segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Projeto Fred - A Casa é Sua


Nascido em 1998, o Projeto Fred foi criado pela educadora Andréa Ambrósio em homenagem a seu irmão Frederico Ambrósio, dependente químico e ex-presidiário, que fora assassinado após ter deixado a prisão. Inicialmente, a instituição tinha como objetivo reintegrar e reinserir presidiários através da arte, porém, em 2002, Andréa ampliou a proposta do projeto para além das penitenciárias, levando as oficinas de tapetes para comunidades carentes e pessoas de todas as idades, como alternativa de renda familiar. Além dessas oficinas, foram incluídas no projeto outras de street dance, dança afro e canto para adolescentes e crianças em situação de risco social.



A exposição, que normalmente ocorre ao final do ano, é realizada no Palácio das Artes e ficará até o dia 11 de dezembro. Este ano o tema escolhido foi “A casa é sua”, que tem como meta levar aos visitantes um clima aconchegante e confortável, como os ambientes de uma casa. A mostra conta com cerca de 200 peças, que vão entre bolsas, almofadas, jogos de banheiro e tapetes, sendo estes últimos confeccionados através da técnica da trama sem nó. Esta técnica de tapeçaria pode ser definida como uma pintura feita com pequenos pedaços de tecidos e não demanda habilidade motora especial, permitindo confeccionar qualquer tipo de desenho.

Coordenado pelos artistas plásticos Cícero Miranda e Rodrigo Mogiz, o evento é uma grande oportunidade para promover a valorização dos trabalhos realizados ao longo dos meses e incrementar a renda das famílias participantes, uma vez que a renda obtida com a venda dos tapetes será integralmente revertida para as famílias.



Exposição "A Casa é Sua" - Palácio das Artes (Galeria Anexa) - 11/11/2011 a 11/12/2011
Endereço: Avenida Afonso Pena, 1537
Horário: Terça a Sábado, de 9h30 às 21h. Domingo, de 16h às 21h
Entrada gratuita!


domingo, 27 de novembro de 2011

1976 Scared Place


1976 Scared Place from Big Sur® on Vimeo.


 Vídeo-arte do diretor CarlosMagno Rodrigues em parceria com Alonso Pafyeze  com o Performer Fabrício Almeida Cruz e Cris Ventura , onde não só a tensão da morte iminente mas os aspectos simbólicos e políticos do vídeo tornam a situação digna de uma estética surreal e poética, a velocidade diminuida e as nuances de movimento que a água cria na imagem geram a expectativa sobre o que acontece e aconteceu, já que é claro a inversão do tempo na segunda parte, ápice da narrativa visual. Efeitos como sobreposição de imagens e o off multi-línguistico são marcas fáceis no trabalho do videoartista mineiro, que tem por costume pautar a política através de uma estética forte e lenta bem como animais e situações de risco. Referência que vai desde o Cinema de Poesia até a Performance Contemporânea.

SANAA - Rolex Learning Center




Com uma das maiores coleções de literatura científica da Europa, mais de 500.000 exemplares , a biblioteca e centro de aprendizado Rolex da Escola politécnica Federal de Lausanne, SANAA, na cidade de Lausanne na Suiça (parte francesa do País multi-cultural),  pauta uma arquitetura moderna e ampla, com espaços multi-funcionais e versáteis para diversos tipos de atividades. Com intuito de atrair mais público que se interesse nas diversas literaturas o prédio guarda em sua estrutura uma série de vanguardas pedagógicas. 



Com poucas vigas de suporte aparente a obra se conceitua no movimento do chão (que toca sutilmente o terreno) e o teto sempre em paralelos e com formas organicas que possibilitam este movimento.  As inclinações da construção indiciam que os usuários se direcionem para uma saída central, possibilitando uma circulação uniforme dentro do prédio. 







Através das mudanças de altura que são criados as zonas de silêncio que toda biblioteca que se preze tem e por esse dispositivo a falta de barreiras físicas torna o ambiente mais ventilado e agradável e cria espaços grandes e versáteis para vários tipos de atividades além do estudo, como discussões, exposições, performances entre outras.  E apesar destes espaços a biblioteca ainda possue uma série de espaços mais reservados, como "bolhas" de parede de vidro opaco que permite usuários se encontrarem e trabalharem reunidos, com mais privacidade. 


O desenho da geográfica artificial que o prédio cria, torna o espaço turístico ao permitir que a passagem de pessoas flua com facilidade no interior.  O projeto é assinado pelo escritório Japonês SANAA - Kazuyo Sejima + Ryue Nishizawa em parceria com um escritório da própria cidade de Lausanne, Architram SA.

Oficina de madeira: Eames Children's Chair and Stool



Muitos grandes designers do século 20 aceitaram o desafio de criar móveis e acessórios para crianças. Os móveis Eames para criança expressam uma exemplar combinação entre o lúdico e design funcional específico para crianças aliado a soluções técnicas inovadoras. Assim, os móveis Eames para crianças estavam entre as primeiras séries de móveis fabricados em moldagem tridimensional de madeira compensada e moldada.







Para a confecção das cadeiras Eames em sala de aula foi escolhido o mesmo material proposto pelos designers - madeira compensada - contudo, como o processo de modelagem tridimensional do material não era uma técnica possível de ser adotada, o grupo de trabalho optou pela utilização de chapas de madeira compensada em que os recortes realizados sugeriam as linhas e as curvas elaborados pelos Eames, que foram montadas usando cola, pregos e parafusos. As medidas do projeto foram um pouco alteradas em relação ao original por ter uma estrutura diferente.














Para dar maior resistência à cadeira e ao banquinho, os pés foram recortados juntamente com uma base para sustentação do assento, e unidos em forma de L. Assim não teriam a tendência de se quebrar ao esforço lateral. Ainda foram usados como reforço, pequenos recortes de forma triangular unindo as partes que compunham os pés, e esses com o assento, como pode ser visto na foto.










sábado, 26 de novembro de 2011

Arquitetura e Urbanismo



Lina Bo Bardi (1914-1992)


“Tenho horror de projetar casa para madame, que infrige como será a piscina, as cortinas. Só projeto casas para pessoas que tenho relação afetiva.”   

 Lina Bo Bardi
A frase mostra o estilo pessoal de Lina. Uma mulher independente, com horror à burguesia, à futilidade e ao luxo.




Nascido em Roma, emigrou para o Brasil.

Lina Bo Bardi foi uma importante arquiteta na criação da identidade do Brasil e cujo trabalho, altamente diversificado e importante, permanece praticamente desconhecido fora de seu lar adotivo, o Brasil. Lina nasceu em Roma em 1914, emigrou para o Brasil em 1946 onde trabalhou até sua morte em 1992. Começou como assistente em Milão para Gio Ponti, onde trabalhou em projetos de planejamento urbano. Ela também trabalhou em projetos de moda e design industrial e escreveu para a revista Domus. Em 1946 ela viajou para o Brasil com seu marido, crítico de arte emarchand, Pietro Maria Bardi.

Seu trabalho no Brasil deixou uma marca na vida cultural, na arquitetura,no design, na moda e teatro. Seu interesse em simplicidade e amplo conhecimento de construção arquitectônica lhe permitiu desenvolver muitos projetos expressivos no Brasil. Ela colocou um toque altamente personalizado em todos os projetos que ela concebeu. Ao invés de seguir somente as idéias atuais do pós-modernismo e estilo internacional,ela escolheu para praticar também o que chamou de arquitetura antropologica,focando seu trabalho no respeito as pessoas que vão usar as suas criações.O estilo Bo Bardi tinha uma habilidade elegante para combinar com as tendências modernas da cultura tradicional do Brasil.


Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, MASP

Lina Bo Bard tinha como objetivo, no projeto do MASP, repropor, por meio da simplicidade monumental, os temas do racionalismo. O ideal da arquiteta era alcançar o monumental no sentido cívico-coletivo, que se distinguia do termo “elefântico” ou “espalhafatoso”. Para ela, o monumental não depende das dimensões e da grande escala, mas sim da coletividade, sendo monumental pela consciência coletiva.O racionalismo, para Lina, deveria ser retomado como marco importante na posição contrária ao irracionalismo arquitetônico, mas para isso seria necessário eliminar do racionalismo todos os elementos perfeccionistas, herança metafísica e idealista, e enfrentar, dentro da realidade, os possíveis incidentes arquitetônicos. Desta forma, Lina Bo Bard encara a obra arquitetônica como uma lógica de proposições, o que a torna mais próxima de uma ciência.  As demonstrações e tentativas arquitetônicas são interpretadas e vividas pelo usuário através da transmissão informativa, da estrutura, da formação histórica e da eficiência sociológica que a obra oferece.  Mas todos esses componentes são os componentes de uma lógica de proposições.
Lina procurou, no MASP, retomar certas posições. Procurou recriar um ambiente no Trianon. E ela gostaria que lá fosse o povo, ver exposições ao ar livre e discutir, escutar música, ver fitas. Gostaria que crianças fossem brincar no sol da manha e da tarde. E até retretas e o mau gosto de cada dia que, enfrentado friamente, pode ser também um conteúdo. E foi o que aconteceu e acontece até hoje. O sentido de monumental continua vivo pela coletividade, e as proposições testadas pela arquiteta revelam a eficiência sociológica que foi proposta, além da eficiência construtiva, que a tornou um marco na história da arquitetura e engenharia do Brasil.
Croqui do Belvedere com possíveis usos
feira de Antiguidade que acontece todo domingo no vão do MASP
O projeto

O Terreno, que hoje é a base do Museu de Arte de São Paulo, foi escolhido por Lina Bo Bard como o único lugar digno para a construção do museu, já que, desde o passado, oferecia um terraço ensolarado para as crianças e um centro político para a cidade de São Paulo, quando abrigava o velho Trianon, demolido em 1957. Nessa mesma época, Lina foi convidada a voltar a São Paulo para começar as obras do Museu-Trianon. O prefeito Adhemar de Barros queria construir de qualquer jeito un grande salão de baile com o museu em cima que.
Dentre às exigências que Lina tinha que vencer em seu projeto, o belvedere, terraço de onde se descortina um belo panorama, deveria ser “livre de colunas”, o pé-direito da construção acima dele devia ser de 8 m, e a construção não poderia passar de dois andares.Além disso, embaixo, deveria existir o “salão de baile” que o prefeito fazia questão, mesmo depois da tentativa de Lina em propor um teatro no lugar. Com 70m de vão, sem colunas, o projeto, que no início foi considerado ‘‘um ato de violência” ou ‘‘um ato de fé”, só poderia ser realizado em concreto protendido. E, com a ajuda do ex-secretário de obras, professor na politécnica e na FAU, José Carlos de Figueiredo Ferraz, as obras começaram em 1960.

Museu de Arte de São Paulo, Trianon - MASP



O novo Trianon-Museu é uma obra absolutamente nacional, desde o protendido até os vidros (que medem 5,50 metros de altura). É constituído por um embasamento cuja cobertura é o grande belvedere. O salão de baile, pedido pela prefeitura de 1957, foi substituído por um grande salão cívico, sede de reuniões públicas e políticas. Um grande teatro-auditório e um pequeno auditório-sala de projeções completam este embasamento. Acima do belvedere, no nível da Avenida Paulista, ergue-se o edifício do Museu de Arte de São Paulo, em frente à “Mata Brasileira” do parque Siqueira Campos.

O edifício, com 70m de luz, 5m de balanços laterais, 8m de pé direito, livre de qualquer coluna, apóia-se sobre quatro pilares, coligados por duas vigas de concreto protendido na cobertura, e duas grandes vigas para sustentação do andar que abriga a Pinacoteca do Museu. O andar logo embaixo da pinacoteca compreenderá os escritórios, salas de exposições temporárias, biblioteca, etc. Ele está suspenso sobre duas grandes vigas por meio de tirantes de aço. Uma escada ao ar livre e um elevador montacarga em aço e vidro temperado permitem a coligação dos andares do museu e do grande salão.

Implantação do MASP


Corte Esquemático

Todas as instalações, inclusive a do ar condicionado, estão à vista. O acabamento é dos mais simples. Concreto à vista, caiação, piso de granito para o grande Salão Cívico, vidro temperado, paredes plásticas, concreto à vista com caiação para o edifício do museu, cujo piso está previsto em borracha preta do tipo industrial.
O belvedere é uma praça, circundada por flores e plantas, pavimentadas com seixos naturais, conforme a tradição ibero-brasileira. Estão previstos pequenos espelhos de água com plantas.


 Todas as instalações, inclusive a do ar condicionado, estão à vista. O acabamento é dos mais simples. Concreto à vista, caiação, piso de granito para o grande Salão Cívico, vidro temperado, paredes plásticas, concreto à vista com caiação para o edifício do museu, cujo piso está previsto em borracha preta do tipo industrial.
O belvedere é uma praça, circundada por flores e plantas, pavimentadas com seixos naturais, conforme a tradição ibero-brasileira. Estão previstos pequenos espelhos de água com plantas.

Corte Longitudinal

          Principais Obras da Arquiteta

SESC Pompéia - Fábrica , São Paulo, 1990.

     Lina Bo Bardi, depois de amargar um ostracismo de quase dez anos, vitima do regime militar e também vitima das “vistas grossas” da arquitetura oficial, surpreende a todos com um presente para São Paulo: o Centro de Lazer SESC Pompéia

Igreja do Espírito Santo do Cerrado, Minas Gerais, 1976

O projeto da igreja franciscana construída em um pequeno terreno na periferia de Uberlândia, foi um convite do Frei Egydio Parisi para Lina Bo Bardi.
Foi construída em um sistema de mutirão onde mulheres, crianças e pais de família ajudavam na construção, através materiais precários,do próprio local.  A arquiteta esteve sempre presente na obra, decidindo todos os detalhes e materiais in loco, realizando-se, assim, um trabalho em conjunto entre arquiteto e mão-de-obra, trabalhando diretamente com mestres de obras e os operários.



- originalmente a residência do casal, 
o edifício é conhecido como a Casa de Vidro.



Transformada em centro de pesquisas em prol da arquitetura, Casa de Vidro de Lina Bo Bardi ainda surpreende  
por sua estrutura vítrea e panorâmica



             Referências Bibliográficas


-CUNHA, Fernanda; ASSIS, Nathalia. Museu de Arte de São Paulo, o Trianon-Masp, de Lina Bo Bard. Disponível em: <http://teoriacritica13ufu.wordpress.com/2010/12/21/fernanda-cunha-e-nathalia-assis/>. Acesso em: 26 nov. 2011.

-MONOLITO - Arquitetura & Urbanismo: IGREJA DO ESPIRITO SANTO DO CERRADO – LINA BO BARDI. Disponível em: <http://monolitho.labin.pro.br/?p=3340>. Acesso em: 26 nov. 2011

-THE Culture - Mobile: Lina Bo Bardi (1914-1992). Disponível em: <http://culturemobile.wordpress.com/2010/10/20/634/>. Acesso em: 26 nov. 2011

-VITRUVIUS: Minha Cidade. Disponível em: <http://www.vitruvius.es/revistas/read/minhacidade/08.093/1897>. Acesso em: 26 nov. 2011.




A Mobilidade Urbana em Belo Horizonte em Tempos de Copa

Mobilidade Urbana é a capacidade de deslocamento de pessoas e bens no espaço urbano para a realização das atividades cotidianas em tempo considerado ideal, de modo confortável e seguro.

Uma das principais obras que perdurarão e poderão ser úteis pós Copa de 2014 são as supostas melhorias nos sistemas de mobilidade urbana para as cidades-sede do evento. O objetivo maior das ações e dos investimentos nesta área é promover a articulação das políticas de transporte, trânsito e acessibilidade, a fim de proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço de forma segura, socialmente inclusiva e sustentável.


Os empreendimentos priorizam a implementação e a melhoria de sistemas de transportes coletivos e de meios não motorizados – voltados para pedestres e ciclistas –, bem como a integração entre diversas modalidades de transportes, com a constante preocupação de se alcançar o conceito de acessibilidade universal, garantindo a mobilidade de idosos e de pessoas com deficiências ou restrição de mobilidade.


Em Belo Horizonte, a região central tem prioridade por ser o local da maioria das trocas de viagens da região metropolitana e também por ser onde se localizam a maior parte dos equipamentos turísticos e culturais da cidade. Faixas de circulação exclusiva de ônibus especiais serão implementadas, terminais de embarque e desembarque serão instalados para possibilitar a implantação do sistema de alta capacidade de transporte BRT (Bus Rapid Transit).



O BRT é um modelo de transporte coletivo de média capacidade. É a articulação de veículos que trafegam em canaletas específicas ou em vias elevadas. É um meio de transporte público mais barato para construção se comparado aos metrôs. Curitiba foi a primeira cidade no mundo a aplicar esse sistema. Hoje ele é usado também em São Paulo, Goiânia e Uberlândia, além de cidades no Canadá, Colômbia, Chile, Espanha, EUA, França, México, Equador, Peru, Turquia e Venezuela.




Além do BRT, é previsto a expansão do metrô, que inclui duas novas linhas e a modernização e ampliação da linha única atual. E também a implementação do SITBus (Sistema Inteligente de Transporte Coletivo), que constitui um sistema integrado de gestão, monitoramento e informação do transporte coletivo. Foram implantados cerca de 50 veículos de teste.



 
Também estão previstas obras para as áreas do Boulevard Arrudas/Tereza Cristina, Avenidas Antônio Carlos e Pedro I, Cristiano Machado, Pedro II/Carlos Luz, Via 210 (ligação Via Minério/Tereza Cristina) e Via 710 (Andradas/Cristiano Machado) e a expansão da Central de Controle de Trânsito de Belo Horizonte. Com um orçamento inicial de 1,5 bilhões de reais.


Contudo, existe uma contrapartida de tantas melhorias no transporte público urbano. Até hoje, mais de 3.000 famílias estão ameaçadas de remoção para que essas obras sejam feitas. A Prefeitura de Belo Horizonte pressiona a desocupação de terrenos em diversas regiões da capital pela proximidade da Copa de 2014.



É certo que todas essas obras podem trazer benefícios para a capital mineira mesmo depois da realização da Copa do Mundo de 2014, mas até onde é válido fazê-las? 


Leia mais em:






quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A arquitetura de Mario Botta, um homem a frente de seu tempo - arquitetura contemporânea

UM BREVE HISTÓRICO SOBRE O ARQUITETO

Mário Botta, arquiteto suíço, nasceu em Mandrisio, Ticino, no dia 1° de Abril de 1943. Juntamente com os arquitetos Luigi Carmenish e Tita Carloni, iniciou sua carreira aos dez anos de idade, como projetista. Frequentou a escola de arte de Milão entre os anos de 1961 e 1964. Seu estúdio foi inaugurado em 1970, em Lugano. Nessa época ele ja havia se firmado como um arquiteto com um trabalho diferenciado e em suas obras deixava nítida uma característica: extensa pesquisa antes da conclusão de um projeto além da nítida relação que ele fazia entre interior e exterior ( utilizando clarabóias e janelas, expansão espacial vertical e aberturas até o teto). Ao longo de sua profissão Botta não só projetava como também dava aulas, seminários e cursos na área da arquitetura em escolas européias, Ásia, América do Norte e América do Sul. Possui um trabalho renomado internacionalmente e conseguiu premiações importantes, além de ter se envolvido na criação da nova Academia de Arquitetura em Ticino, no ano de 1996, onde ocupou o cargo de diretor nos anos de 2002 e 2003

CARACTERÍSTICAS DE SUA OBRA

O arquiteto traz uma arquitetura com abstrações de alta carga de simbologia, diferentemente dos outros profissionais da sua época. Sua justificativa era que a linguagem verbal dava expressão a uma filosofia de alto teor espiritual; já a linguagem figurativa, de rigor geométrico e de uma estética de perfeição, que se manifesta tanto no processo projetual quanto nos detalhes. Ele preza que sua obra interaja com o ambiente que a envolve, utilizando-se do que ela tem de melhor a oferecer, como uma luz natural, sempre integrando a parte interna com a parte externa. Além de arquiteto, Mario Botta é também reconhecido como design , por ter criado uma linguagem própria que caracterizava as suas criações.


ALGUMAS OBRAS DO ARQUITETO

  • restauração e reestruturação do teatro alla Scala, em Milão, Itália
  • centro de Bem Estar - Berg Oase , em Arosa, Suíça
  • Novo cassino em Capione da Itália
  • martin Bodmer foundation, library and museum

ALGUNS TRABALHOS COMO DESIGNER

ANALIZANDO O EDIFÍCIO

ONE FAMILY HOUSE AT ORIGLIO,
SWITZERLAND, 1982

A planta da casa é determinada por dois eixos: leste-oeste e norte-sul. No centro, onde o cômodo é duas vezes mais alto que os outros , existe a sala de estar, que se abre para o vale a oeste, e para o jardim ao sul. As largas paredes de vidro, empurradas para trás em direção ao núcleo central, são fechadas entre grandes volumes nos cantos que surgem a partir da inclinação, como colunas gigantescas.
Os dois grandes cilindros, com suas várias aberturas que acentuam a separação dos elementos superiores, contém dois estudos, enquanto os quartos estão em cubos sobrepostos. As pequenas janelas quadradas são orientadas para determinados elementos da paisagem: uma igreja distante e uma montanha. Uma clarabóia protege o espaço aberto com vista para o jardim.
As escadas, a cozinha e serviços são colocados ao longo da parede virada para o norte; a lareira, posta ao centro do edifício, parece criar uma fachada interna real. No piso térreo, há um estacionamento coberto e outros espaços. A entrada é no canto do prédio que é virado para o norte.
A construção é feita de tijolos de concreto, pintado de branco no interior da casa; sótãos são reforçados em concreto armado. Os pisos são de azulejos, com exceção dos quartos, onde eles são de carpete cinza escuro. Portas e janelas são de ferro pintado de preto; a clarabóia tem uma estrutura de metal pintado de branco e placas translúcidas.
O terreno possui 800 metros quadrados , porém menos da metade dele é ocupada pela construção, apenas 300 metros quadrados são de área construída.


VISTA RELATIVA A ELEVAÇÃO SUL
IMAGENS COM VISTAS INTERNAS , UMA FOCALIZANDO A LAREIRA E OUTRA UM CORREDOR.

REPRESENTAÇÃO DOS TRÊS DO EDIFÍCIO EM PERSPECTIVA ATRAVÉS DE SUA PROJEÇÃO PERPENDICULAR A UM PLANO.

Tem como característica mostrar respeito pelas condições topográficas e regionais, enfatiza a sensibilidade de desenhos geométricos e artesanais...