terça-feira, 31 de maio de 2011

Por falar em cadeiras...

A revista Época Negócios deste mês publicou uma matéria sobre a empresa Herman Miller, ( pág. 110 à 121). A empresa é reconhecida por seus móveis, poltronas e cadeiras práticas, belas, duráveis e de design revolucionário.














A organização, que na verdade foi fundada pelo genro de Miller, tem como seus carros-chefes as seguintes cadeiras:





Aeron:



Designer: Don Chadwick e Bill Stumpf (1994).



Indicada para escritórios e pessoas que passam muito tempo sentadas, pois sua textura aerada diminui o calor criado entre a cadeira e o corpo.












Eames Lounge



Designer: Charles e Ray Eames (1956)



Teve por inspiração o conforto de uma luva de beisebol usada e faz parte da coleção permanente do Metropolitan Museum of Art.
















Cadeira de Plástico
Designer: Charles e Ray Eames (1948)
Foi a primeira cadeira de plástico produzida em larga escala.















Cadeira Setu


Designer: Studio 7.5 (2009)


Proporciona um conforto anatômico a todos os usuários, pois é revestida por uma tela que se molda ao corpo e distribui o peso por igual.








Sofá Marshmallow



Designer: George Nelson (1956)



É um sofá irreverente, formado por 18 almofadas fixas a uma estrutura de aço quase imperceptível.












A próxima aposta: Sayl



Do designer Yves Béhar (o mesmo que criou o laptop de US$100.00 para a organização One Laptop per Child), foi lançada em outubro do ano passado.




A cadeira junta os ideais de ergonomia, design e engenharia sofisticada a preço baixo (para os padrões da Herman Miller) com o objetivo de conquistar os mercados emergentes. No Brasil, está sendo vendida a US$1,2 mil.










Mas qual é o diferencial da Herman Miller?



Além do que já foi exposto, a empresa acredita que seu sucesso é devido à alta tecnologia utilizada, aos processos artesanais e à grande quantidade de detalhes.



A Herman Miller trabalha com uma rede de designers terceirizados, estes criam o mobiliário que então é avaliado por uma equipe de diversos profissionais, entre eles ortopedistas e fisioterapeutas. As peças passam por inúmeros testes de resistência e quase sempre têm o acabamento feito à mão.



Ainda vale comentar que desde 2005 há uma crescente preocupação ambiental, não só no que diz respeito ao prédio da fábrica e aos resíduos liberados, como também ao material dos produtos. Desde então, a Herman Miler pede aos fornecedores a composição química dos materiais que serão utilizados e avaliam se apresentam substâncias tóxicas ou não.Com isso, foi vetado o uso de PVC, por exemplo, não por ser tóximo, mas porque ao ser quimado gera dioxina, uma substância agressiva ao meio ambiente e ao homem.







Empresa: Herman Miller




Fundação: 1923, Zeeland - Michigan (USA) por Dirk Jan De Pree



Faturamento em 2010: US$1,63 bi



Número de funcionários: 5 mil

Cadeira de Breuer


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Scriptum infantil

“Scriptum” este é o nome da cadeira idealizada e construída pelo arquiteto Adriano Mattos, professor na Escola de Arquitetura da UFMG. A peça faz parte da mobília decoração da livraria Scriptum, localizada atualmente na Rua Fernandes Tourinho, 99 – Funcionários, Belo Horizonte (MG). A cadeira foi feita com a madeira que sobrou da decoração da livraria, também feita pelo Adriano, duas rodas de carrinho de supermercado e mais dois suportes metálicos, e possui uma inclinação confortável e estável.

Scriptum de Adriano Mattos

O grupo composto por Bruno, Mariana Fantecelle e Pedro, decidiu recriar a Scripum, em uma versão infantil e utilizando novos materiais e propondo avanços na estrutura da cadeira. Mantivemos algumas partes de madeira, mas com alguns detalhes diferentes e inovamos também com um estofado de isopor, duas barras metálicas, rodízios de silicone e muitos parafusos. Escolhemos rodinhas de silicone com freio, pois além de dar mais estabilidade à criança que irá sentar, não arranha o chão quando a cadeira for arrastada.

O material utilizado, além de muitos parafusos, foi:

Imagem 1: materiais

Imagem 2: materiais

Após cortar as peças de madeira, montamos os pés dianteiros da cadeira, que terão os rodízios fixados na extremidade. Pela Imagem 1, observe a legenda com as cores, para entender como as peças foram coladas e, posteriormente, lixadas. Diferente da Scriptum original, nossa cadeira possui um detalhe nessa montagem. As madeiras foram cortadas de forma que se estabeleceu um efeito “escada”, enquanto a original possui menos peças de madeiras e todas domesmo tamanho.

Imagem 3: esquema de montagem dos pés dianteiros da cadeira

Feito isso, temos um assento com aproximadamente 25 centímetros de altura, como desejávamos. Para estabelecer medidas ideais, pedimos permissão à uma mãe que passeava com sua filha de 5 anos no Shopping Cidade e, a partir dessa criança construímos a nossa Scriptum infantil.

Imagem 4: pés dianteiros da cadeira

Percebemos que uma cadeira é confortável quando o ângulo entre o assento e o encosto é de aproximadamente 110 graus e, por isso, quando o arquiteto Adriano Mattos planejou a Scriptum, essa informação foi fundamental. Nós, do grupo, mantivemos a mesma inclinação.

Imagem 5: inclinação entre o assento e o encosto da cadeira

Terminada essa parte, nos preocupamos em fazer peça que seria suporte do assento, do encosto, ligando os dois, e ao mesmo tempo, formaria os dois pés traseiros da cadeira. Diferente da Scriptum de Adriano, onde a peça foi feita com ferro soldado, optamos por madeira também, mas cilíndrica e a melhor opção foi cabos de vassoura, e, para manter todas as juntas travadas, colocamos 2 parafusos, pois um só permitiria uma rotação. Para montar essa peça, planificamos a cadeira e verificamos alguns ângulos e o melhor método e visualmente mais bonito, é o mostrado na Imagem 6.

Imagem 6: corte e montagem com os cabos de vassoura

Para essa montagem, cortamos a ponta do cabo de vassoura mantendo uma inclinação de aproximadamente 10 graus, que juntos formariam os 20 graus desejados. Para manter a junta fixa, colamos e colocamos dois parafusos. Mantendo esse mesmo raciocínio, terminamos o suporte, com o auxílio da barra metálica dobrada de forma esquemática para manter a inclinação da cadeira.

Imagem 7: suporte

Fixando os dois suportes no restante da cadeira

Imagem 8: prévia da cadeira

Para fixar o assento de madeira no suporte, foi preciso criar uma outra peça metálica parafusada na barra metálica e na madeira do acento, como pode ser observado na Imagem 9.

Imagem 9: detalhe na peça que fixa o assento no suporte

Para concluir, pregamos o isopor no assento e no encosto, servindo como um estofamento para a cadeira.

Imagem 10: Scriptum infantil

Imagem 11: Scriptum infantil concluída

Imagem 12: Scriptum infantil concluída

Imagem 13: detalhe no rodízio com freio utilizado

Fonte: http://cincosobreomesmo.wordpress.com/equipe/adriano-mattos-correa/

Oficina de Madeira: Quase Mínima

Para a Oficina de Madeira nos foi dado à missão de escolher uma cadeira para que pudéssemos “comer” seu criador e fazer uma releitura da mesma adaptada a crianças. Logo após a apresentação do professor Adriano fomos a biblioteca em busca da nossa cadeira.

Foi praticamente amor a primeira vista! A beleza e simplicidade da Quase Mínima da designer CLAUDIA MOREIRA SALLES nos encantaram.


Claudia é designer de móveis e projetou para um dos primeiros espaços destinados as designers independentes na década de 80. Trabalhou em empresas especializadas em mobiliário de escritório e escolar. Realizou três exposições individuais e atualmente desenha móveis que são exportados para o mercado europeu e americano.

Observando as imagens da cadeira tivemos a ideia construí-la com o encosto reclinável,o que dificultou um pouco o trabalho, pois precisávamos pensar em um material nos daria essa movimentação.


Fizemos diversos desenhos e buscamos na internet medidas ergonométricas para cadeiras de crianças.

Fomos comprar o material com uma ideia na cabeça, mas que não deu certo, uma vez que o material desejado não tinha a flexibilidade que precisávamos. Então partimos para um plano B.

Escolhemos a madeira Pinus por ser macia e fácil de trabalhar.




Iniciamos o processo de construção...

Medimos, serramos e pregamos..

Não tivemos muita dificuldade na execução, pois haviamos feito um bom planejamento.




Então a estrutura da cadeira ficou pronta..
Faltava só o acabamento.











Plano B:
Como foi dito anteriormente a nossa ideia inicial não deu certo, então partimos para um plano B.
O plano B consistia em adaptar uma dobradiça de porta, colocando uma pequena mola no seu interior de maneira que o encosto pudesse se movimentar.














Eis o resultado final do nosso trabalho:

domingo, 29 de maio de 2011

Arquitetura da Destruição




TÍTULO DO FILME: ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO
DIREÇÃO: Peter Cohen
NARRAÇÃO: Bruno Ganz
Suécia 1992 - 121 minutos

Neste documentário é contada a história do Nazismo e de Hitler, mas de um jeito diferente dos incontáveis documentários que existem sobre a mesma temática. A história do Nazismo é contada junto com intervenções na arte e na arquitetura feita por Fuher.
No ínicio do documentário nos é contado sobre uma tentativa frustrada de Hitler ao tentar ingressar na Escola de Arte de Viena.


Pintura feita por Hitler – Não foi aceito na Escola de Arte por ser considerado um artista medíocre.

Muitas pessoas se questionam, se o Hitler tivesse sido aceito na Escola de Arte de Viena a história da Alemanha e dos judeus teriam sido diferente?

Outra informação interessante é que a suástica, símbolo do Nazismo, foi desenhada pelo próprio Hitler.

Para mim um dos momentos mais altos do filme foi quando os nazistas fizeram uma exposição degradando as obras de arte modernista dos judeus comparando-as a fotos de pessoas com problemas mentais.

Hitler também é apaixonado pela arquitetura e tinha um sonho de que a Alemanha tivesse construções tão grandiosas quanto às do Período Romano. Para isso levava arquitetos de confiança nos países que dominava para buscar inspiração ou simplesmente copiar seus monumentos, como foi o caso de Paris.

Eu não poderia deixar de falar de Berghof.
Berghof é um chalé construído especialmente para o Hitler no Alpes da Baviera e possui a maior janela retrátil do mundo, com 32 m². A escolha do local não foi aleatória. A cidade possui uma lenda de que pessoas daquele lugar despertariam de um sono para salvar a Alemanha, queriam associar a imagem do Fuher a essa lenda.





quinta-feira, 26 de maio de 2011

Intervenção





Hass e Hann, artistas holandeses que começaram a trabalhar em parceria desde 2005, inspirados pela visita ao Brasil para filmagem de um documentario sobre hip hop nas favelas do Rio de Janeiro e São Paulo, decidiram trabalhar na ideia de produzir trabalhos extravagantes em lugares inesperados. Começaram então a pintar murais enormes nas favelas do Brasil junto a população local. Trata-se do projeto "Favela Paiting", que são intervenções artisticas nas comunidades do Brasil.


"Boy with Kite" , finalizado em 2007, tem uma dimensão de 150m² e levou cerca de 3 meses para ser finalizado.
















Rio Cruzeiro


Um grande projeto foi o da Vila Cruzeiro , suburbio carioca. A pintura se situa em uma estrutura massiva de concreto construida para proteger o morro dos deslizamentos durante os periodos de chuva. Obteve ajuda da população local que alem de ter aulas para aprender tecnicas de pintura, foi remunerada. O design tradicional japones foi desenvolvido pelo tatuador Rob Admiraal. Depois de 8 meses de trabalho, a arte de mais de 2000m² foi conluida e recebeu ate festa de inauguração.





Confira a materia no Globo RJ TV

É importante observar que intervenções como a desse projeto contribuiram positivamente a cidade não só no quesito estético do lugar, mas tambem ofereceram uma alternativa aos moradores locais que são muitas vezes induzidos aos caminhos da violencia ou do trafico de drogas.


Santa Marta


Antes


Depois


Outro projeto de grande sucesso foi desenvolvido na comunidade de Santa Marta, tambem no Rio de Janeiro.Usando um conceito simples de raios de cor, o design foi estabelecido, não é por acaso que o projeto foi intitulado de "Tudo de cor para Santa Marta". Novamente, aulas foram providenciadas aos moradores que aprenderam a lidar com os mais diversos tipos de materiais e foram remunerados. Mais de 7000m² convertidos em monumento para comunidade. Inspirados no projeto, se criou um outro denominado " O Morro" .Parteda ideia dos raios coloridos adotados em Santa Marta, porem seriam utilizados para a pintura de uma comunidade inteira.


É curioso relembrar que das ultimas vezes que viajei ao Rio, no periodo do carnaval, do caminho do aeroporto ao centro, metade das favelas que se situam na beira do percurso, estavam "cobertas" por uma especie de muro altos plotados com diversas propagandas e banners, na tentativa quase que desesperada de "esconder" as comunidades aos olhos dos turistas. Projetos como " O morro" oferecem uma solução estética muito mais agradavel e enriquecedora ao espaço urbano, que não coloca a comunidade como algo vergonhoso, mas a valoriza transformando-a em icone de beleza nacional.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Que Mais Posso Querer

“Que Mais Posso Querer” é um filme dirigido por Silvio Soldini, que conta o drama vivido por de Anna e Domenico, ambos comprometidos, com vidas bem distintas, mas uma coisa em comum: estão apaixonados. A idéia central do filme de Soldini já é retratada em outros diversos filmes e novelas, porém gostei do que assisti, pois a maneira como foi filmado, as cenas em locais comuns, como supermercados e cafés, a linguagem usada, tornaram o filme mais próximo da realidade e atraiu a minha atenção nos mais de 120 minutos.

Anna era uma jovem mulher, com um emprego estável, casada com Alessio, um “curioso” que adorava concertar aparelhos elétricos, com quem decide ter um filho, mesmo já estando infeliz no seu relacionamento. Domenico é pai de duas filhas e seu casamento está em crise. Ele, que trabalha em um Buffet, pratica mergulho em um clube uma vez por semana. Os encontros ocorriam geralmente às quartas, quando Domenico teoricamente estaria no clube e Anna fazendo hora-extra no serviço.

O destino de Anna e Domenico se cruzam em uma festa, mas só depois, quando se encontram outra vez, surge uma paixão incontrolável, uma forte atração entre eles, resultando em encontros inicialmente sexuais. Com o tempo, o sentimentos dos dois se confundem, surge uma necessidade de estarem juntos, as mentiras e os encontros secretos se tornam mais freqüentes até que Anna resolve contar a verdade ao marido, que decide dar um tempo no casamento para ela refletir. Ela e Domenico viajam juntos, mas ele, alegando estar em uma situação mais difícil e preocupado com o futuro das filhas, decide permanecer escondendo da esposa e, por isso, Anna o abandona no aeroporto.

O filme, na minha opinião, terminou com algumas questões mal-resolvidas, (Anna volta para o marido? Ele a aceita de volta? Domenico foi procurá-la? Ele abandonou a esposa e as filhas? Anna e Domenico ficaram juntos?). Talvez a intenção de Soldini ao fazer o filme era justamente criar uma “expectativa” em quem estivesse assistindo e permitir que cada pessoa imaginasse um final diferente.

País: Itália/Suiça
Direção:Silvio Soldini
Elenco: Pierfrancesco Favino, Alba Rohrwacher, Giuseppe Battisto
Classificação: 16 anos
Duração: 126 min

Local: Usiminas CineClube Savassi

Horário: 16:50


Silvio Soldini

Fontes: www.cinemanarede.com; www.usinadecinema.com.br

terça-feira, 24 de maio de 2011

Arquitetura Orgânica

Estamos realmente equivocados quando pensamos que ja vimos de tudo, principalmente quando se trata de arquitetura. Pesquisando casas interessantes pela internet encontrei esse tipo de arquitetura denominada orgânica. A mesma consiste na idéia de construção ecológica, que é a interação das construções com o ambiente, dessa forma, projetos inspirados na natureza são realizados afim de haver um equilíbrio entre as construções e o ecossistema que se encontram.

Um grande arquiteto adepto a esta idéia é o mexicano Javier Senosian que desde a decada de 80 vem criando edifícios inspirados na natureza, assim, procura desenhar construções eliminando quinas e traços retos, preferindo as curvas e o grande uso das cores para se aproximar ao máximo da natureza utilizando também bastante vegetação dentro de suas construções.

Sua obra mais famosa é a casa Nautilus, conhecida como Casa Concha por ter sido inspirada em uma concha e possuir assim a forma da mesma.







Utilizando materiais à base de cimento e aço que oferecem grande resistência a terremotos e exigem pouca manutenção estrutural, a casa concha foi construída em 2007 no México.

Para quem se interessar, o primeiro video abaixo mostra a casa Nautilus por dentro e o segundo uma entrevista com o arquiteto Javier Senosian (está em espanhol mas é possivel entender um pouquinho).

http://www.arquitecturaorganica.com/nautilusweb.htm

http://www.youtube.com/watch?v=zHVq1gJ1cx0

Outra construção inspirada na natureza realizada por Javier Senosian é a Ninho de Quetzacoatl uma residência em forma de cobra.



A casa se localiza em um terreno bastante irregular e cheio de cavernas, gerando ainda mais diicudade por ser um projeto que visou uma construção que não alterase a paisagem orginal, não destruindo assim as árvores que se encontram no local.



Podemos ver com toda essa criatividade e muitas outras existentes pelo mundo que as construções não precisam ser apenas funcionais, mas sim construções harmônicas com o ambiente sem precisar eliminar o conforto que se quer de uma residência.