quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Arquitetura emocional









The Tech Museum of Inovation



Autor de projetos importantes como o Hotel Camino Real, e o Museo de Arte Contemporâneo de Monterrey (MARCO), o mexicano Ricardo Legorreta é um importante nome da arquitetura dos séculos XX e XXI.


Hotel Camino Real


Museo de Arte Contemporâneo de Monterrey

Apesar do olhar totalmentevoltado para à essência cultural de seu país, Legorreta tem trabalhos realizados em mais dez paises , distribuidos em três continentes.

Japan House

Seu estilo singular tem como base uma concepção arquitetônica marcada por harmonia entre espaços e jardins contemplativos. As cores vivas são um elemento importante em seu trabalho, já que por meio de seus projetos pode-se sintetizar a cultura mexicana.

Hotel Camino Real

O arquiteto afirma que desenha a partir do interior dos espaços, que é onde vivem as pessoas, e que a maneira de viver dos mexicanos é que o interessa.


Rancho Santa Fé House
O trabalho de Legorreta proporciona uma leitura da cultura e do sentimento do méxico. Suas obras, ricas e cheias de vida, ilustram o que é chamado de " Arquitetura emocional", conceito atribuído ao estilo do arquiteto, que sempre usou o conhecimento e a sensibilidade em seus cinquenta anos de profissão.
Obras de Legorreta


Fonte: Revista Bobstore - nº 29

República Plaza de Kisho Kurokawa, arquitetura além da imaginação...

República Plaza é um dos três maiores arranha-céus em Cingapura, localizado no extremo Sul do Raffles Place, o distrito central de negócios de Cingapura. Ele compartilha o título de "edifício mais alto" com o Centro e Plaza OUB UOB One. Construído em 280 metros (919 pés) de altura, foi concluído em 1995, e  é a prova de terremoto, apesar da cidade ser relativamente longe de zonas sísmicas.


O edifício foi projetado para maximizar o espaço. Portanto, uma forma simples quadrado com cantos chanfrados na base foi adotado para o projeto da torre. A torre de velas à medida que sobe, formando alguns elementos triangulares, para evitar o forte vento direto e assim melhorar o carregamento de vento. Como acontece com muitas outras torres,ela consiste em um núcleo central que contém as funções básicas, tais como escadas de emergência e poços de elevador, acondicionada em torno de espaço de escritório locável.

TOQUES FINAIS:
*A torre está ligado a 45 graus a partir do eixo do nível térreo para manter a vista para o mar dos andares superiores.
*A torre foi projetada para refletir uma influência sutil Oriental.
*O lobby principal é de quatro andares, com acabamento em granito polido e cerâmica.
*O lobby é emoldurado por colunas de concreto cheio de aço tubular.
*As transições fachada exterior em granito com faixa de janelas para parede de vidro colorido, suavemente inclinada a partir de uma base octogonal com um topo quadrado.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Plug Minas, Horto – Belo Horizonte

Em meados de 2009 o terreno onde estavam instaladas antigas construções da extinta Febem – Fundação Estadual do Bem do Menor – hoje abriga em 67 mil metros quadrados, em novas formas, os primeiros núcleos do Plug Minas – Centro de Formação e Experimentação Digital.

Entrada do Plug Minas


Localizado na zona leste de Belo Horizonte, o edifício funciona com um cardápio diversificado de atividades que têm de base a cultura digital e as artes.   

O edifício de recepção e entrada do conjunto, núcleo Caminhos do Futuro, foi projetado pelo arquiteto Rafael Yanni. Assim como a extensa passarela que interliga os núcleos, instalados nos antigos pavilhões da penitenciária infantil, que foram remodelados por Luciana Miglio Cajado.

Planta baixa - núcleo Caminhos do Futuro
1. Galeria / 2. Hall / 3. Depósito / 4. Atendimento / 5. Copa / 6. Escritório / 7. Guarita / 8. Pátio / 9. Jardim / 10. Praça


Rafael Yanni é formado em Arquitetura pela Universidade Federal de Minas Gerais desde 1997. Hoje trabalha no Núcleo de Entregas e de Empreendedores Públicos do Escritório de Prioridades Estratégicas do governo mineiro. Também trabalhou em projetos como a loja ODD+Cupcake em 2010 e venceu, junto de Fernando Maculan e Ana Claudia Valle, o concurso para a construção da nova sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil em Minas Gerais. 

Luciana Miglio Cajado é, também, graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais em Arquitetura desde 1993. É sócia fundadora da Associação Arquitetos Sem Fronteiras e desde o ano de 2008 gerencia, como empreendedora pública, os projetos e obras do Plug Minas.



A nova construção é um projeto de Rafael e foi proposto para funcionar como porta de entrada, acolhendo estudantes, professores e visitantes. Além disso, recebe uma galeria para exposições de peças produzidas por alunos no Plug ou por convidados.  

A entrada da galeria, à esquerda, é livre, mas o acesso ao interior do Plug Minas é controlado por catracas


Todo o conjunto, que inclui foyer, pátio de chegada e praça posterior, foi idealizado de forma a funcionar como um espaço informal para manifestações criativas diversificadas. Segundo o próprio arquiteto, a intenção era dar um tratamento formal e institucional ao pátio de chegada, mas assim que o visitante avançasse, ele seria impulsionado para dentro do edifício pelas diagonais amarelas.

Para acessar o conjunto é necessário passar por catracas, mas o acesso à galeria é livre. Logo depois da porta de entrada existe a “Praça dos Morrinhos”, nome dado pelo autor da obra. O novo ambiente é acolhedor e densamente arborizado.

Praça dos Morrinhos

O percurso que conecta o edifício de entrada ao último núcleo de estudo pode se dar pela extensa passarela. Em certos trechos, pode-se observar contornos escultóricos da superfície de concreto pigmentado em tom vermelho. Na entrada de cada núcleo, o piso da passarela se dobra do solo e configura totens que são utilizados para a identificação dos espaços. Dois totens de dez metros de altura arrematam a composição.

Passarela 

 Há trechos em que a arquitetura da passarela se assimila elementos esculturais

A passarela foi construída com concreto pigmentado


Totens de sinalização



Na reformulação feita nos pavilhões, as fachadas foram padronizadas e houve a recuperação dos telhados. As grades e outros elementos de repressão foram trocados por grandes vidraças, uma representação da mudança conceitual do espaço assim como descrita no site do Plug: “O lugar que antes reprimia e punia mudou seu modo de encarar e acolher a juventude. As grades foram retiradas e substituídas por janelas de vidro”.

 Pátio Interno de um dos Núcleos

Pavilhões Reformulados

Segundo Yanni, o ambiente natural e as árvores existentes foram aproveitadas, basicamente trabalhou-se as superfícies gramadas para a composição do paisagismo local. “Apenas na rotatória de entrada foi executado paisagismo com intenções exuberantes e geometria dura, composto de várias espécies de capins, gramas e flores”, ele conclui.

O paisagismo exuberante na rotatória de entrada




Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói)








"Para leigos é um disco voador. Para seu criador, é uma flor-de-lótus, a flor da criação egípicia"







Situado em Niterói, RJ o mirante da Boa Viagem deu lugar ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói, projetado por Oscar Niemayer. Trata-se de um prédio vazado, com formas arredondadas, sem canto algum onde todo o espaço é bem tanto no aspecto funcional quanto no aspecto paisagistico, de dentro do MAC para qualquer direção que se olhe, uma bela vista será encontrada.
O MAC, como é conhecido, ultrapassa os limites de museu. Funciona como cartão postal da cidade de Niterói, reconhecido internacionalmente pela sua beleza, arrojamento e audácia.









O acesso para o museu já é por si só marcante, são rampas vermelhas circulares, com uma vista lindíssima para a orla de Niterói e do Rio. No museu podemos ver trabalhos de caráter contemporâneo. O museu não tem cantos, apenas curvas. Podemos visualizar as exposições no salão principal, geralmente de curta duração e no segundo pavimento a exposição permanente e o educativo do Museu. Na varanda, também temos exposições, geralmente de curta duração, além das janelas que permitem ao visitante observar a vista num ângulo de 360 °.




O prédio foi inaugurado em 2 de setembro de 1996 para abrigar a coleção de João Sattamini de arte contemporânea brasileira. É ligado à Fundação de Artes de Niterói, um órgão da Secretaria de Cultura do Município de Niterói.


O MAC demorou cinco anos para ser construído, sendo a obra finalizada em 1996. Localiza-se no belo Mirante da Boa Viagem, um dos bairros mais charmosos e de alto valor imobiliário do município de Niterói. Do mirante pode-se ver os bairros de Icaraí, Ingá, São Francisco, Charitas e Jurujuba, em Niterói, além da faixa que compreende os bairros entre Botafogo e o Centro do Rio de Janeiro.
Em frente ao Museu, encontramos condomínios de alto padrão, além de uma comunidade conhecida como Morro do Palácio, onde há um projeto de extensão do Museu conhecido por Maquinho. Também é possível avistar a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, localizada no mesmo bairro, há poucos metros dali, a Fortaleza de Santa Cruz cuja construção é do século XVII.
O Museu de Arte Contemporânea de Niterói, assim como outros prédios projetados por Niemeyer, possui relação direta com a paisagem. Segundo o arquiteto, a vista da Baía de Guanabara não deveria ser perdida. Daí a preferência pela base vazada que permite a visão da paisagem, ainda que se tenha uma construção. As rampas de acesso do Museu também facilitam a observação do entorno.





Logo, visitar o MAC ultrapassa o sentido de olhar exposições voltadas para as concepções contemporâneas da arte, mas também para aspectos do bem-estar, beleza, arrojamento e jovialidade. Para Niemeyer, a forma do MAC é inspirada na flor de lótus que os egípcios acreditavam ser a flor criação. Daí, segundo ele, "do traço reto nasce a flor". Ou seja, uma base que sustenta o prédio que tem o formato de um cálice. Para muitos visitantes e turistas, o prédio do MAC se assemelha a um disco voador. Esse tipo de discussão sobre a forma do prédio do Museu fomenta diversas conversas acadêmicas, cômicas e poéticas.
No entanto, a memória desta arquitetura suntuosa e ao mesmo tempo equilibrada com a natureza, persiste no olhar daqueles que observam a paisagem e admiram.
A visita ao MAC iniciou-se pelo pátio, com o arte - educador do Museu. A primeira parte da ação educativa é chamada de "MAC como Obra de Arte". Tem por finalidade explorar a própria arquitetura do Museu e introduzir no visitante as propostas contemporâneas do pensamento arquitetônico e dos conceitos de espaço. Há discussão de questões relacionadas à percepção de formas, linhas, movimento, tamanho e modo.





Ao entrar no Museu, somos convidados a olhar as paredes, perceber os contornos, a forma, antes mesmo de observarmos o acervo de arte exposto. A equipe de arte-educação propõe ao visitante um novo perceber da paisagem tendo como base o prédio de Niemeyer, totalmente integrado com o meio, através de janelas posicionadas num ângulo obtuso, que permite a visão externa. Pode-se refletir sobre o desafio que os artistas contemporâneos têm em relacionar seus trabalhos com o meio externo, já que não se pode enquadrar o MAC como um espaço alienado ao seu próprio interior.






As exposições temporárias geralmente ocorrem no primeiro andar e na varanda. No segundo andar, costuma ocorrer a exposição com a coleção de João Sattamini. Segundo o texto da crítica de arte Claudia Saldanha, retirado da página do MAC na internet, o museu abriga a Coleção João Sattamini desde sua inauguração, em setembro de 1996.
Em regime de comodato a Coleção vem sendo estudada pelas equipes de teoria e pesquisa, de educação, de arquitetura e de museologia deste museu e mostrada ao público em exposições individuais e coletivas, dedicadas a artistas que representam o que há de mais relevante na história recente da arte no Brasil. Em paralelo as mostras, o MAC vem publicando catálogos com textos dos curadores e outros críticos de arte, o que tem motivado a pesquisa acerca dos artistas da coleção e, em última instância, a divulgação da arte brasileira dos últimos 50 anos.
O MAC desenvolve um trabalho na comunidade do Morro do Palácio, no bairro do Ingá. São desenvolvidas algumas oficinas e a produção destas é utilizada para fins de pesquisa e jogos no Museu de Arte Contemporânea. O prédio projetado por Niemeyer no alto da comunidade, o Maquinho, possui grande interface na relação arquitetura x paisagem.
A observação do entorno da Baía de Guanabara, contemplando as cidades de Niterói e Rio de Janeiro, reforçam a posição respeitadora adquirida pelo arquiteto em não agredir equilíbrio estético natural da paisagem, se inter-relacionando com morros, montanhas e a baía de Guanabara.







Foster and Partners


Ao pesquisar sobre arquitetos contemporâneos premiados por seu trabalho e suas influências, encontrei um nome em comum: NORMAN FOSTER.


Norman Foster é inglês, nascido em Manchester, numa família de origem humilde, que desde cedo se mostrou interessado pela arquitetura, principalmente por Frank Lloyd Wright, Ludwig Mies van der Rohe e Le Corbusier. E por decorrencia disso, gradua-se em arquitetura no ano de 1961 pela Universidade de Manchester. Antes mesmo de conseguir de apresentar seu portfolio parar conseguir sua vaga na universidade, Foster conseguiu ganhar um estágio em um escritório de arquitetos locais. Depois disso, ele conseguiu uma bolsa para que continuasse seus estudos na Yale School of Architecture nos Estados Unidos.

Voltou ao Reino Unido em 1963 e montou seu próprio negócio, Team 4, hoje chamado de Foster + Partners. Sua primeira construção inovadora que fez com que começassem a prestar atenção nele, foi o Willis Building em Ipswich em 1975. O cliente era uma seguradora de uma família que queria restaurar o senso de comunidade para o local de trabalho. Foster cria aqui um plano aberto para os andares do escritório antes disso se tornar a norma. Em uma cidade não muito dotada de facilidades públicas, os jardins no telhado, a piscina e o ginásio melhoraram substancialmente a qualidade de vida dos funcionários.

Willis Building

O edifício conta com uma inspiração de Foster no Daily Express Building (abaixo), em Manchester, trabalho que ele admirava desde sua juventude.

Um marco no desenvolvimento de alta tecnologia na construção e estilo de prédios. Como o edifício foi concebido pouco antes da crise do petróleo, é considerado um dos pioneiros em energia consciente, já que conta com aquecedores de gás natural e "placas" no telhado gramado que recebem luz solar e garantem um bom desenvolvimento térmico.

O "Willis Building" recebeu em 2001 um projeto de prédios anexos a ele. Projeto significante tanto em termos urbanos quanto em termos ambientais. O projeto mostrou-se aberto e integrado ao nível da rua. Suas lojas e cafés extenderam-se e sua estratégia ambiental progressiva super metas de redução legal de carbono em mais de 20%.

Em 1990 Foster foi condecorado e em 1997 apontado para a Ordem do Mérito, e foi elevado à condição de barão, em 1999, conhecido hoje como BARÃO FOSTER DO TÂMISA. A partir disso sua lista de premiação foi aumentando exponencialmente.
Ano após ano o número de projetos para que ele executasse foi aumentando e ele foi expandindo cada vez mais seus negócios pelo mundo.

Foi muito criticado por alguns do mundo da arquitetura por não defender a importância de elevados padrões de arquitetura e planejamento na Câmara dos Lords. Em consideração a todos seus projetos, Foster ganhou Pritzker Architecture Prize, em 1999.É o segundo arquiteto britânico ao ganhar o prêmio Stirling duas vezes: a primeira pelo American Air Museum no Imperial War Museum Duxford em 1998; e a segunda pelo 30 St Mary Axe em 2004.

O 30 St. Mary Axe, apelidado de Gherkin (pepino), está construído onde era o Baltic Exchange Building, sede de um mercado global de venda de navios e navios cargueiros, que em 1992 sofreu danos sérios por ter sido atingido por uma bomba detonada pelo IRA (Irish Republican Army) em Londres nesse ano e que, a partir daí, fez com que surgissem diversas ideias para o novo prédio.

O St Mary Axe é o primeiro edifício ecológico com a sua altura e uma adição instantaneamente reconhecível para o horizonte da cidade. St Mary tem como principal característica sua abordagem radical, tanto arquitetonicamente, quanto tecnologicamente, espacial e social.

O edifício possui 41 andares, e 76400 metros quadrados de acomodações, incluindo escritórios e uma galeria comercial acessados por uma praça pública recém-criada.

No topo dele, existe um andar que oferece uma vista 360 graus pela capital.

Gerado por um plano central radial e um perímetro circular, ele alarga-se em perfil, conforme sobe estreita-se em direção ao ápice. Seu alargamento em direção a base aumenta o espaço público no nível do solo. Seu formato reduz a quantidade de vento desviado para o chão, ajudando o conforto dos pedestres no nível da rua, criando diferenciais de pressão externa explorados parar dirigir um exclusivo sistema de ventilação natural. Que pode ser melhor entendido no vídeo:

As torres com suas estruturas diagonalmente firmadas permitem o espaço de uma coluna livre euma fachada totalmente envidraçada que permite maior entrada de luz. Os espaços criados por um elo vertical do prédio fazem focos naturais para refrescar algumas áreas dele e as salas de reuniões, funcionando como pulmões dos edifícios, distribuindo o ar fresco puxado através da cobertura dos painéis da fachada. Esse sistema reduz a dependência do ar-condicionado e somado a outras providencias sustentáveis, o prédio tem o gasto de energia previsto para ser até metade da energia consumida caso os ar-condicionados não fossem dispensáveis.
















Hoje, com 74 anos e o pensamento longe da aposentadoria, seu escritório é mundialmente conhecido pelo seu estilo arrojado, pela concretização de obras e restauração dos prédios pertencentes aos órgãos do governo de diferentes países, utilizando sistemas inteligentes de projeto. Entre seus projetos atuais está a nova sede da Apple, um pavilhão de exposições em Xangai, um novo estádio para o FC Barcelona e mais uma grande diversidade de projetos ao redor do globo.

No começo de 2011 foi lançado um documentário sobre a vida de Foster, Quanto pesa o seu edifício, Sr Foster? (How much does your building weight, Mr Foster?), retratando sua ascensão, suas origens, sonhos e influências.

Filme em que o arquiteto também discute soluções para os problemas presentes e futuros criados pelos migração urbana em todo o mundo. Apresenta uma discussão sobre arquitetura, sua importância e complexidade de realização, além de relatar a busca do arquiteto para melhorar a qualidade de vida através do design.

O trailler do filme pode ser visto aqui.

Para fechar, um trecho do que Foster disse quando recebeu o prêmio pelo 30 St. Mary Axe de George Ferguson (presidente do Instituto Real de Arquitetos Britânicos): "Vencer o prêmio Stirling é uma grande honra, é um crédito para o compromisso e visão de um cliente excepcional e uma equipe talentosa. O edifício é uma encarnação dos valores fundamentais que temos defendido há mais de 30 anos, valores sobre humanização do local de trabalho, conservação de energia, a democratização da forma como as pessoas se comunicam com e dentro de um edifício e da maneira que a construção se relaciona com o reino urbano.".

Referências:

http://www.fosterandpartners.com/
http://www.willis.com/about_willis/the_willis_building/
http://www.skyscrapernews.com/buildings.php?id=78
http://pt.urbarama.com/project/30-st-mary-axe-swiss-re-headquarters
http://www.e-architect.co.uk/london/swiss_re_building.htm

http://www.archiplanet.org/buildings/30_St_Mary_Axe.html
http://www.30stmaryaxe.co.uk/

Hersham Golf Club: Hotel Sustentável










A construção de um edifício em uma área de preservação ambiental causa estranhamento, pra não falar revolta. Mesmo ele sendo um edifício sustentável. Mas alguns arquitetos ingleses conseguiram a façanha de um projeto que preserva quase 100% o ambiente a sua volta.


O escritório ReardonSmith Architects projetou, em dezembro de 2009, um hotel sob o cinturão verde de Hersham, no sul da Inglaterra, preservando assim toda a imensa área verde.


A empresa adquiriu os 108 acres Golf Club Hersham em 2008. O projeto possui uma área construída de cerca de 20 m², além do estacionamento de aproximadamente 10 m². O projeto possui um orçamento de cerca de 72 milhões de libras.


O hotel possui 198 quartos, um spa e um estacionamento subterrâneo. A construção também inclui um campo de golfe, um clube noturno, bares, restaurantes e instalações para negócios e conferências.


Os arquitetos desenvolveram um inovador projeto subterrâneo, integrando as instalações de golfe, um hotel de cinco estrelas e um spa em uma única composição. Ocorreu ainda a substituição dos edifícios existentes na superfície do campo de golfe por estruturas subterrâneas, permitindo a permanência da paisagem, diminuindo a degradação da área.



“O projeto atende aos requisitos de um hotel de cinco estrelas, e pretende melhorar a disposição física e a atracção visual de todo o ambiente. Representa uma solução comercialmente viável e acreditamos que é o primeiro no mundo”, afirma Matthew Guy, um dos criadores do projecto.


Designe e estrutura



O hotel-spa de cinco estrelas mistura-se ao ambiente natural, preservando assim a mata local.


O hotel fica oculto por um telhado vivo, que imita as ondulações naturais do terreno. Além de auxiliar na diminuição do aquecimento global e deixar os arredores do local com maior conforto térmico, o Ecotelhado ainda melhora a qualidade do ar, protege o local, ajuda no sistema pluvial e na acústica e diminui as ilhas de calor.


Os quartos do hotel foram construídos em três anéis abaixo do nível do solo e ao redor dos três pátios centrais, que também estão abaixo do nível do solo. Estes possuem uma área de 800 m², e foram feitos para permitir a entrada de luz natural nos quartos, que possuem uma fachada de vidro, diminuindo, assim, os gastos com iluminação elétrica.


Os espaços públicos estão no nível do solo, com restaurantes e espaços de lazer. O clube de golfe possui mecanismos de economia de luz para reduzir o nível de iluminação.


Todo o desenvolvimento está de acordo com o código florestal existente. O campo de golfe, o telhado e a área pública são as únicas partes visíveis do hotel.


Impacto ambiental


O Golf Club Hersham foi todo desenvolvimento de maneira a reduzir a emissão de carbono, como utilização combinada de calor e bombas geotérmicas. O hotel ainda adotou a reciclagem de água e o aproveitamento da água da chuva.



Paisagismo no campo de golfe


O campo de golfe inclui plantação de arbusto original e árvores nativas em todo o campo. A nova estrada de acesso é integrada ao ambiente natural existente, o que reduz o impacto no ambiente.




Planta do Projeto



Fachada dos quartos



Corte do Edifício

Um dos pátios centrais

Torre Dorobanti




O projeto da Torre Dorobanti fornece uma presença icônica no coração de Bucareste, seu formato característico e engenhosa estrutura estabelecem novos parâmetros para a vida nas alturas. Um esboço de diamantes chanfrados e sinuosas treliças estruturais estabelecem a Torre Dorobanti como um projeto histórico para Bucareste. A torre pode ser vista à muitos quilômetros.



Bucareste fica dentro de uma zona vulnerável sísmica e a Torre Dorobanti é concebida para maximizar a sua resistência.

O domínio público adjacente à torre é diferente de tudo já visto antes em Bucareste, um edifício residencial que representa uma grande atração dentro do perímetro urbano erguido no centro de um novo local de encontro e praça urbana - um espaço de encontro novo, uma praça urbana concebida como um warped “tapete de concreto”. A superfície liga três ruas vizinhas e contém
áreas de estar, bacias hidrográficas, fontes e espaços verdes planejados.

Parâmetros urbanísticos, restrições do local e exigências do programa geraram o perfil elegante do edifício com redução gradual e dinamicamente mudando o perfil da superfície. Afinandopara dentro no ápice, a torre maximiza vistas sobre a cidade e luzpara os habitantes. Compensado ao nível do solo se oferece um generoso domínio público e praça de entrada.


Projeto: Torre Dorobanti
Local: Bucareste, Romênia.
Ano da construção: 2008
Área contruída: 10000m²
Altura: 200m
Empresa: Zaha Hadid Architects
Arquitetos: Zaha Hadid e Patrik Schumacher




Zaha Hadid: fundadora da Zaha Hadid Architects, foi premiada com o Pritzker Architecture Prize
(considerado o premio nobe da arquitetura) em 2004 e é conhecida internacionalmente por seus trabalhos tanto teóricos quanto acadêmicos. O interesse de Hadid reside na interface rigorosa entre paisagem, arquitetura e geologia levando à experimentação de tecnologias de ponta

.



Patrik Schumacher: Está na zaha Hadid desde 1988. Ele é diretor da empresa e Designer Sênior, envolvido juntamente com Zaha hadid em todos projetos desenvolvidos pela empresa. Ele mantém um papel ativo no desenvolvimento durante as fases de design.







Autora: Aline Kreppel