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domingo, 27 de novembro de 2011

Oficina de madeira: Eames Children's Chair and Stool



Muitos grandes designers do século 20 aceitaram o desafio de criar móveis e acessórios para crianças. Os móveis Eames para criança expressam uma exemplar combinação entre o lúdico e design funcional específico para crianças aliado a soluções técnicas inovadoras. Assim, os móveis Eames para crianças estavam entre as primeiras séries de móveis fabricados em moldagem tridimensional de madeira compensada e moldada.







Para a confecção das cadeiras Eames em sala de aula foi escolhido o mesmo material proposto pelos designers - madeira compensada - contudo, como o processo de modelagem tridimensional do material não era uma técnica possível de ser adotada, o grupo de trabalho optou pela utilização de chapas de madeira compensada em que os recortes realizados sugeriam as linhas e as curvas elaborados pelos Eames, que foram montadas usando cola, pregos e parafusos. As medidas do projeto foram um pouco alteradas em relação ao original por ter uma estrutura diferente.














Para dar maior resistência à cadeira e ao banquinho, os pés foram recortados juntamente com uma base para sustentação do assento, e unidos em forma de L. Assim não teriam a tendência de se quebrar ao esforço lateral. Ainda foram usados como reforço, pequenos recortes de forma triangular unindo as partes que compunham os pés, e esses com o assento, como pode ser visto na foto.










sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Do Rústico ao Refinado

A madeira do futuro. É desta maneira que o bambu está sendo visto no mundo atualmente, pois como a marca “preserve o meio-ambiente” está em alta, o bambu complementa o uso da madeira para que esta seja poupada. Com o bambu temos também vantagem dele possuir a capacidade de ser cortado sem que mate a planta. Portanto, de um pé de bambu, pode-se obter várias matérias-primas.
Ligando o conceito de matéria-prima, é neste assunto que vou me deter hoje. Nas sua bases para o uso diverso. O bambu depois de colhido, é beneficiado, manufaturado e transformado em placas, fibras, nas quais vem seus principais produtos. Com estas bases, constrói-se móveis, revestimento para paredes e chão. São de fácil e rápida aplicação, promovendo um canteiro de obra bem limpo.








Para quem acredita que o uso é restrito apenas em casas, apartamentos e entre outros, já é possível ver resultado belos nos equipamento eletrônicos, com no caso de notebook e caixa de som. Estes tiveram o uso das fibras manufaturadas casadas com outras estruturas não convencionais ao bambu. Portanto, a utilização do bambu não se restringe apenas a ele mesmo.


Mas, na sua forma mais rústica, na qual também é uma base, podemos ter ótimos resultados.

Uns dos desafio do bambu na sociedade hoje é apagar a ideia de que ele seria um material menos nobre, e de ainda ser caro nos projetos de alto padrão, como o caso do chão. Mas tudo indica se está encaminhando para algo mais universal, acessível. Tudo depende de um aperfeiçoamento dos conhecimentos aplicados e talvez de um pouco mais de demanda.


Bibliografia:
Queiroz Araci, Capello Giuliana e Wenzel Marianne, revista Arquitetura & Construção.

http://bamboohome.com.br


http://rasbambu.wordpress.com


www.goole.com.br




segunda-feira, 31 de outubro de 2011

IPEMA-Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica







O IPEMA-(Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica) é uma ong que tem como objetivo incentivar a permacultura e a utilização de métodos de construção al

Permacultura é a uma cultura permanente que cria e desenvolve pequenos sistemas produtivos organicamente integrados proporcionando responder as necessidades básicas de uma maneira harmoniosa.ternativos e sustentáveis principalmente em comunidades carentes.

Agindo da mesma maneira que a Associação Bamcrus(http://www.bamcrus.com.br/) a IPEMA desenvolve cursos e presta serviços visando a utilização e o incentivo da utilização de materiais renováveis tanto como método construtivo (utilização de bambu,papelão,madeira, etc) quanto geradores de energia, principalmente geradores solares.
Alem
da ut
ilização dos materias que nos tivemos contato nas nossas oficinas(bambu,papelão e madeira) eles utilizam tambem pedras locais, cimento, cobi, adobe, folhas de palmeiras, fibras e Pet's reciclados.

O IPEMA deszenvolve tambem técnicas alternativas em:
  • Agricultura Ecológica (agroflorestas,viveiros,jardinágem ecológica);
  • Fontes de Energia (eólica, solar, aquecedor solar, forno solar, aquecimento e refrigeração, hidráulica, energia em combustão, bio-digestores);
  • Casas Ecológicas (princípios e conceitos);

  • Técnicas e Materiais Alternativos (fundação, estrutura,
    vedação, cobertura e materiais);
  • Água e Esgoto (captação de água de chuva, água reciclada, filtros);
  • Lixo (orgânico e inorgânico).


Acho pertinente o trabalho desse grupo pois alem de promover a sustentabilidade ajuda principalmente comunidades carentes a terem uma casa digna, bem construída e saudável. E tambem acho que se encaixa perfeitamente com um dos temos das nossas oficinas q é abordar as formas de construção alternativas, fugindo um pouco do convencional que é o cimento e concreto.




Para mais informações ou para contatos :

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Poltrona Barcelona Sustentável



A Poltrona Barcelona, concebida por Mies Van Der Rohe juntamente com Lilly Reich, foi criada para desempenhar uma função um tanto "nobre" em sua exibição de estréia na Exposição Mundial de 1929 em Barcelona: oferecer conforto aos monarcas espanhóis, Rei Alfonso XIII e Rainha Vitória Eugênia durante sua visita ao Pavilhão da Alemanha. Assim, a Poltrona Barcelona recebeu características que dialogam com o conforto e a opulência de um trono real e o design inovador do modernismo.

Tanto a Poltrona Barcelona, quanto seu respectivo banco, fabricados pela Knoll, são constituídos em aço inoxidável que forma uma estrutura em X com correias de couro dispostas de tal forma a sustentar o assento e o encosto.

A oficina de madeira e ferragens tinha como objetivo a releitura de uma determinada cadeira através da utilização de materiais diferentes dos usados no modelo original. Com isso, fizemos a escolha de utilizar madeira de demolição e pneus usados de bicicleta, no intuito de gerar economia e estabelecer algum contato com a temática sustentável.

Podemos dizer que a nossa releitura da Poltrona Barcelona é oriunda quase que totalmente da reutilização de materiais (com exceção dos pregos e verniz), uma vez que os pneus foram conseguidos em oficinas de bicicleta e as madeiras do entulho originado da reforma de um estabelecimento comercial.

Como a madeira comporta-se diferente do aço em resposta aos esforços solicitantes, optamos por alterar alguns detalhes do design original da Poltrona Barcelona, tal como suas dimensões, sem, no entanto, modificar seu formato de X e sua inclinação característica.

Ao invés de tiras de couro, dispomos um entrelaçamento de tiras de pneus, sem que houvesse a necessidade da presença de assento e encosto almofadados para gerar conforto.

O banco não sofreu grandes mudanças quanto ao seu design original, somente quanto ao material, sendo executado em madeira e pneu.


Podemos inferir que mesmo com materiais oriundos de reutilização, tal como o pneu de bicicleta e a madeira de demolição, conseguimos construir uma poltrona confortável, barata, sustentável e com um design arrojado.

Via: Casos de Casas

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Casa de papelão



Hoje em dia a moda é reciclagem. E quando pensamos nisso, o que nos vem à cabeça? Vidro, latinha de alumínio, papel e... papelão, claro! Este, por ser um material barato, leve, resistente e de fácil manipulação, vem sendo muito usado, desde simples caixas até estruturas mais complexas, passando por móveis e casas. Isso mesmo, casas!

Essa já é uma técnica muito estudada no Japão, principalmente por Shigeru Ban, que já construiu diversas estruturas com tubos de papelão.

Pavilhão Japonês na Feira Internacional de Hannover (Alemanha) no ano de 2000. Shigeru Ban.










Com base nesses trabalhos, a arquiteta e tecnóloga em construção civil Gerusa Salado vem desenvolvendo uma pesquisa, desde o ano passado, na construção de estrutura usando tubos de papelão.


Para sua tese de doutorado pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP), Gerusa construiu uma parede de 1 m de comprimento sem resina ou impermeabilizantes. A estrutura, segundo ela, resistiu até 5 t. Utilizando a resina impermeabilizante, a mesma estrutura teve sua resistência aumentada, suportando até 6 t.

No fina do ano passado, Gerusa contruiu uma célula-teste em formato de cubo medindo 27 m³, com uma estrutura toda feita de tubos de papelão. Em uma das paredes há uma janela. Na outra, uma porta. As outras duas paredes são "paredes cegas", sem qualquer tipo de abertura. O principal fator a ser testado é a resistência da estrutura a chuvas e ao vento, além da impermeabilização. Para isso, foram utilizadas duas resinas impermeabilizantes nos tubos, que têm 10 cm de diâmetro. De acordo com a arquiteta, a casa vem resistindo à chuva e ao vento.


As vantagens do uso do papelão é que o sistema construtivo dispensa fundações profundas, devido ao baixo peso da estrutura, tendo somente o pré-requisito de uma cobertura leve, pois o sistema estrutural não aguentaria uma cobertura feita de materiais pesados. O processo de construção é mais rápido e dispensa mão de obra especializada, por ser muito fácil. Além disso, os tubos são ocos, o que facilita a instalção hidráulica e elétrica. "Todo o processo é limpo e salubre podendo ser desmontado e remontado a qualquer tempo", diz Gerusa.


Ainda é preciso avaliar a resistência da casa ao fogo, considerando o tempo que o papelão pode levar para ser incinerado e se o fogo pode se extinguir sozinho. De acordo com a pesquisadora, "todos os materiais de construção são passíveis ao fogo, mas neste caso, precisamos averiguar se o tempo de propagação de um incêndio acidental possibilita que os usuários desocupem a edificação".


O intuito das investigações, segundo Gerusa, é saber se a estrutura pode ser utilizada para habitações ou não, além de outros tipos de construções como edifícios, como uma possibilidade de substituição de materiais de alvenaria. É uma idéia prática e barata, que viria muito a calhar!


terça-feira, 25 de outubro de 2011

A transformação do vegetal em um material de construção

Diverso bambu phyllostachys
Qual a primeira impressão que levamos ao observar uma plantação de bambu? Um simples amontoado de vegetação preenchendo espaço? Futuras varas de pesca? Engana-se quem limita sua visão da planta apenas aos usos tradicionais. O bambu vêm se mostrando extremamente usual e bem aceito quando incorporado em diversos ramos, como por exemplo a construção civil. Com uma resistência considerável, uma durabilidade muito grande (quando tratado e manuseado adequadamente) e podendo ser obtido a um valor mais acessível do que outros materiais de construção o bambu tem tudo para tornar-se um instrumento de construção tão utilizado quanto o tijolo ou concreto.Porém, para obter sucesso na construção com o bambu é necessário um prévio tratamento de cada peça antes de sua utilização.

O TRATAMENTO DO BAMBU
O bambu precisa ser tratado para ter durabilidade. Sem este tratamento o amido e os açúcares contidos no vegetal atraem cupins e outros insetos que podem danificar o material favorecendo assim sua rápida decomposição. Os tratamentos mais eficazes são a imersão em água (processo que pode ser acelerado com o acréscimo de algumas substâncias que agridem o meio ambiente) e pentear o bambu com maçarico (processo este que irá retirar a falsa fibra de amido presente no bambu e que atrai os insetos) .
04 G05 G02 G03 G

Seguem abaixo dois vídeos de tratamento do bambu utilizando a técnica Boucherie



AS VANTAGENS DA ESCOLHA DO BAMBU
O termo sustentabilidade é extremamente adequado para definir o uso do bambu em edificações e descrever uma plantação. Os cortes feitos são seletivos, fazendo com que não ocorra uma eliminação total do bosque, e diferentemente de outros materiais também vegetais utilizados na construção (como o eucalipto) o bambu oferece serviços ambientais e sociais contínuos.
A planta por si só já facilita muito seu manejo por possuir um sistema radicular de sucessivas brotações que permite infinitos cortes com uma cultura sustentável, resistente e adaptável.Além de ser um grande gerador de matéria prima o bambu é um ótimo sequestrador de carbono da atmosfera, característica essa que faz com que esse vegetal seja extremamente utilizado em recuperação de matas danificadas em alguns países ( no Brasil isso não ocorre porque o bambu não é considerado uma planta nativa do nosso território.)

Há milênios esse material dá forma a casas tradicionais e a templos em diferentes países como o Japão e a China. Nos últimos anos porém , uma pesquisa intensificada vem sendo realizada na construção civil e essas o avalizaram como um material de grande resistência e durabilidade. Arquitetos renomados de várias partes do mundo redescobriram então o bambu e passaram a usá-lo em suas obras como um material de baixo custo e que causa uma boa aparência depois de instalado.
Mas a grande questão do bambu é a sustentabilidade . A necessidade de repensar o consumo de materiais na construção para torná-la mais sustentável do ponto de vista ambiental é o que faz com que os olhares sejam atraídos nessa busca por novas alternativas. E o caso do bambu vem ganhando muito destaque e se mostra uma promessa para os anos que estão por vir. Além de poder ser empregado na construção civil o bambu pode ser também utilizado na fabricação de móveis, brinquedos e uma infinidade de outros objetos extremamente úteis em nosso cotidiano.

Exemplo da utilização do bambu em construções

As vantagens obtidas ao escolher o bambu como material de construção:
  • Flexibilidade e resistência: com alta flexibilidade e resistência de suas fibras o bambu é uma planta também utilizada no desenvolvimento de habitações à prova de terremotos.
  • Tração: a resistência apresentada pelo bambu à tração é maior do que a da madeira e do concreto, sendo superada apenas pelo aço.
  • Leveza: ao analisarmos as relações entre peso específico e resistência à tração do bambu, podemos chegar a conclusão de que este possui uma alta eficiência estrutural, melhor até do que os materiais estruturais mais usuais.
  • Rápido crescimento: o bambu é a planta que cresce mais rápido, podendo crescer até 25 centímetros por dia. Algumas espécies completam seu crescimento em 40 dias.
  • Custos: Pode reduzir em mais de 30 % o custo final da construção. Além disso, existe a possibilidade de que o dinheiro daquele custo fique 100% na região.
  • Sustentabilidade: Baixo consumo de energia para sua construção, o uso de materiais renováveis pela natureza , uma gramínea contemplada como agente de alta capacidade na redução do dióxido de carbono na atmosfera, sendo o maior consumidor de gás carbônico do reino vegetal.
  • Versatilidade: mais de mil usos já foram catalogados para o bambu.
  • Durabilidade: Se tratado adequadamente, o bambu apresenta durabilidade superior a vinte e cinco anos , equivalente à do eucalipto
UTILIZAÇÃO DO BAMBU COMO ELEMENTO DE CONSTRUÇÃO
telhas, marquises, pisos, sistemas de coberta, vigas, treliças entre muitos outros.



domingo, 2 de outubro de 2011

Arquitetura, construção e decoração com Bambu

O que é bambu?
Bambu é o nome dado a todas as plantas da subfamília Bambusoideae, que faz parte da família das gramíneas, sendo da mesma família da grama, arroz e trigo.
No mundo todo existem mais de 1000 espécies espalhadas pela Ásia, África, Oceania e Américas. No Brasil já foram identificadas mais de 200 espécies nativas de bambu.
Plantação de bambu

A utilização do bambu

Na sua luta pela sobrevivência o homem buscou sair da onde estava para instalar-se em cavernas e grutas, onde o ambiente era mais controlado e seguro.Com o tempo faltou espaço e os homens passaram a utilizar materiais da natureza para construir moradias temporárias. Usavam o que encontravam; pedra, madeira, terra, areia, folhas e bambu.

Mesa feita em bambu

O bambu é um material tubular, longo, resistente, flexível e fácil de manusear e transportar, é mais leve que a maioria dos outros materiais fortes.
O bambu possui uma utilidade muito grande na construção. É usado como estrutura (coluna, viga e lastro), como cobertura (telha e forro), para instalações hidráulicas (determinados encanamentos de água).
O bambu roliço ou laminado é uma ótima alternativa de substituição da madeira na fabricação de móveis. Na Ásia existe uma grande produção de móveis e artesanatos de bambu destinado ao mercado interno e de exportação. Para tanto os artesãos deste continente possuem uma refinada técnica que qualifica tais produtos para um mercado exigente. Já no Brasil o emprego do bambu para essa finalidade se dá numa intensidade muito abaixo do potencial.
A utilização do bambu laminado colado, por ser um material totalmente padronizado, em relação ao bambu roliço, proporciona uma maior flexibilidade na produção de móveis seriados. Estes móveis devido à resistência e aos seus aspectos estéticos podem concorrer no mercado dos móveis de madeira sólida. Bambu é de longe  um dos materiais mais versáteis para a produção de artesanato. Isto se deve ao fato de o bambu ser uma matéria prima de fácil obtenção, barata e que demanda ferramentas simples na sua transformação.
Cerca feita em bambu
 O bambu é também um material de grande plasticidade e de fácil combinação com outros materiais, o que permite ao artista ou artesão expressar o seu talento nas mais variadas formas. Aceita facilmente a colagem, responde bem ao acabamento com lixa e verniz e pode ser utilizado na sua forma natural cilíndrica ou plana quando desdobrado.
Sabendo que estamos próximos de uma oficina de bambu resolvi fazer essa pesquisa para conhecer mais o material com que iremos trabalhar. Após a pesquisa percebi que a oficina possibilitara aos alunos o desenvolvimento da criatividade e da arte.

Construção de bambu

Telhado em bambu

Corrimão em bambu

Elementos decorativos

Móvel mesclando bambu e estofado
Referencias:
Vasconcellos, Raphael Moras de. Cartilha de fabricação de Móveis – Instituto do Bambu – Maio de 2004
Junior, Rubens Cardos. Arquitetura com Bambu – Agosto de 2000

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Paisagismo & Espaço construído

Conhecido e denominado atualmente como arquitetura da paisagem, o paisagismo acabou por se definir como a arte/técnica de projetar, planejar, a gestão e preservação de espaços livres, urbanos ou não, visando alcançar uma estética, conforto e privacidade dos ambientes.
Paisagismo é uma atividade que necessita de uma incrível técnica envolvendo a arte, bom senso, bom gosto e criatividade, utilizando plantas e outros elementos decorativos.

Do mesmo modo, o espaço construído interpretado por olhares arquitetônicos, é o local que recebe a estrutura, normalmente sólida, que foi projetada para alcançar o melhor equilíbrio com o local, evitando ferir a paisagem e aderir da melhor forma ao lugar.

 Existem sim (claro) divergências quanto a esses conceitos:
*Se o paisagismo é planejado pelo homem, muda um lugar de maneira a agradar ao interesse, não seria ele um Espaço construído?!
*Se um casa (por exemplo) adere de maneira tão perfeita ao ambiente, sendo construída especialmente para isso, ela não acabaria se tornando parte da paisagem?!
Bom... Deixo com vocês essa reflexão e um belíssimo vídeo de Time Lapse dos espaços construídos de New York...

De usuário a morador

Baseando-se nos conceitos, de certa forma opostos, de usuário e morador de Hertzberger, podemos inferir que o usuário é aquele que, por direito de uso, serve-se do espaço à sua volta, desfrutando de suas utilidades. Em contraposição, morador é aquele que além de se beneficiar do uso do espaço, o modifica de acordo com o tempo ou a necessidade.

O morador estabelece um maior senso de responsabilidade e afinidade com o espaço à sua volta, somente sendo possível através da criação de vínculo emocional e relação de identidade com a habitação (lar ou "ninho seguro", de acordo com Hertzberger) . No entanto, o morador necessita empreende um maior envolvimento no arranjo e no mobiliamento de uma área, empregando um certo grau de esforço e disciplina para adaptar o espaço para cada situação.

Hertzberger acredita que um dos papéis do arquiteto é criar a concepção de morador ao defender o princípio de John Habraken de "que uma obra de arquitetura não é um resultado estático dos esforços do arquiteto, mas uma estrutura que convida a ser habitada, adaptada e modificada no tempo." Assim, o arquiteto não propõe soluções prontas, mas busca proporcionar um espaço onde o usuário tem a possibilidade de intervenção à sua maneira, fazendo-o evoluir da categoria de passivo usuário para ativo morador.

Para ilustrar essa concepção de usuário a morador, Hertzberger cita a Escola Montessori, Delf, projetada por ele em 1960-66. Fundado por Maria Montessori, o método de ensino Montessori incentiva a aprendizagem dinâmica através da não imposição de limites, estimulando a criança à adaptar o ambiente de aprendizagem ao seu nível de desenvolvimento. Tal filosofia de ensino dialoga diretamente com o princípio arquitetônico de Hertzberger.


Escola Montessori, Delf

"As salas de aula desta escola são concebidas como unidades autônomas, pequenos lares, por assim dizer, já que todas estão situadas ao longo do hall da escola, como uma rua comunitária. A professora, a ‘tia’, de cada casa decide, junto com as crianças, que aparência terá o lugar e, portanto, qual será o seu tipo de atmosfera." (HERTZBERGER, Lições de Arquitetura, p. 28).


Blocos perfurados possibilitam vários usos e situações, como guardar objetos e plantar flores.



Blocos podem ser alterados, servindo como bancos.


Link

Alvenaria aparente de blocos possibilita às crianças a percepção de que o edifício basicamente é formado por blocos empilhados, fazendo analogia com seus brinquedos de encaixe durante as aulas.



Via: RevistaaU e Portalprisma