemente.

Sua cúpula segue também é de película transparente e tem a mesma estampa das luminárias de mesa.

*Mesa:

Inspirada na poltrona abaixo, a mesa conta com nichos esternos para acomodação de livros.

Além disso, ela é desmontável, o tampo é solto e a estrutura é formada por dois blocos inteiriços.

Para fazer o papel de caixa registradora e como uma alternativa à gaveta foi feito uma caixa que se assemelha a um livro.

Ressalta-se que a construção da mesa e da caixa seguem os princípios de reciclagem, o material utilizado foi: caixotes de madeira, madeira de demolição e papelão.



segunda-feira, 27 de junho de 2011

Container: estrutura arquitetônica














O arquiteto Danilo Corbas projetou sua própria casa em São Paulo utilizando containers. Ele a classifica como uma casa sustentável, não apenas pela reutilização dos containers mas também porque tem telhado verde, energia solar, iluminação de LED e reaproveitamento da água das chuvas.
Assim, "criou-se" a conceitual Casa Container Sustentável, que foi aberta à visitação, até dia 29 deste mês, para só depois servir realmente de moradia. Vale destacar que apesar de se utilizar containers como estrutura barata e reutilizável, o projeto prezou pelo acabamento dos ambientes.
Abaixo estão algumas fotos: Ao saber deste projeto, lembrei-me de uma matéria que li na revista Arquitetura e Urbanismo do mês de abril deste ano. Ela fala a respeito da nova loja Decameron em São Paulo, inaugurada em janeiro de 2011.













O pedido do designer Marcus Ferreira era que seu espaço fosse algo surpreendente que se relacionasse com a cidade de forma despretensiosa e ao mesmo tempo que fosse parcialmente desmontável, de construção limpa, rápida e barata. Com isso, Marcio Kogan teve a seguinte solução: utilizar 6 containers do porto de Santos como estrutura e pintá-los com cores vibrantes, conforme figuras abaixo.












Pesquisando um pouco mais sobre o assunto, descobri algumas arquiteturas interessantes que utilizaram containers como estrutura. São elas:




Complexo Container City da empresa britânica Urban Space Management, 2001.


















Spacebox, residências estudantis para a Universidade de Ultrecht de Mart de Jong, 2005.














Conjunto habitacional de estudantes em Amsterdam da Tempohousing, 2006. Conta com um total de mil residências e mais áreas comerciais.










E as casas de Adam Kalkin.





sábado, 25 de junho de 2011

Cia Deborah Colker: dança, teatro e arquitetura



Para ser sincera, eu não tenho grandes conhecimentos sobre dança. No entanto, sempre me pego
assistindo trechos de alguns espetáculos pela televisão, sem me preocupar com data, título ou grupo.

Há algum tempo atrás, não me recordo há quanto tempo ao certo, lembro-me de ter visto um espetáculo que se destacou. Era ele "Casa" da Cia Deborah Colker, certamente o único que eu saiba o nome. Mas o que tem ele de tão especial a ponto de eu conseguir identificar?


Bem, na época eu ainda nem pensava em fazer arquitetura, mas uma coisa nele me intrigou: a casa. O espetáculo fala do cotidiano de uma casa de forma poética, por meio da
arquitetura e da dança. Para isso, foi construída um sistema que se assemelha
ao corte de uma casa de 3 andares e que devido à sua estrutura arquitetônica possibilita inúmeras intenções e movimentos diversificados.


"Casa" me fascinou tanto que, neste ano, ao saber que estava em cartaz no Palácio das Artes um espetáculo da Cia Deborah Colker quis logo ir, mesmo sem conhecer ao certo sobre o que se tratava. E mais uma vez fui surpreendida!

"Tatyana", é o seu nome; um mix de proporções, formas e cores que junto a uma narrativa um tanto quanto psicológica banhada de duelos, amores e desencontros concebe uma dança teatral envolvente e emocionante. Além disso, assim como "Casa", este espetáculo usa o artifício arquitetônico.
Nele há uma espécie de árvore retorcida construída por tábuas de madeira em que são fixados livros, que por si só dá uma aparência diferentemente bela. Mas a estrutura não é apenas ornamental, os dançarinos sobem nessa árvore e fazem movimentos tão impressionantes, que se fossem feitos no chão não teria o mesmo efeito.


É simplesmente sensacional!


Um Edifício: BDMG



Ao escolher um edifício para dissertar sobre, levei em consideração alguns aspectos:



1°- Eu deveria considerá-lo belo.



2°- Ele deveria fazer parte do meu cotidiano.



3°- Fosse projetadopor ex alunos ou professores da Escola de Arquitetura da UFMG, como incentivo a nós, alunos.



4°- A época em quefoi construído.



Com isso, acabei por escolher o edifício do BDMG.


Na década de 60 foi feito um concurso público para a escolha do projeto do prédio do BDMG e os ganhadores foram os arquitetos Humberto Serpa, Willian Abdalla, Marcos Meyer e Márcio Pinto. A conclusão da edificação data do ano de 1969, logo conclui-se que foi construído no período da ditadura militar brasileira, em que houve enorme censura cultural e política.


A arquitetura não ficou imune a tal censura, os projetos deste período se mostram autoritários em prol das instituições governamentais, contrastando-se com o crescimento urbano em direção às áreas marginais onde habita a população menos favorecida. Em Belo Horizonte não foi diferente, o urbanismo aqui foi deixado em segundo plano, assim a arquitetura não era mais orientada pelo planejamento urbano para garantir uma apropriação mais democrática da cidade; ao contrário, notou-se nesse período a verticalização e a construção de edifícios institucionais imponentes.



O projeto do BDMG se enquadra nos pré-requisitos da época. Com sua verticalidade de um bloco único de vidro, linhas retas e proporcionais, e estrutura brutalista externa sustentada por uma malha de concreto aparente, impõe-se sobre a população mostrando uma importância e uma autoridade. Mas ao mesmo tempo, o recuamento do edifício juntamente com o pilotis rebaixado delimitado por uma redoma de vidro torna o espaço mais público e convidativo.

Dessa forma, os arquitetos conseguiram propor um projeto em que fosse visivelmente perceptível
o espaço de acesso público e privado, mantendo a imponência da edificação. Para isso, usaram os artifícios da arquitetura de estilo internacional modernista.




terça-feira, 31 de maio de 2011

Mini Lounge



    • Crosbie, designer ingles, especialista em objetos de inflaveis, desenvolveu a "Inflate Chair" para Totem Design. Seu design conteporaneo utiliza uma estrutura de aluminio para sustentar uma forma de lounge coberta por almofadas inflaveis. A partir dessa referencia, o grupo Tais Trujillo, Mariana Tanure e Rayane Sousa desenvolveu uma cadeira infantil (destinada a uma creche) seguindo a mesma ideia de composição do acolchoamento e reclinação, porem utilizando almofadas de espuma, para um conforto e durabilidade maior, uma vez que se trata de crianças. Visando a segurança dessas, o assento foi rebaixado e todo material utilizado foi propiamente lixado, alem de contar com anti derrapante nas pontas. Para proporciar entretenimento , as almofadas foram fixadas ao assento e encosto com velcro , possibilitando a troca da posição.

      Contrução:

      Material
      Bambu in natura
      Porcas e ruelas
      Barras de Rosquear
      Tecido
      Espuma
      Cola quente

      Ferramentas
      Segueta
      Furadeira
      Maquina de costurar
      Pistola de cola quente
      Chave de fenda

      Os materias adotados para esta oficina, foram reaproveitados de oficinas anteriores, tal como o bambu e algumas barras de rosquear. O tecido das almofadas foi comprado no quilo, e as porcas,ruelas e espuma foram compradas no centro da cidade. Como resultado, obtivemos um baixo custo material.

      Produção

      Pelo fato do bambu utilizado estar em natura, foi necessario um tratamento para retirar o amido existente em sua "pele" e consequentemente, dar brilho ao mesmo. O processo consiste na queima do amido seguido da limpeza do bambu. Para isso , se aconselha a utilização de um maçarico (para queima do amido) e oleo disel para limpeza. Como nossa produção foi caseira, utilizamos a boca de um fogão.





      Apos tratar o bambu bruto, serramos as barras de rosquear e o bambu nas cotas esboçadas no croqui . Feito isso, definimos o local de encaixe e furamos com auxilio de 2 brocas diferentes (uma para abrir o furo no bambu e outra para ampliar de acordo com a espessura da barra de rosquear).Concluindo isso, montamos a cadeira fixando com as porcas e ruelas.






      Estofamento

      Nove almofadas foram confeccionadas inspiradas no modelos original da cadeira de inflavel. Para maior durabilidade, o forro é duplo e foram preenchidos por espuma comum. Para possibilitar a troca de posição delas, utilizamos velcro na almofada, e sua outra face cruzando um bambu ao outro, como explicitado nas fotos.





      A experiencia foi motivadora para montagem de outros mobiliarios de bambu ou madeira, pois nos mostrou que ojetos do nosso dia dia podem ser confecionados por nos mesmos com um baixo custo, mantendo um design interessante.



Por falar em cadeiras...

A revista Época Negócios deste mês publicou uma matéria sobre a empresa Herman Miller, ( pág. 110 à 121). A empresa é reconhecida por seus móveis, poltronas e cadeiras práticas, belas, duráveis e de design revolucionário.














A organização, que na verdade foi fundada pelo genro de Miller, tem como seus carros-chefes as seguintes cadeiras:





Aeron:



Designer: Don Chadwick e Bill Stumpf (1994).



Indicada para escritórios e pessoas que passam muito tempo sentadas, pois sua textura aerada diminui o calor criado entre a cadeira e o corpo.












Eames Lounge



Designer: Charles e Ray Eames (1956)



Teve por inspiração o conforto de uma luva de beisebol usada e faz parte da coleção permanente do Metropolitan Museum of Art.
















Cadeira de Plástico
Designer: Charles e Ray Eames (1948)
Foi a primeira cadeira de plástico produzida em larga escala.















Cadeira Setu


Designer: Studio 7.5 (2009)


Proporciona um conforto anatômico a todos os usuários, pois é revestida por uma tela que se molda ao corpo e distribui o peso por igual.








Sofá Marshmallow



Designer: George Nelson (1956)



É um sofá irreverente, formado por 18 almofadas fixas a uma estrutura de aço quase imperceptível.












A próxima aposta: Sayl



Do designer Yves Béhar (o mesmo que criou o laptop de US$100.00 para a organização One Laptop per Child), foi lançada em outubro do ano passado.




A cadeira junta os ideais de ergonomia, design e engenharia sofisticada a preço baixo (para os padrões da Herman Miller) com o objetivo de conquistar os mercados emergentes. No Brasil, está sendo vendida a US$1,2 mil.










Mas qual é o diferencial da Herman Miller?



Além do que já foi exposto, a empresa acredita que seu sucesso é devido à alta tecnologia utilizada, aos processos artesanais e à grande quantidade de detalhes.



A Herman Miller trabalha com uma rede de designers terceirizados, estes criam o mobiliário que então é avaliado por uma equipe de diversos profissionais, entre eles ortopedistas e fisioterapeutas. As peças passam por inúmeros testes de resistência e quase sempre têm o acabamento feito à mão.



Ainda vale comentar que desde 2005 há uma crescente preocupação ambiental, não só no que diz respeito ao prédio da fábrica e aos resíduos liberados, como também ao material dos produtos. Desde então, a Herman Miler pede aos fornecedores a composição química dos materiais que serão utilizados e avaliam se apresentam substâncias tóxicas ou não.Com isso, foi vetado o uso de PVC, por exemplo, não por ser tóximo, mas porque ao ser quimado gera dioxina, uma substância agressiva ao meio ambiente e ao homem.







Empresa: Herman Miller




Fundação: 1923, Zeeland - Michigan (USA) por Dirk Jan De Pree



Faturamento em 2010: US$1,63 bi



Número de funcionários: 5 mil

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Documentário: Zeitgeist





Zeitgeist é uma crítica à sociedade humana e ao seu modo de vida. O documetário se divide em duas partes básicas:



Logo no início, apresenta a Terra como uma parcela ínfima do espaço, onde se desenvolveram várias espécies, entre elas a nossa, que se caracterizaria apenas por possuir polegar opositor e raciocínio lógico. No entanto, somos audaciosos o bastante para achar que tudo neste planeta está em nossa função e que podemos apropriar do que nos convir desde que proporcione benefício próprio.


Esta parte do documentário ainda é composta por cenas de barbárie, acompanhadas por discursos terroristas ou anti-terroristas, que chocaram o mundo em um passado não tão distante e que hoje fazem parte da história da humanidade. Esquecemos que tais episódios continuam a acontecer, com pequenas alterações nos enredos e com protagonistas diferentes, porém com um objetivo comum: ganhar dinheiro.


Enfim, o ponto crítico principal do documentário é a cultura da economia monetária. E assim, renega a todas as instituições existentes, sejam elas governamentais, educacionais ou religiosas.





2ª- A Proposta (Projeto Vênus): (http://www.youtube.com/watch?v=YizLaWG6raY)


É proposto, então, que tenhamos uma economia baseada em recursos ao invés de uma economia monetária. Essa conclusão surge da premissa de que o sistema monetário nos torna escravos do próprio sistema.Uma vez que trabalhamos para ganhar o salário que nos proporciona a sobrevivência, nunca seremos livres de fato, precisaremos sempre trabalhar, e, para garantir que haja emprego, o avanço tecnológico será sempre barrado. Por isso, a ideia é que possamos usufruir ao máximo o que a tecnologia nos oferece e que devemos trabalhar para que todos os recursos terrestres sejam bens comunitários.


O Projeto Vênus, ainda que altamente utópico, tem caráter auto-sustentável. À medida que estabelece uma conexão direta entre ambiente habitado e comportamento cultural do homem, possibilita um reprojetamento do modo de viver em sociedade que funcionaria perfeitamente. Por meio da conscientização social e do uso abundante da ciência, seria estabelecido um plano em que o homem, a tecnologia e a natureza seriam capazes de coexistir em um estado de equilíbrio dinâmico estável e de longo prazo.




Intervenções arquitetônicas e urbanísticas (em síntese):
* Construção de novas cidades, altamente tecnológicas eque funcionem com o mínimo de energia possível.


* Projeto urbanístico circunscêntrico, dando ênfase à edução, sistemas de comunicação e assistência médica.


* Diversidade de arquitetura residencial, a fim de agradar a todos.


* Abundância de projetos paisagísticos.


*Contrução de cidades marinhas e subterrâneas.


Entre outros.


Se você quiser saber mais a respeito do Projeto Vênus, entre no site: http://www.thevenusproject.com/index.php