sábado, 3 de dezembro de 2011

Novos olhares para o Oriente Médio

Yas Viceroy Hotel

O Yas hotel fica na cidade de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, e é integrado a grandes e importantes atrativos turísticos. Localizado à beira da marina de Yas e a apenas 15 minutos do centro da cidade, o Yas Hotel oferece fácil acesso a uma gama de atrações emocionantes em Abu Dhabi, como shopping centers, praias exclusivas, campos de golfe, além do circuito de Yas Marina e o parque temático Ferrari World. Com sua arquitetura extremamente moderna e atraente, aliada á pista de corrida que passa entre ele, os píeres onde ficam atracados vários e luxuosos iates, entre outros, fica claramente estabelecido a que tipo de público e classe social seus desenvolvedores se focaram. Todo o complexo foi criado em uma região geograficamente árida, ou seja, Deserto. A construção futurista foi erguida na Yas Marina & Yacht Club e lembra um suntuoso cruzeiro deslizando sobre as águas. A estrutura do hotel foi construída para uma parte ficar sobre a terra, outra parte sobre o mar.

Um complexo e tecnológico conjunto de luzes gera um efeito espetacularmente extraordinário, principalmente quando contrasta com o pôr do sol e o anoitecer.

Como afirmam Hani Rashid e Lise Anne Couture, proprietários do Asymptote Architecture, sediado em Nova York, escritório responsável pelo projeto e construção do The Yas Hotel. “O hotel incorpora várias influências e inspirações que vão desde a estética e formas associadas à velocidade, ao movimento e ao espetáculo, até os formatos geométricos e artísticos que são a base das tradições artesanais e da arte islâmica, a perfeita união e harmomia entre a elegância e a sofisticação.

A pesquisa foi inspirada em algo que as pessoas poderiam chamar de arte e poesia dentro do automobilismo, especificamente dentro da Fórmula 1, associado com o fato de tornar Abu Dhabi o centro das comemorações como um pólo tecnológico e cultural”.

Sua significância de arquitetura e engenharia é a principal característicado design do projeto. Com uma extensão 217 metros de comprimento, formas curvilíneas de aço e 5.800 painéis pivotantes de vidroem forma de diamante. Este componente Grid-Shell proporciona a construção de uma arquitetura composta por um véu atmosférico que contém as duas torres do hotel e uma ponte de ligação construída como um objeto similar a um bloco de aço esculpido, passando acima da pista de Fórmula 1, que faz o seu caminho através do complexo de edifícios.

A construção, devido a seu porte imponente e diferenciado combina concreto, aço, vidro e muita tecnologia estrutural aliada ao seu design.

O Grid Shell- visualmente se conecta e funde todo o complexo junto ao produzir efeitos ópticos e reflexões espectrais que remetem ao mar, céu e paisagens do deserto. A arquitetura como um todo "executa", como tanto uma solução ambientalmente sensível e como uma arquitetura do espetáculo e do evento. Desta forma toda a composição do projeto responde visualmente e tecnologicamente ao seu meio para criar um sentido distinto e poderoso do lugar, assim como um cenário de tirar o fôlego para a Fórmula 1 e outros eventos que o edifício porventura vier a celebrar.

O design é algo que impressiona e influencia todos os ambientes do The Yas Hotel, desde o mobiliário das 499 modernas acomodações até os interiores majestosos dos restaurantes, bares e lounges que compõe seu complexo, tornando-o um dos hotéis mais espetaculares do mundo.

Todas as acomodações contam com decoração estilo clean, extremamente luxuosa, com cores suaves e contrastantes, e com equipamentos de última geração. Aqui, as palavras de ordem foram interpretadas ao extremo: luxo, conforto, sofisticação e alta tecnologia. As suítes executivas, localizadas no prédio principal do hotel, possuem dimensões generosas, contando com mais de 100 m² e com vistas para a marina de Yas e a pista do circuito. Acima das camas, os quartos possuem painéis em couro, cortados no formato das velas das grandes embarcações que desfilam pela marina de Yas. A modernidade é expressa através de controles remotos que comandam as cortinas, a iluminação e o ar condicionado, estações para conexão de laptops e iPods e sistemas de alta tecnologia sem fio.

As acomodações mais luxuosas são as Yas Grand Suites e a Presidential Suite. As Yas Grand Suites estão localizadas na parte mais alta do prédio, oferecendo uma paisagem deslumbrante das imediações, da marina e do circuito de Yas. Com ambientes bem separados, o conforto é explorado ao máximo, tanto na sala de estar como na suíte. Há ainda um home office, uma mesa de jantar e um lounge que conta com sistema de home theater de última geração.

A Presidential Suite proporciona simplesmente a experiência mais luxuosa dentre os hotéis de Abu Dhabi. Elas são a pura materialização da extravagância, a imagem do The Yas Hotel. Ela conta com terraço, piscina com raia, elevador privativo, cozinha completamente equipada, e uma elegante sala de jantar que pode acomodar até 16 convidados. Com mais de 400 m², ela possui consoles de videogames, televisões Bang & Olufsen e painéis para controle da iluminação e do ar condicionado.

O The Yas Hotel conta com sete restaurantes, três bares, um nightclub e uma caffeterie, com uma diversidade de serviços e gastronomia para agradar a todos os gostos. O Amici oferece gastronomia italiana, rústica e despretenciosa.

O Yas Hotel é, sem dúvida, uma das arquiteturas contemporâneas mais fantásticas do mundo.

Localização: The Yas Hotel, Abu Dhabi – Emirados Árabes

Coordenadas: 24°28’01″N 54°36’22″E

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

USOS DAS RUAS.


Olhando para o centro das cidades, as ruas são extremamente movimentadas, porem seu uso não se resume exclusivamente á circulação de veículos e pedestres. Nas calçadas esquinas e semáforos são realizadas varias atividades comerciais, sociais e artísticas. Estes movimentos contribuem com a economia informal, ajuda a definir uma identidade para a cidade, alem disso em muitas vezes ajudam a aumentar a sensação de segurança. Alem destes movimentos que ocorrem naturalmente na cidade, são criados ainda alguns dispositivos para fortalecer o contato social, como praças e ruas de convivência, como acontecem no hiper-centro de Belo Horizonte.







Afastando-nos do centro, para as zonas periféricas fundamentalmente residenciais, é possível perceber maior interação do morador com a rua. Ainda que cada vez mais diminua a interação entre vizinhos devido a vários fatores, principalmente econômicos, que faz com que se precise cada vez menos de seus vizinhos percebemos que em ruas menos movimentadas e melhor planejadas, são realizadas varias atividades diferentes, onde a uma grande interação dos vizinhos, como em feiras e pratica de esportes por exemplo.








No caso das ruas o ideal é que sejam planejadas de acordo com as moradias e vice e versa. De acordo com Hertzberger: “A qualidade de uma depende da outra: casas e ruas são complementares!”.

Porem, mais importante para o arquiteto que definir os usos dos espaços é favorecê-los para que o usuário possa dar suas definições a este, e fazer suas intervenções de acordo com seus desejos e necessidades.







Um Rolé Pelo Cidade Jardim



Uma viagem tranquila de ônibus que, de tão tranquila, acabei perdendo as imagens e voltando pra lá numa chuva arretada. Então não reparem muito as imagens...

Vista do bairro pelo Edifício Alpha (Av. Prudente de Morais)

Além de bonito, o bairro Cidade Jardim tem suas áreas comercial e residencial bem divididas e desperta olhares com suas belas mansões. Podemos pegar diversos ônibus que passam pelo centro de BH e param na área comercial situada na Avenida Prudente de Morais onde recomendo descer no ponto do Museu Abílio Barreto. Como opções: 8101, 8103, 9101 (todos param no ponto do Museu e podemos embarcar na rua Curitiba com Carijós ou na rua Tamóios com Curitiba)

Av. Prudente de Morais - Área comercial do Cidade Jardim

Ao caminhar pelo bairro, notei que a área comercial situada na avenida Prudente de Morais é bem movimentada, e há de tudo na avenida: escritórios, supermercados e lojas de variados ramos. Quem ali reside não precisa ir tão longe para fazer suas compras.

Comércios diversos - Av. Prudente de Morais
Quem gosta de lugares mais tranquilos pode ir ao museu histórico Abílio Barreto, além de cultura e arte, o espaço conta com um aconchegante restaurante e nas noites e fins de semana os moradores podem frequentar a Igreja de Santo Inácio que possui uma construção moderna, além de boa acústica e beleza.

Entrada do Museu Histórico Abílio Barreto (MhAB)

Igreja de Santo Inácio - MhAB
Ao avançar pelo bairro vi belas construções, mas percebi que Jane Jacobs tinha total razão quanto à ocupação da calçada: devido à boa (ou excelente) condição financeira dos moradores, a maioria casas possui muros altos e estão isoladas das calçadas. Ao andar pelas casas, (no dia em que não choveu), não vi mais que três pessoas transitando a pé pelo bairro nem transito de carros mesmo com alguns veículos estacionados nas ruas. Vi moradores saírem de suas casas com seus automóveis sem perceber o que há nas ruas. Seria interessante abrir algum restaurante ou promover um evento nas ruas isoladas do bairro. Poderia aumentar a interatividade dos moradores ampliando o trânsito de pedestres nas calçadas. Mas, por enquanto, eu não me arrisco cortar caminho dentro do bairro a noite, nem nos fins de semana.

Praça Professor Godoy Betônico - Rua Conde de Linhares
Acho que a comunidade, talvez involuntariamente, criou um centro de interação concentrado no espaço do museu que apesar dos eventos e missas nos fins de semana, os moradores acabam ficando automatizados e trancados nos dias de semana. Também vale ressaltar que para beber uma cerveja com os amigos, é só atravessar a Avenida do Contorno que encontramos variados bares e restaurantes em Lourdes. Nesse bairro, pelo menos, não consegui ver ruas isoladas pela sua extensão.

Cidade Jardim é rica e muito bela, mas senti-me inseguro em suas ruas. Sei que a boa associação de bairro dos moradores possa uni-los para discutir uma forma de aumentar a socialização e a segurança das calçadas tão afetada pela boa localização que os acomoda.

Vista da antiga Faculdade de Odontologia da UFMG
Futura sede da Advocacia Geral da União
Casa José Cândido L. da Silveira - MhAB

Vista do Colégio Jesuíta Santo Inácio de Loyola

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

ARQUITETURA MUTANTE

 




Michael Jantzen é, além de tudo, um artista. Tem reconhecimento internacional e foi destaque em diversos artigos, livros e revistas, além de ter mostrado seu trabalho no “National Building Museum” o centro canadense de arquitetura e também na “Harvard School of Design and Architecture” em Boston, Estados Unidos.
No que diz repeito a trabalhos para residencia Jantzen destaca-se pela diretriz principal de seus projetos: a mutabilidade. Ele é considerado um arquiteto de vanguarda, cria levando em conta a renovação constante.
Michael Jantzen concluiu em 2000 a M-House, um local feito para a inspiração. Procurando um estilo ao mesmo tempo minimalista e complexo. Ele projetou um ambiente que permite a sensação de calma e a concentração, incitando ao pensamento criativo.
Projeto Fechado

Projeto Adaptado

Na forma de um cubo grande o suficiente para acomodar até 14 pessoas, a M-house é formada por uma variedade de componentes manipuláveis em forma de painéis de madeira que, uma vez deslocados, revelam a luz e mudam completamente a cara do ambiente.
Os quadros podem ser montados e desmontados de diferentes formas para acomodar uma ampla gama de novas necessidades. A M-house é composta de uma série de painéis retangulares que são unidos por dobradiças a uma grade espaço aberto quadro de sete cubos entrelaçados. Os painéis são articulados aos cubos em qualquer horizontal ou vertical. As dobradiças permitem os painéis de dobrar para dentro ou fora dos quadros do cubo para executar várias funções.Alguns dos painéis são isolados e contêm janelas e portas. Esses painéis podem incluir completamente os espaços que são aquecidos e resfriados. Outros painéis não isolada vezes dentro ou para fora, ao longo e ao redor, plataformas abertas à sombra do sol, desviar a chuva, ou bloquear o vento. Alguns dos painéis se desdobram a partir da face dos cubos para tornar-se lugares para sentar, lugares para dormir, lugares para se trabalhar, ou lugares para comer. A maioria dos painéis encaixados são orientados sobre e em torno dessas plataformas abertas.
Esse é um dos trabalhos mais interessantes de Jantzen, sendo uma apologia visual à própria funcionalidade, uma vez que, inicialmente simples, pode abrir e evoluir para algo mais complexo, da mesma forma como um pensamento.
A “M-House” é um projeto para ser uma casa de férias retrátil e para permitir diferentes configurações atingindo lugares, climas e funções desejados.





Interior da estrutura


Espaços Flexíveis x Espaços Polivalentes

ESPAÇOS FLEXÍVEIS



"O plano flexível tem seu ponto de partida na certeza de que a solução correta não existe, já que o problema que requer solução está num estado permanente de fluxo... [...]
Embora uma formulação flexível adapte-se a cada mudança que surja, não pode ser nunca a melhor e mais adequada solução para nenhum problema.... [...]
...um sistema que se mantém flexível por causa da mudança dos objetos que devem ser acomodados dentro dele produziria a mais neutra das soluções para problemas específicos, mas nunca a solução melhor, a mais adequada..."
HERMAN HERTZBERGER - LIÇÕES DE ARQUITETURA




- FLEXIBILIDADE QUANTO A UTILIZAÇÃO DO ESPAÇO
Ocorre quanto há a coexistência ou compartilhamento de dois ou mais tipos de usos no mesmo ambiente.
Os lofts passam o conceito de espaços antigos, readaptados e são um bom exemplo desse conceito.
Surgiram nos anos 50 no SoHo, bairro nova-iorquino, que havia abrigado, no fim do século passado, um importante centro comercial.Fábricas e armazéns de chapéus, roupas e cereais funcionaram ali até o término da Segunda Guerra, quando a expansão da indústria os fez mudarem para áreas maiores.Os galpões industriais do SoHo viraram lugares decadentes e inseguros, mas os aluguéis baratos atraíram jovens e pobres artistas, em busca de espaço para seus ateliês - eram os lofts.O charme desses espaços cresceu quando seus artistas tornaram-se famosos. Quando o SoHo foi reconhecido como área residencial,  morar em loft passou a ser moda.
Entre suas principais características está o pé direito duplo, grandes janelas para ventilação, ausência de paredes entre os ambientes, fazendo uma interligação entre eles, presença de mezanino, tubulação aparente.














- FLEXIBILIDADE QUANTO AO DIMENSIONAMENTO
Permite modificações internas e externas sem agressões a estrutura original.
Um chalé situado na França é um bom exemplo desse conceito, pois nele foram incorporados paredes retrateis para liberar a vista do mar, é inteiro revestido de madeira. A configuração muda de acordo com o período dia. À noite, a divisória que sapara quarto e sala fica abaixada para preservar o descanso dos moradores. De manhã a divisória é levantada para deixar a luminosidade entrar.
















ESPAÇOS POLIVALENTES

"A unica abordagem construtiva para uma situação que está sujeita à mudança é uma forma que parta da própria mudança como fator permanente - isto é, como um dado essencialmente estático: uma forma que seja polivalente. Em outras palavras, uma forma que se preste a diversos usos sem que ela própria tenha que sofrer mudanças..."
HERMAN HERTZBERGER - LIÇÕES DE ARQUITETURA

Espaços polivalentes são ambiente que pode ter funções ou utilidades diferentes. Um exemplo desse conceito é o Salão de eventos no Ouro Minas Palace Hotel, visto que eles pode ser dividido em até três módulos; permite a instalação de equipamentos de som para boates; permite a instalações de equipamentos para shows; pode ser utilizado em conferências, banquetes, festas com boate, shows, reuniões, seminários, coquetéis.





Uma experiência inusitada foi esta, pegar um ônibus e ir a um lugar desconhecido. No início foi só ansiedade, mas já adianto que como não sou morador de Belo horizonte, pedi referências para onde poderia ir, portanto foi um passeio ao desconhecido com planejamento.

Das dicas que recebi, escolhi o bairro Santa Tereza, bem popular por ser o berço de ícones da música brasileira como Milton Nascimento, Lô Borges, Skank e Sepultura. Então, já com esta introdução, vou dar início ao Passeio de Ônibus.



Depois de alguns minutos no ponto localizado na Rua Tamoios, no Centro de Belo Horizonte, pego o transporte coletivo de número 9210. Dentro do veículo pude observar a enorme variedades e volume de pessoas que entraram e saíram do ônibus. Aproveitando a paisagem diferente nesta malha urbana e tirando algumas fotos, esperava chegar ao meu destino, no qual já estava determinada, a praça em frente o Colégio Tiradentes da Polícia Militar. Este foi meu ponto de partida. Uns minutos depois, pergunto ao trocador que ponto deveria descer para chagar na escola. Eis que um ato de camaradagem surge, o passageiro no meu lado toma a iniciativa e fala que ponto eu deveria desembarcar. Bacana, ganhei um amigo temporário no trajeto.













No desembarcar, olhei bem a praça e dei umas voltas próximas ali. Caminhei por umas ruas, via casas de vários tipos, vi locais movimentados e ermos. Após o reconhecimento de campo, parei para descansar e organizar as ideias a serem postadas aqui. A pausa foi no bar do Bolão. Acredito que é bem popular na região e na cidade. Dentro dele há várias fotos e discos das personalidades da música citadas no início do artigo.



Na volta para a casa, pego um coletivo de rota diferente e passo por outras ruas novas. Dentro dele um pequeno poema de utilização pública dá por findado minha experiência e acalma a ansiedade.




















Não fui ao lugar mais legal de Belo Horizonte, nem tão pouco no mais inusitado, porém para mim, foi ótimo ver BH de um lado diferente. Vamos ver se esses passeios no ônibus tornam mais frequentes, assim posso conhecer melhor esta capital tão encantadora.