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domingo, 19 de junho de 2011

Entrevista- Menote Cordeiro





Na última sexta-feira, 17 tive o prazer de entrevistar o pintor, designer e artista Menote Cordeiro.Com cerca de uma hora e meia Menote me contou sobre sua vida e carreira em uma gostosa conversa que aconteceu em sua própria casa/ estúdio.

Nascido em Janaúba, Menote mudou para Montes Claros para fazer faculdade de economia aos 17 anos. Apesar de gostar de matemática, detestou o curso e ficava a aula toda desenhando caricaturas. Foi quando a faculdade percebeu as qualidades artísticas dele e o empregou como desenhista. Aos 19 anos conseguiu um estagio em Belo Horizonte em uma casa de cultura; foi quando Menote agarrou a oportunidade e nunca mais voltou. Menote diz que no começo foi difícil, sentia muita falta dos seus pais mas sabia o que queria: ficar em BH.


Hoje, já mais maduro, Menote me disse que uma das coisas que o inspira no processo de criação é a sua mãe, foi ela quem transformou sua visão de vida. Muitos dos seus trabalhos são inspirados nessa nova concepção. Mas acrescentou ainda que a música e a trilha sonora também o inspiram muito. Ao retratar alguém, por exemplo, Menote faz uma pesquisa aprofundada sobre a pessoa, escuta músicas que tenham haver, e tenta criar uma conexão entre ele e a pessoa. Claro que ele lembra sobre o quanto é importante adaptar-se ao mercado mas sem mudar sua característica.


Árvore dos Saberes


A maioria dos seus trabalhos atualmente são feitos no computador, mas já trabalhou com pintura a óleo, lápis de cor, etc. A vantagem do computador segundo ele é a rapidez que é muito útil para trabalhar por exemplo com publicidade que precisa de um ritmo acelerado de produção. Dentre os programas utilizados estão o FreeHand, Photoshop e o QuarkXpress para diagramação.


Ao perguntar sobre as etapas ou "ritual" de produção Menote citou de novo a enorme pesquisa que faz sobre o tema, pessoa, ou o que quer que seja que será retratado.


Perguntei ainda sobre o tempo que leva para ganhar reconhecimento no trabalho e Menote diz que só agora ele quis divulgar seu trabalho, por causa da timidez. Ele acredita que o retorno pode ser grandre quando um trabalho é (bem) divulgado em um lugar especifico, não somente em exposições- atingindo o objetivo. Ele acrescenta que o artista deve ser mais generoso (do que ele mesmo) e compartilhar o trabalho com os outros, fato que para ele faz parte de um processo de crescimento e amadurecimento.


Lembranças de Primavera - 2011


Rapidinhas:


-Não sai de casa sem: "Mochila; sempre vazia para trazer coisas novas para casa."


-Livros: "Biografias"


-Artistas inspiradores: " Hoje:Guignard, e na musica Tom Jobim, mas essas opniões mudam muito com épocas da minha vida"


-Cidade favorita: "Hoje 'é Belo Horizonte, adoro aqui, mas gosto de outras como Barcelona que para mim é completa: velha, contemporânea, tem mar, bela arquitetura, tudo."





"Vivo o instante, saudade dói demais por isso gosto do desapego e do momento."





Perguntei sobre dicas para futuros artistas que estão iniciando e buscam seu espaço e Menote deu duas dicas; a primeira é não se esconder, saber que o trabalho pode ser copiado, pode ser utilizado sem autorização, etc, mas que é importante divulgar e apresentar seu produto, utilizando até os inúmeros meios de comunicação atuais como a Internet: "Hoje o artista não precisa ser convidado para exposições, existem outros meios de exibir seu trabalho". A segunda dica foi desenhar muito e produzir muito também.






Longa despedida


Para finalizar perguntei se ele se considera bem sucedido. Menote respondeu que sim, para ele sucesso é simplificar a vida para não fazer malabarismos para ser feliz, não ser escravo das coisas atuais: "Tenho meus próprios horários. Quem hoje em dia toma um café da manha de uma hora? Para mim não é caro ser feliz." Adorei a resposta dele e pude observar essa simplificação até na casa dele, que reflete isso: foi feita por ele e pelo seu irmão (arquiteto Leonardo Cordeiro) e é bem funcional.





-Parte do portfolio:


*10 Edições da Mostra de Cinema de Tiradentes


*8 Edições do Festival da Vida


*6 Edições do Festival Tudo é Jazz


* Muito mais!!





Vale conferir seu trabalho: http://www.menote.com.br

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Almoço no metrô

Sabe uma dessas ideias diferentes que querem inovar e impressionar? Poisé, a razor, a shiny knife soube como fazer isso com eventos de culinária em lugares diferentes. A ultima intervenção deles aconteceu no metrô de Nova York e contou com 6 pratos no cardápio. O tempo de cada refeição era cronometrado de acordo com o tempo que faltava para chegar à próxima estação e consequentemente o próximo prato do menu.

As pessoas que frequentavam o metrô na hora se divertiram com o inusitado fato que ganhou repercussão até mesmo no New York Times, um dos melhores jornais dos Estado Unidos.
Mas no site do grupo podemos encontrar mais detalhes sobre o preparo: foi feito estudo até sobre o percurso do trem para que as bebidas nos copos não derramassem e as curvas não atrapalhassem a refeição.
O vídeo é ótimo mas é em inglês.












O que eu achei mais interessante foi a maneira como as pessoas reagiam ao ver a intervenção e tambem toda a logistica para que o almoço funcionasse de maneira perfeita.

As referências:
http://www.ponteiolarshopping.com.br/ponteioup/ Blog do Ponteio


http://www.nytimes.com/interactive/2011/05/04/dining/20110504-TRAIN.html?ref=dining#1Sabe Fotos no New York Times

http://www.arazorashinyknife.com/a-casual-sunday-lunch/ Site da organização

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Casa Fiat de Cultura: "Olhar e ser visto" e "Tarsila e o Brasil dos Modernistas"

Está acontecendo na Casa Fiat de Cultura, até 10 de Julho, uma exposição da Tarsila do Amaral com outros artistas modernistas. Dentre eles Goeldi, Guignard e Flávio de Carvalho. São 140 obras que misturam e representam bem a cultura brasileira, cada uma com sua característica própria.
Achei muito interessante que não estavam expostas somente as obras mais famosas e "típicas" da Tarsila mas também alguns desenhos pequenos feito com grafite em papel comum. Na exposição tinham muitas crianças e era legal observar as reações delas com quadros diferentes; os favoritos eram os coloridos e com animais da Tarsila.




Mas o que me surpreendeu foi a outra exposição que acontecia em outra galeria. A exposição "Olhar e ser visto" que fica até 3 de Julho reúne 40 obras desde o século XVI até a atualidade. Ou seja: tem de tudo. Pude entender com a visita que existem muitos simbolismos utilizados nos "retratos" antigos. Os quatro quadros das filhas do Rei Luís XV da França são impressionantes; cada uma foi pintada como um elemento da terra (fogo, terra, ar e água), a intenção do Rei era exibir as filhas e seus dotes para os pretendentes.
Essa parte da exposição era como assistir a uma aula de história da arte e poder ver pessoalmente os detalhes típicos de cada época- como a representação do cenário, o início da importância do artista e com isso a presença das assinaturas, etc.







Mas a exposição mostrou muito mais que isso. Tinham vários auto-retratos, retratos modernos, desconstrução e recurso à cena.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Colégio Sacré Coeur de Marie


Localizado na Rua Professor Estevão Pinto, na Serra, o Colegio Sagrado Coração de Maria tem além de um prédio deslumbrante, muitos anos de história.
O Colégio foi fundado pelo Padre Gailhac, na França com a fundação do Instituto das Religiosas do Sagrado Coração de Maria, em 24 de fevereiro de 1849. Tempos depois, de maneira missionária, a instituição veio para o Brasil onde se instalou no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasilia, Bahia e Espírito Santo.
A primeira sede da instituição em Belo Horizonte foi em 1928, na rua Timbiras.Em 1930 mudou-se para o prédio na Serra que se encontra até hoje. No início era um colégio só para meninas, tendo em sua grade de curricular matérias como francês, latim, etiqueta e boas maneiras.
Atualmente essas aulas não existem mais e agora o colégio aceita crianças de qualquer sexo. O prédio é bem tradicional e algumas das salas recebem nomes dos fundadores e irmãs que trabalharam lá.
Algumas partes foram reformadas como o prédio dos pequenininhos, outras foram restauradas como a chaminé que estava em reforma no dia em que eu fui lá. O piso do corredor de cima tambem foi alterado e a pintura foi restaurada.

Escolhi visitar este prédio em primeiro lugar por ser uma escola e porque acho muito legal que ela participe da vida de muitos jovens- por certo tempo vira uma segunda casa para eles. É um lugar de aprender, fazer amizades e crescer na vida. A escola funciona diferente de um prédio em que as pessoas vivem, mas funciona como um espaço público-privado coletivo. Ela guarda um pedaço da história de cada um que ja estudou ali.

É um prédio que vale a pena conhecer- aos interessados eu apenas liguei com antecedência e marquei um horário de visita para ser acompanhada por um dos zeladores.

Fotos do Colégio Sagrado Coração de Maria

terça-feira, 17 de maio de 2011

Oficina de papelão.

(tunel aberto)

Hoje, mais do que nunca, encontramos nosso planeta em uma encruzilhada. De um lado, uma sociedade consumista. Do outro lado, os esforços para reduzir os impactos negativos que ela produz. Pensando nesse dilema, arquitetos do mundo inteiro, estão idealizando e construindo alternativas arquitetônicas que agridam menos ao meio ambiente. É retirando dessa idéia o modismo e o merchindising das grandes corporações e aliando-a a uma arquitetura socialmente preocupada com novas idéias de espaço e moradia é que chegamos ao foco do trabalho aqui discutido, que nesse contexto trás o papelão como um elemento construtivo viável. A oficina de papelão foi realizada em 07/05/2011 pelo grupo composto por Diogo Guadalupe, Mariana Fantecelle, Fernanda Ruiz e Nicoly Fuji, em cooperação com outros dois grupos, o primeiro composto por Gabriela Linces, Mateus Colla e Daniela Ponce, e o segundo por Mariana Tanure, Luiza Dias e Fernanda Mourão.
A técnica utilizada é simples é será exposta aqui como um manual.

1°- Material:
Foram utilizados na construção do túnel de 2 metros de altura por 3,5 m de comprimento cerca de 50 kg de papelão (recomenda-se a utilização da chapa de papelão lisa e mais grossa), 16 fitas adesivas grosas, um estilete e tesoura para cada integrante do grupo.

2°- Custos:
Algo entre 35 a 60 reais (varia com o tipo de papelão utilizado).

3°- Tempo:
Para um grupo de 10 pessoas, são necessárias cerca de 10 horas de trabalho.

4°- Modo de fazer:
1- Corte as chapas em:
- 52 losangos de diagonal maior de 153,33 cm e diagonal menor de 65 cm.
- 8 triângulos isósceles de base 153,33 cm e altura de 32,5 cm.
- 16 triângulos isósceles de base 60 cm e altura de 75,57 cm.

2- Faça vincos nas diagonais maiores dos losangos e nas alturas dos triângulos isósceles de base 60 cm.

(manual)

3- Para a colagem, una as formas geométricas da forma indicada na figura, lembrando sempre que os vincos estão voltados para cima e que, nesses, também é necessário passar fita para maior estabilidade, e lembrar de não unir as partes 1,2,3,4 e 5.

(manual)
(manual)

4- Para a junção das peças, comece com uma das pontas. Ainda no chão, verifique se os vincos estão fáceis de dobrar e depois erga a parte verticalmente, envergue-a no formato de um circo e comece a dobrar. Todos os vincos são voltados para dentro do circo. Passe para a próxima peça e siga os mesmos passos. Depois, com elas no chão e já dobradas, junte-as com fita adesiva.

(manual)
(manual)

5- Siga os mesmos passos ate o fim do processo.

6- Para a montagem é necessário apenas a escolha do local e esticar o túnel.

(manual)
(manual)

O processo é trabalhoso, mas comparado a técnicas tradicionais com concreto ou aço, é bem mais rápido e fácil. O resultado obtido na construção desse túnel pelo grupo foi satisfatório no quesito estabilidade e aparência, mas a utilização do papelão de caixas usadas foi questionada. Sendo assim, as placas de papelão novas foram consideras uma alternativa mais vantajosa, apesar de aumentar os custos e esforços em sua utilização, pois é mais rígida e difícil de cortar.
Há vários pontos a serem ressaltados, o primeiro é a característica de ser uma construção sólida, permitindo esta ser utilizada em situações em que exija uma resistência maior. A utilização do papelão na construção não é uma técnica exatamente recente. A arquitetura oriental, principalmente a japonesa, já utiliza largamente o papel na construção civil como, por exemplo, em divisórias e na vedação de janelas. O arquiteto japonês Shigeru Ban nos dá um exemplo da solides e durabilidade desse matérias em seus projetos. Ele iniciou suas pesquisas com tubos de papelão na década de 80 e a Paper Arbor, de 89, foi seu primeiro projeto utilizando esse material. Ban trata o papelão como ”madeira evoluída”, em referência a sua origem (www.theurbanearth.wordpress.com)

(Paper Arbor)

“...na atual época tecnológica, com trocas contínuas de necessidades, um edifício, uma rua ou até mesmo uma cidade inteira, chegam muitas vezes a cair em desuso, do ponto de vista de sua utilização, necessitando ser esporadicamente reprogramada e reconstruída.” (Peter Cook). É nesse contexto que o segundo ponto a ser ressaltado entra. A construção de papelão da à luz a estruturas leves, móveis e dobráveis, que são de fácil transportabilidade. O túnel, na idéia original, da autora Fernanda Dolabella Dubal, estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais, exposto em “www.mom.arq.ufmg.br” foi construído como uma estrutura para ser utilizada em um circo móvel. A arquitetura móvel pode ser definida como um espaço com uma determinada aplicação que é deslocado facilmente, sem que suas funções sejam prejudicadas por esta característica. Seguindo esse preceito os grupos que realizaram a oficina enxergaram na técnica várias utilidades como, por exemplo, uma barraca, ou até mesmo um portal para espaços em festas.

(tunel sendo carregado)

Outro ponto é a economia que o material representa em comparação ao concreto aço ou tecidos. Os gastos de uma casa feita pelo arquiteto Shigeru Ban e casas padrões existentes nem se comparam. Basta lembrar que o metro quadrado de papelão gira em torno de 2 reais, muito abaixo do preço do aço. Além de econômico é um material que pode ser reciclado tornando a construção menos agressiva ao meio ambiente, e é também proveniente de madeira, um material renovável.
Em resumo, foi muito interessante participar dessa oficina, pois abriu o horizonte dos integrantes do curso sobre matérias e elementos construtivos. Um exemplo muito interessante sobre a dimensão que essa arquitetura de papelão pode chegar foi realizado pelo pessoal da Nothing Agency, de Amsterdã, que resolveu criar um escritório inteiro feito de papelão e cartolinas. Isso mesmo! Mesas, prateleiras, escadas, paredes, divisórias, tabelas... tudo feito com material reciclado. “WWW.NOTHINGAMSTERDAM.COM”.

(escritorio de papelão)

Canudinhos iluminados

A oficina de canudinho inicialmente seria realizada em um ou dois dias, mas esta nos tomou muito mais tempo do que esperado. A técnica pode parecer simples, ainda mais depois da palestra do Ricardo Bizafra, afinal era necessário apenas muitos (mas muitos mesmo) canudinhos, um ferro de passar roupa e papel manteiga abundante.

O que esquecemos de contar foi a paciência.
Como todo projeto, arquitetamos inicialmente o grupo e as ideias, tendo como base um móvel que se integrasse a oficina de papelão já realizada. Concluimos que o melhor seria uma luminária, já que o túnel de papelão é muito escuro.


Optamos por três modelos que acabaram se resumindo em dois, uma luminária de chão e outra suspensa. A luminária de chão consiste em uma rede formada de canudinhos "amassados" pelo
ferro, que formam um bonito desing e permitem uma boa passagem de luz. A sua base é feita do reaproveitamento da oficina de canudinhos de semestres anteriores, e o tubo é feito de pvc pintado, sendo esse o único material diferente.



Canudinhos iluminados - PASSO A PASSO
No total foram gastos cerca de 3500 canudinhos do tipo suco, que é mais fino que o de vitamina.
Legenda:
1 e 2- Coloque cerca de 4 canudinhos bem juntinhos evoltos em papel manteiga e passe com o ferro quente a seco.
3- Faça fitas e vá trançando elas como se fosse uma "palha".
4- Utilize cola quente para colar as fitas entre si e no suporte feito de arame (no nosso caso quadrado).
5- Corte um cano de pvc, ele definirá a altura e por ele passará a instalação elétrica.
6- Pinte o cano da cor que lhe convir.
A base já estava pronta e foi feita com canudinhos também.
O resultado é uma luminária de pé!



A luminária suspensa utiliza uma técnica diferente do "amassar", partimos os canudos pela metade,
e usamos o ferro nos extremos dos canudinhos, de modo que estes ficassem unidos em uma superfície lisa. Para manter a forma retangular, criamos uma fôrma com pedaços madeira reaproveitados da sala da oficina.



A técnica já havia sido mostrada pelo Ricardo, e o resultado foi para nós um sucesso.


Foi criado também uma miniatura da luminária suspensa, que funciona como um porta treco. Acima, uma imagem de ambos.
Nos inspiramos também em diversas imagens encontradas vagueando pela internet, em especial essa que apresenta um modelo parecido com o realizado.


Após unirmos os canudinhos com uma tela, a fim de garantir a sua sustentação, dobramos a parte lisa a fim de criar um formato de gota, e colocar no seu interior a iluminação.
Finalmente, obtemos as duas luminárias, apesar de vários momentos de frustração em que parecia ser impossível e outros momentos em que foi necessário rever as ideias e realizar mudanças no projeto.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Casa sobre rodas

Existem vários tipos de casas móveis por ai. No Brasil na verdade isso nem é muito comum, mas no exterior muita gente tem um trailer, motorhome, ou até mesmo uma casa que pode ser transportada sem desmontar. Já pensou, estar na estrada e topar com uma casa?


Mas não é bem nesse tipo de casa que esse post está focado. Achei no blog do Ponteio uma casa sobre rodas muito luxuosa. O projeto é do escritório de arquitetura chamado A-cero, e recebe o nome de RV. A proposta é um caminhão que possui sala, cozinha, quarto, banheiro e garagem tudo com muita sofisticação, é claro.



Quer um banho relaxante? Aproveite um delicioso banho de banheira!





E depois bateu aquela fome? Desfrute de uma cozinha e sala de jantar bem modernos.


quer dar uma saidinha rápida e vai ser difícil estacionar o caminhão na cidade? Tudo bem, o seu carro está na garagem!


E ao voltar morrendo de sono aproveite todo o conforto de um quarto de casal:


O material utilizado chama-se Corian. Eu fui direto no google e rapidinho achei tudo sobre ele! É um material sólido, não poroso, homogênio, composto de ± 1/3 de resina acrílica (também conhecida como PoliMetilMetacrilato ou PMMA) e ± 2/3 de minerais naturais. O principal mineral é TriHidrato de Alumina (ATH), derivado da bauxita, da qual o alumínio é produzido.
Mas simplificando, o legal desse material é que ele é bem prático, fácil de limpar, não tóxico, fácil de moldar e reparar, muito resistente e durável além de ter várias cores e poder ser translúcido!

Mas viajar ou morar com todo esse luxo pode sair caro. O preço do RV eu não encontrei em lugar nenhum mas o preço de um motorhome bem mais simples e usado é por volta de R$180,00 segundo o Vivastreet classificados.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Infláveis







Eu estava navengando na internet e achei no blog do Ponteio umas coisas bem legais sobre infláveis! Na verdade nem sou desse grupo na oficina mas pra quem tiver curiosidade aqui vai o link..
http://www.ponteiolarshopping.com.br/ponteioup/?p=3512



O que eu achei mais legal foi que a barraca não parece algo reciclável nem nada disso, pelo contrário; é bem luxuosa! Em uma BubbleLodge dessas até eu acamparia..!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ballet Jovem



Nos dias 5 e 6 de maio aconteceu no Grande Teatro do Palácio das Artes uma apresentação do grupo Ballet Jovem em comemoração aos 40 anos da Fundação Clóvis Salgado.
A peça homenageou as personalidades femininas da dança mineira, entre elas: Ana Lúcia de Carvalho, Helena Vasconcelos, Bettina Bellomo e Sylvia Calvo que estavam na platéia no dia 5, quinta-feira.

A homenagem atrasou um pouco a apresentação de dança mas valeu a pena a espera de 40 minutos. A dança foi muito bem executada e todos os dançarinos estavam em perfeita harmonia. Achei a coreografia bem simétrica; grupos de bailarinos faziam movimentos simétricos nos lados do palco. A simetria é um mecanismo que me agrada muito, e acho que agrada muita gente pois remete à perfeição e harmonia das proporções. Um bom exemplo disso são os arcos romanos e góticos além de monumentos como o Panteão na Grécia.

Além de simétrica, a apresentação foi bem sequencial - vários paços eram feitos em sequência pelos bailarinos, como uma repetição, dando uma ideia de continuidade do movimento- o que me agradou muito.

Os dançarinos também vestiram roupas não muito clássicas para o Ballet; usaram calças jeans e camisas de malha em algumas partes, mas tudo isso ficou muito colorido dando um efeito bem legal para a platéia. Na ultima parte da apresentação a peça contou com um fundo azul degradê como um daqueles feitos em photoshop que o azul claro vai ficando azul escuro. Ficou bem legal com os colãns e com o tipo de dança.

A apresentação mesmo durou cerca de 75 minutos em que a platéia vibrou com movimentos ousados e aéreos.





Ficha:
Interpretando
Mahler. SOLIDÃO, SOLO PARA QUATRO
Texto Marilene Martins. CHUVA DE PÉTALAS
Gismonti. IMPROMPTU
Rachmaninoff. SOSTENUTO
Mozart. EXSULTATE JUBILATE

segunda-feira, 18 de abril de 2011

" Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom"


"Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom" ou em português: “Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera” é um filme sul-coreano de Kim-Ki-Duk lançado em 2003 e conta a história de um monge que educa um garoto ao longo de sua vida e o ensina que cada ação tem conseqüências que podem durar a vida inteira.


O filme não se encaixa em um padrão que a maioria das pessoas está acostumada a ver, e por isso seu enredo deixa a desejar para alguns, mas, considerando a visão de mundo e os valores de uma cultura completamente diferente da nossa eu achei o filme bem interessante.



O cenário é maravilhoso: o monge vive em uma casa, ou templo que flutua sob um lago cercado por montanhas e florestas. Em cada estação podemos observar as peculiaridades da natureza e uma fase diferente da vida do garoto. Os detalhes artísticos esculpidos na lagoa, no templo e nas portas são muito bonitos e exprimem a religião na vida dos personagens.

Um detalhe muito bacana no filme é a existência de portas que não abrem um cômodo já que não existem paredes que delimitem o espaço: tanto dentro do templo quanto na própria “entrada”. Em minha opinião, essas portas são apenas representações de privacidade (inexistente) além de divisórias para um espaço especial e reservado-espiritualmente falando.
Fica a dica!