Mostrando postagens com marcador #o_uso_das_ruas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #o_uso_das_ruas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

USOS DAS RUAS.


Olhando para o centro das cidades, as ruas são extremamente movimentadas, porem seu uso não se resume exclusivamente á circulação de veículos e pedestres. Nas calçadas esquinas e semáforos são realizadas varias atividades comerciais, sociais e artísticas. Estes movimentos contribuem com a economia informal, ajuda a definir uma identidade para a cidade, alem disso em muitas vezes ajudam a aumentar a sensação de segurança. Alem destes movimentos que ocorrem naturalmente na cidade, são criados ainda alguns dispositivos para fortalecer o contato social, como praças e ruas de convivência, como acontecem no hiper-centro de Belo Horizonte.







Afastando-nos do centro, para as zonas periféricas fundamentalmente residenciais, é possível perceber maior interação do morador com a rua. Ainda que cada vez mais diminua a interação entre vizinhos devido a vários fatores, principalmente econômicos, que faz com que se precise cada vez menos de seus vizinhos percebemos que em ruas menos movimentadas e melhor planejadas, são realizadas varias atividades diferentes, onde a uma grande interação dos vizinhos, como em feiras e pratica de esportes por exemplo.








No caso das ruas o ideal é que sejam planejadas de acordo com as moradias e vice e versa. De acordo com Hertzberger: “A qualidade de uma depende da outra: casas e ruas são complementares!”.

Porem, mais importante para o arquiteto que definir os usos dos espaços é favorecê-los para que o usuário possa dar suas definições a este, e fazer suas intervenções de acordo com seus desejos e necessidades.







quarta-feira, 30 de novembro de 2011

USOS DA RUA

No processo de urbanização, a rua apresenta-se como lugar de realização de um tempo-espaço determinado. Na rua, a cidade manifesta-se, seja através do seu desenho ou da sua forma, seja enquanto lugar de realizações sociais. Desde a Antiguidade a rua é um elemento definidor da forma da cidade, bem como revela muito da vida social ali existente. Características que tanto marcaram as ruas em tempos pretéritos podem ainda ser encontrada, a sociedade moderna impõe uma nova cidade, portanto, expressa as exigências do movimento da modernidade, devendo ser ampla e bela.

Jane jacobs em seu livro “ Morte e Vida nas Grandes Cidades” não deixa de comentar sobre o balé cotidiano que acontece nas ruas das cidades, seja em bairros mais residências ou nos grandes centros urbanos. As ruas são palco de varias ações humanas, sejam sociais ou comerciais, o importante é que as pessoas se interessem pelas ruas, logo assim serão vigiadas e cuidadas pelos próprios usuários e moradores.

Na história da cidade brasileira, as ruas correspondem aos caminhos e às ruas tortuosas, que por sua vez, caracterizaram os desenhos dessas cidades, como também expressaram a vida social nelas existente. No século XX, as ruas ícones das cidades correspondem às largas avenidas. Avenida na língua portuguesa significa uma rua mais larga, geralmente com mais de uma via para a circulação de veículos. Essa é a grande característica da forma que a rua adquire nesse período, ou seja, ser voltada para os automóveis em detrimento dos pedestres, das bicicletas, das carroças e de qualquer outro meio de circulação diferente do veículo automotor e individual.

Nos livros lidos durante todo o semestre e evidente a mudança da visão comum sobre as ruas, que perderam sua essência social em função da funcionalidade, presença de automóveis, que circulam em alta velocidade. A rua como aspecto histórico aqui explicado, tras consigo uma bagagem histórica e cultural, podendo oferecer sensações diferentes das já vivenciadas, as ruas podem se versáteis, capazes de abrigar eventos, passeatas, confraternizações, mostras culturais.

Abaixo seguem alguns exemplos de BH, já muito conhecidos, mas que não deixam de ser super interessantes que importantes para a vida dos belorizontinos.
A feira de Artes e Artesanato da Avenida Afonso Pena é um exemplo de utilização de ruas e avenidas como ambiente social, popularmente conhecida como feira Hippie, acontece todo domingo na capital mineira a mais de 41 anos. A Av. Bandeirantes localizada nas partes altas da zona sul da cidade é um outro caso de manifestação cidadã. Em busca de melhor qualidade de vida, parte da população belorizontina frequenta o ambiente para praticar cooper ou caminhada, forçando o poder publico a alterar o funcionamento estrutural da avenida.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O USO DAS RUAS

Muitos autores podem criar visões divergentes das amplas possibilidades dos usos da rua. E ao longo de toda sua obra Jane Jacobs discorre a respeito do que é necessário em uma rua para que a mesma seja um lugar agradável e com um leque variado de opções para diferentes usos.


Em sua principal obra ''Morte e vida das grandes cidades'' Jacobs afirma que as calçadas desempenham um papel fundamental para a manutenção das seguranças nas cidades. E ainda faz a observação de que quando dizemos que uma cidade não é segura , estamos nos referindo às suas calçadas.

Ela defende como sendo de extrema importância a presença de desconhecidos:
'' O principal atributo de um distrito urbano próspero é que as pessoas se sintam seguras e protegidas na rua em meio a tantos desconhecidos.''
(Jacobs, Jane, Morte e vida das grandes cidades)

Defende também que a manutenção da segurança não é feita pela polícia , ou pelo menos não apenas por esta, ainda que seja muito necessária...
''[...] pela rede intricada, quase inconsciente de controles e padrões de comportamento espontâneos presentes em meio ao próprio povo e por ele aplicados...''


EM SUA OBRA ELA DESTACA TRêS FATORES PRINCIPAIS PARA A SEGURANÇA E BOA FUNCIONALIDADE DE UMA RUA, E AQUI ANALISAREI UMA DETERMINADA RUA ESCOLHIDA EM CIMA DOS CONCEITOS DADOS POR JANE JACOBS EM SEU LIVRO.
  • Deve ser nítida a separação entre o espaço privado;
  • Devem existir os olhos da rua;
  • A calçada deve ter usuários transitando ininterruptamente.

AS MOVIMENTADAS RUAS DE BUENOS AIRES
CALLE FLORIDA
O início da rua fica bem próximo a Praça San Martín, uma das principais praças da cidade. A Calle Florida foi a primeira rua de pedestres da cidade e atualmente é considerada uma grande referência em comércio. Hoje em dia , conta com variadas lojas populares de roupas, sapatos, artigos de couro, edifícios de comércio e moradias, além dos muitos artistas que executam seu trabalho ao longo da rua durante todo o dia (muitas das vezes se estendendo ao longo da noite também.

SEPARAÇÃO ENTRE ESPAÇO PÚBLICO E PRIVADO


Esse requisito não é muito aprofundado por Jacobs. Entretanto, ela diz explicitamente que a área a ser “vigiada” precisa ter limites claros e praticáveis. É uma crítica direta aos ideais modernistas, então em voga, de construir edificações sobre pilotis soltas sobre amplas áreas verdes, de forma que os espaços públicos permeassem todo o bairro. Jacobs parece entender que tal configuração é prejudicial à segurança porque “borra” os limites do que é visto como responsabilidade de cada pessoa no que diz respeito à vigilância natural.

OLHOS DA RUA
Os olhos da rua são as pessoas, que consciente ou inconscientemente, utilizam o espaço público e/ou costumam contemplá-lo com suas casas, exercendo uma vigilância natural sobre o que ali aconte. A Calle Florida se encaixa extremamente bem dentro disso , pois é exorbitante o fluxo de pessoas que caminham e exercem suas atividade por ela, e que consequentemente a estão vigiando.

O GRANDE FLUXO DE USUÁRIOS TRANSITANDO

Esse requisito está intimamente ligado ao anterior, uma vez que uma quantidade significativa de pessoas transitando e utilizando as ruas é condição necessária para que haja olhos da rua. Tanto no sentido direto quanto indiretamente.

  • alguns artistas que se apropriam da rua e inconscientemente a tornam mais segura