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terça-feira, 28 de junho de 2011

Amanara

Jean Paulo Oliveira, coordenador e professor na Casa dos Quadrinhos - Escola Técnica de Artes Visuais, expõe 11 pinturas feitas com aquarela que representam diferentes paisagens de Belo Horizonte em dia de chuva. Este é o tema trabalhado por Jean nos últimos dez anos, como forma de transmitir a poesia da chuva e explorar uma técnica desafiadora, pois a aquarela seca rápido e, por isso, não permite muito acabamento nem correções, ao passo de que essa característica garanta a facilidade de transporte e armazenamento das obras.

Com esses trabalhos, o artista tenta chamar a atenção de quem os observa para a beleza da chuva e de Belo Horizonte, que merece destaque. Segundo Jean, a cidade possui detalhes interessantes que passam despercebidos, seja por pressa cotidiana ou por falta de cultura. Nós como arquitetos, devemos também nos preocupar em projetar locais que, além de confortáveis, seguros e úteis de diversas formas, possuam características que despertem a atenção das pessoas, tornando-se convidativos.

O título escolhido foi Amanara, que em tupi-guarani significa "dia chuvoso", e retrata perfeitamente o tema da mostra. Jean se afirma como um grande conhecedor do desenho e das aquarelas, como nos detalhes de dos reflexos em poças d'água e pingos passando pelas árvores e guarda-chuvas. A exposição, um belo trabalho, está na Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães (Praça da Liberdade, 21, Bairro Funcionários) e pode ser vista gratuitamente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 13h, durante todo o mês de junho.
















Fontes: http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_7/2011/05/31/ficha_agitos/id_sessao=7&id_noticia=39354/ficha_agitos.shtml

http://casadosquadrinhos.blogspot.com/2011/05/exposicao-de-aquarelas-do-prof-jean.html

sexta-feira, 24 de junho de 2011

UMEI Timbiras

Localizada na rua Timbiras, nº 1697, a Unidade Municipal de Educação Infantil (UMEI Timbiras) é a 56ª unidade de Belo Horizonte e atende mais de 400 crianças de 4 meses a 5 anos, além de empregar dezenas de funcionários. Seu projeto, assinado pelos arquitetos Marcelo Amorim e Silvana Kamas da Matta, venceu a 10ª edição do concurso realizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/MG) e corresponde a uma área de 1800 metros, junto com os três anexos e um estacionamento no subsolo. No total, a prefeitura investiu mais de R$ 3,5 milhões.

Achei a UMEI Timbiras interessante por eu não ter visto nenhuma outra escola infantil com esses traços e porque ela integra um prédio estilo moderno, com um imóvel do século XIX de estilo eclético e inspiração neoclássica, já considerado patrimônio histórico e cultural de Belo Horizonte. Junto com a criação da UMEI, restaurou-se o casarão amarelo abandonado há dez anos, onde fica atualmente o setor administrativo, sala multiuso e o refeitório. As características que mais me chamaram a atenção, foram a passarela suspensa por cabos de aço, que permite pátio coberto livre de pilastras, e a textura do concreto deixada à mostra, aspecto Brutalista. A estrutura também apresenta banheiros adaptados para crianças e um bom espaço para recreação, com playground e palco de apresentações.

Com esta unidade na região central, as pessoas que trabalham no centro diariamente têm um lugar para matricular seus filhos, que podem permanecer na UMEI tempo integral, recendo cuidados de pessoas especializadas.

Os cuidados e a educação da UMEI Timbiras não se limitam pelo muros. Ela organizou, em maio deste ano, a 1ª Caminhada Ecológica no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, em comemoração ao Ano Internacional das Florestas. Por estar na região centro-sul da capital, onde grande número de pessoas transitam diariamente, a UMEI Timbiras realizou um importante papel na conscientização da comunidade circundante e das várias pessoas que passavam pelo local sobre a importância do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. Este é um exemplo concreto de como uma escola pode e deve contribuir para a melhoria da cidade em que está inserida.

































Fontes: http://portal6.pbh.gov.br/dom/iniciaEdicao.do?method=DetalheArtigo&pk=1048703

http://www.youtube.com/watch?v=ZZNjqLHdlvg

http://centrosulonline.blogspot.com/2011/05/equipe-da-umei-timbiras-realiza-1.html

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Manhã no Parque

Nesta quinta-feira, 23 de junho de 2011, a Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro se apresentou no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, Belo Horizonte. Inicialmente, chamava Banda de Concerto Do Corpo de Fuzileiros Navais, mas a partir da década de 70, criou-se uma estrutura sinfônica e, atualmente é composta por 90 executantes e 25 vozes. Com prêmios internacionais, a Banda Sinfônica se diferencia das demais por possuir um repertório que inclui músicas eruditas e populares. Nesta apresentação do feriado de Corpus Christi, temas de Star Wars, Rei Leão, Hino de Minas Gerais e músicas de Djavan foram os mais aplaudidos.

Apesar da pouca divulgação do evento, muitas pessoas compareceram ao gramado do Parque Municipal, na manhã ensolarada de hoje. Essa parceria cultural da globo Minas e SESC tem ocasionado todos os anos diversas apresentações gratuitas por todo o Brasil. Iniciativas assim são importantes para a popularização de eventos, antes tão elitizados.

Para mais informações da Banda, acesse: www.mar.mil.br/cgcfn/cfn/sinfonica.htm


quarta-feira, 22 de junho de 2011

O "Café com Letras" é um espaço que reúne cultura e tradição mineira. O típico ambiente hospitaleiro do barzinho convive em harmonia com o vasto conteúdo literário oferecido aos clientes. Além disso, o estabelecimento potencializa as possibilidades de lazer na Savassi, promovendo lançamentos de livros, festivais de música e exposições.








Pensando nessa versatilidade em termos de possibilidades distintas para o usufruto desse espaço, propomos a utilização das vagas de estacionamento da fachada para a construção de um bicicletário com jardim inserido e mobiliário flexível.







Esse projeto, além de tornar o ambiente mais convidativo, está colaborando com a organização da região da Savassi que conta com programas ecológicos e de vias alternativas de transporte.









A intervenção inova ao utilizar móveis de usos diversos e de interpretações subjetivas. Ao mesmo tempo que um sujeito se apropria de um cubo como assento, outro do lado pode usar o mobiliário como mesa ou estante.
Durante o dia as peças podem ser utilizadas para outros fins, como prateleiras, delimitação de espaços e etc.













Os encaixes para travamento possibilitam uma boa estabilidade na estrutura e garante que o material não se desgaste pela utilização de técnicas mais rudimentares.







Os móveis divididos em módulos pequenos permitem a fácil acomodação dos materiais nos mais diversos ambientes.








Com a estruturação que propomos é possível não só a criação de um ambiente passível de várias interpretações, como também de diversos layouts que podem servir aos eventos do café.










Planilha de Custos (Clique na figura para ampliar)


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Beekman Tower

Frank Gehry, é um renomado arquiteto canadense famoso por sua arquitetura repleta de curvas, geralmente em aço. Possui obras em diversos países e o seu mais novo projeto, a Beekman Tower, está localizado em Nova York. A obra teve início em 2006 e foi inaugurada em fevereiro desse ano. O prédio possui mais de 265 metros de altura, com 76 andares e mais de 900 apartamentos residenciais de luxo. Além disso, ele abriga uma escola pública primária, um hospital, duas praças públicas e estacionamento subterrâneo. Entretanto, o que mais me chamou atenção é o seu formato. Sua estrutura de concreto reforçado possui dobras, como em um tecido ventilado, deixando um aspecto único. Segundo Frank, responsável pela obra considerada o mais alto edifício residencial do Ocidente, a Beekmen Tower foi inspirada nas dobras dos tecidos retratados em pinturas renascentistas.

Como todo o prédio é revestido por aço inoxidável, a luminosidade ao longo do dia permite uma visão exterior diferente de acordo com o ângulo que ele é observado.

O que me preocupa, é que com todos esses apartamentos, e essa grandiosidade, a Beekman Tower consiga manter uma boa relação entre os moradores e visitantes, seja nas praças públicas do prédio ou nos corredores, como é defendido por Herman Hertzberger. É uma tarefa difícil para esse prédio em uma cidade tão complexa e com uma população tão diversificada.


Beekman Tower em Nova York


Interior de um dos apartamentos de luxo da Beekman Tower

Outras Obras de Frank Gehry:

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Scriptum infantil

“Scriptum” este é o nome da cadeira idealizada e construída pelo arquiteto Adriano Mattos, professor na Escola de Arquitetura da UFMG. A peça faz parte da mobília decoração da livraria Scriptum, localizada atualmente na Rua Fernandes Tourinho, 99 – Funcionários, Belo Horizonte (MG). A cadeira foi feita com a madeira que sobrou da decoração da livraria, também feita pelo Adriano, duas rodas de carrinho de supermercado e mais dois suportes metálicos, e possui uma inclinação confortável e estável.

Scriptum de Adriano Mattos

O grupo composto por Bruno, Mariana Fantecelle e Pedro, decidiu recriar a Scripum, em uma versão infantil e utilizando novos materiais e propondo avanços na estrutura da cadeira. Mantivemos algumas partes de madeira, mas com alguns detalhes diferentes e inovamos também com um estofado de isopor, duas barras metálicas, rodízios de silicone e muitos parafusos. Escolhemos rodinhas de silicone com freio, pois além de dar mais estabilidade à criança que irá sentar, não arranha o chão quando a cadeira for arrastada.

O material utilizado, além de muitos parafusos, foi:

Imagem 1: materiais

Imagem 2: materiais

Após cortar as peças de madeira, montamos os pés dianteiros da cadeira, que terão os rodízios fixados na extremidade. Pela Imagem 1, observe a legenda com as cores, para entender como as peças foram coladas e, posteriormente, lixadas. Diferente da Scriptum original, nossa cadeira possui um detalhe nessa montagem. As madeiras foram cortadas de forma que se estabeleceu um efeito “escada”, enquanto a original possui menos peças de madeiras e todas domesmo tamanho.

Imagem 3: esquema de montagem dos pés dianteiros da cadeira

Feito isso, temos um assento com aproximadamente 25 centímetros de altura, como desejávamos. Para estabelecer medidas ideais, pedimos permissão à uma mãe que passeava com sua filha de 5 anos no Shopping Cidade e, a partir dessa criança construímos a nossa Scriptum infantil.

Imagem 4: pés dianteiros da cadeira

Percebemos que uma cadeira é confortável quando o ângulo entre o assento e o encosto é de aproximadamente 110 graus e, por isso, quando o arquiteto Adriano Mattos planejou a Scriptum, essa informação foi fundamental. Nós, do grupo, mantivemos a mesma inclinação.

Imagem 5: inclinação entre o assento e o encosto da cadeira

Terminada essa parte, nos preocupamos em fazer peça que seria suporte do assento, do encosto, ligando os dois, e ao mesmo tempo, formaria os dois pés traseiros da cadeira. Diferente da Scriptum de Adriano, onde a peça foi feita com ferro soldado, optamos por madeira também, mas cilíndrica e a melhor opção foi cabos de vassoura, e, para manter todas as juntas travadas, colocamos 2 parafusos, pois um só permitiria uma rotação. Para montar essa peça, planificamos a cadeira e verificamos alguns ângulos e o melhor método e visualmente mais bonito, é o mostrado na Imagem 6.

Imagem 6: corte e montagem com os cabos de vassoura

Para essa montagem, cortamos a ponta do cabo de vassoura mantendo uma inclinação de aproximadamente 10 graus, que juntos formariam os 20 graus desejados. Para manter a junta fixa, colamos e colocamos dois parafusos. Mantendo esse mesmo raciocínio, terminamos o suporte, com o auxílio da barra metálica dobrada de forma esquemática para manter a inclinação da cadeira.

Imagem 7: suporte

Fixando os dois suportes no restante da cadeira

Imagem 8: prévia da cadeira

Para fixar o assento de madeira no suporte, foi preciso criar uma outra peça metálica parafusada na barra metálica e na madeira do acento, como pode ser observado na Imagem 9.

Imagem 9: detalhe na peça que fixa o assento no suporte

Para concluir, pregamos o isopor no assento e no encosto, servindo como um estofamento para a cadeira.

Imagem 10: Scriptum infantil

Imagem 11: Scriptum infantil concluída

Imagem 12: Scriptum infantil concluída

Imagem 13: detalhe no rodízio com freio utilizado

Fonte: http://cincosobreomesmo.wordpress.com/equipe/adriano-mattos-correa/

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Que Mais Posso Querer

“Que Mais Posso Querer” é um filme dirigido por Silvio Soldini, que conta o drama vivido por de Anna e Domenico, ambos comprometidos, com vidas bem distintas, mas uma coisa em comum: estão apaixonados. A idéia central do filme de Soldini já é retratada em outros diversos filmes e novelas, porém gostei do que assisti, pois a maneira como foi filmado, as cenas em locais comuns, como supermercados e cafés, a linguagem usada, tornaram o filme mais próximo da realidade e atraiu a minha atenção nos mais de 120 minutos.

Anna era uma jovem mulher, com um emprego estável, casada com Alessio, um “curioso” que adorava concertar aparelhos elétricos, com quem decide ter um filho, mesmo já estando infeliz no seu relacionamento. Domenico é pai de duas filhas e seu casamento está em crise. Ele, que trabalha em um Buffet, pratica mergulho em um clube uma vez por semana. Os encontros ocorriam geralmente às quartas, quando Domenico teoricamente estaria no clube e Anna fazendo hora-extra no serviço.

O destino de Anna e Domenico se cruzam em uma festa, mas só depois, quando se encontram outra vez, surge uma paixão incontrolável, uma forte atração entre eles, resultando em encontros inicialmente sexuais. Com o tempo, o sentimentos dos dois se confundem, surge uma necessidade de estarem juntos, as mentiras e os encontros secretos se tornam mais freqüentes até que Anna resolve contar a verdade ao marido, que decide dar um tempo no casamento para ela refletir. Ela e Domenico viajam juntos, mas ele, alegando estar em uma situação mais difícil e preocupado com o futuro das filhas, decide permanecer escondendo da esposa e, por isso, Anna o abandona no aeroporto.

O filme, na minha opinião, terminou com algumas questões mal-resolvidas, (Anna volta para o marido? Ele a aceita de volta? Domenico foi procurá-la? Ele abandonou a esposa e as filhas? Anna e Domenico ficaram juntos?). Talvez a intenção de Soldini ao fazer o filme era justamente criar uma “expectativa” em quem estivesse assistindo e permitir que cada pessoa imaginasse um final diferente.

País: Itália/Suiça
Direção:Silvio Soldini
Elenco: Pierfrancesco Favino, Alba Rohrwacher, Giuseppe Battisto
Classificação: 16 anos
Duração: 126 min

Local: Usiminas CineClube Savassi

Horário: 16:50


Silvio Soldini

Fontes: www.cinemanarede.com; www.usinadecinema.com.br

terça-feira, 17 de maio de 2011

Conceitual, Popular ou Funcional?

Consciência com o meio ambiente, baixo custo, fácil montagem e armazenamento, durabilidade e design são algumas das vantagens de se trabalhar com o papelão, um material que sempre foi considerado como lixo pelos designers, arquitetos e demais profissionais da área e pelo mercado consumidor em geral.
O mobiliário e acessórios de decoração feitos de papelão estão pipocando por feiras de design e tendências no mundo inteiro. Se encaixa como uma luva para solucionar problemas atuais: falta de tempo, de espaço e de dinheiro.

Escritórios e ambientes sociais são os que melhor se encaixam nesses quesitos, para a promoção de um ambiente moderno e de fácil manutenção.
Segue abaixo algums protótipos possíveis de se modelar ultilizando o papelão:

Video demonstrativo de montagem: 100t

Fotos :









Na construção da nossa poltrona utilizamos um papelão mais resistente para obter maior estabilidade, porém o material escolhido apresentou uma certa dificuldade de manuseio nos processos de corte e montagem.Mesmo assim o resultado obtido foi muito satisfatório dentro do objetivo proposto.
Utilizamos o papel timbó comercializado em folhas de 100x80 cm e, a partir de um modelo feito em escala e a consulta do protótipo retirado do blog, pudemos estabelecer as dimensões variadas e padronizadas das peças, as quais eram simétricas em relação ao eixo vertical da poltrona, sendo que as peças transversais foram obtidas de acordo com a espessura longitudinal variável da poltrona.
Para o corte das peças ultilizamos ceguetas e serra tico-tico e o encaixe foi feito manualmente com pequenas colagens em cola quente para um melhor acabamento.
Todo o trabalho foi desenvolvido em um ambiente bastante descontraído com envolvimento e colaboração de todos os integrantes do grupo.
O custo final foi de R$ 60,00 reais, o que foi relativamente barato se considerarmos todo o processo de aprendizado e resultado obtido com o produto.

Abaixo as fotos


:





















Referencias:

*www.100t.com.br
*www.papelaomoveis.blogpot.com
*www.casa.abril.com.br/materiais/moveis/moveis-papelao