domingo, 26 de junho de 2011

Diogo de Castro Guadalupe
Mariana Bubantz Fantecelle
Bruno Malacco

BAR NO PONTO
Apropriação de Vagas de Carro

Orientadores: Cristiano
Roberto

Belo Horizonte 06/06/2011

I - INTRODUÇÃO.

Em uma época em que as cidades vêm cada vez mais, enfrentando dificuldades advindas de falta de espaço, é imprescindível que arquitetos, engenheiros, técnicos e a população em geral, pensem em novas formas de ocupar os já utilizados, de forma que não sejam a usual.

É nesse espírito e levando em conta também o trânsito e transporte público de Belo Horizonte, que esse trabalho sugere a ocupação de vagas de carro (apoiado no artigo de número 75 do TÍTULO III - do uso do logradouro público da legislação municipal de Belo Horizonte e na norma de conduta das empresas de ônibus (Ponto fora do ponto) por pontos de ônibus móveis em frente a estabelecimentos, em vias públicas locais e que estejam dentro do previsto em lei.

A idéia é viável, uma vez que traz maior movimentação aos bares, conseqüentemente maior lucro e maior segurança, além do conforto proporcionado aos usuários. Essa intervenção tem como objetivo chamar a atenção dos cidadãos para a possibilidade de explorar brechas e dúbias interpretações das leis ao nosso favor, contribuindo para uma nova visão de cidade.


II - JUSTIFICATIVA


O trânsito na capital mineira é, pela sua dimensão, uma vergonha. A forma como foi elaborado o planejamento viário da cidade dentro dos contornos da Avenida do Contorno é lamentável. A malha viária radioconcêntrica, alinhada ao crescimento desorganizado para fora da Avenida do Contorno, sobrecarregou o trânsito no centro da cidade, e como esse é passagem para todos os lugares, causou o que hoje é facilmente percebido: congestionamentos e engarrafamentos.

O transporte público é sem dúvida um aliado contra o problema do trânsito belorizontino, porém, está longe de ser a única e melhor solução para o problema. É de conhecimento da população a dificuldade de mudar algo no sistema de transporte público da cidade, embora haja algumas conquistas dos cidadãos que podem ser mais bem exploradas pelos mesmos e pelo setor comercial.

Nesse sentido, são vários profissionais que se apropriam de brechas nas leis para intervir no espaço urbano, tendo o arquiteto como exemplo. É função dos profissionais ligados a área de planejamento urbano conscientizar os cidadãos da importância de releituras dos espaços já existentes a fim de trazer melhorias às cidades contemporâneas.

III - DESENVOLVIMENTO.

O artigo 75, do TÍTULO III - Do uso do Logradouro Público, da legislação municipal de Belo Horizonte dispõe que “independentemente do uso do afastamento frontal, a colocação de mesa e cadeira poderá ser feita, alternativamente:

I - no passeio, desde que o mesmo tenha largura igual ou superior a 3,00m (três metros);

II- no espaço do quarteirão fechado;

III - na área de estacionamento de veículos em via pública local lindeira à testada do imóvel correspondente ao estabelecimento, quando o passeio tiver largura inferior a 3,00m (três metros), mediante avaliação do Executivo;

IV - na via pública, nos casos de feira ou evento regularmente licenciado.

Parágrafo único - O licenciamento para a colocação de mesa e cadeira na área prevista no inciso III do caput deste artigo será permitido mediante a instalação de tablado removível protegido, que não impeça o escoamento de água pluvial, e poderá exceder a testada do imóvel correspondente ao estabelecimento se contar com a anuência do vizinho lateral.

De acordo com a Lei nº 9.845, de 8/4/2010 (Art. 24) e a norma de conduta das empresas de ônibus de Belo Horizonte (Ponto fora do ponto), e pelas diretrizes dos professores Cristiano e Roberto, o grupo composto por Diogo Guadalupe, Mariana Bubantz e Bruno Malacco, desenvolveu um projeto de intervenção em uma vaga de carro, transformando-a em um ponto de ônibus móvel, a fim de servir aos estabelecimentos comerciais.

O projeto consiste em desenvolver uma estrutura móvel de ponto de ônibus para ser montado em uma vaga de carro, definida pelo artigo 75, do título II, a fim de melhorar a localização e o acesso aos estabelecimentos comerciais, como bares e restaurantes, proporcionando também mais conforto e segurança a seus usuários. Para tanto, fizemos valer da norma de conduta das empresas de ônibus de Belo Horizonte - Ponto fora do ponto - que determina: “...regras diferentes para o embarque e desembarque de passageiros em horários e locais específicos. O objetivo é garantir mais conforto e segurança aos usuários do transporte coletivo. Nos bairros, de segunda a sexta-feira, das 21 às 5 horas, os passageiros podem pedir para o motorista parar em qualquer lugar, desde que não infrinja as leis de trânsito. Essas regras também se aplicam aos sábados a partir das 14 horas e aos domingos e feriados durante as 24 horas.
Nos corredores de tráfego, durante toda a semana, das 23 às 4 horas, os motoristas podem parar em qualquer ponto regulamentado, conforme a solicitação do passageiro. O “Ponto fora do Ponto” não é aplicado na Região Central, que inclui todo o perímetro da Avenida do Contorno”.

Para o desenvolvimento do trabalho foi selecionado um estabelecimento modelo em que se poderia aplicar a intervenção. Foram observados para a seleção três fatores: 1°- A falta de ponto de ônibus perto do estabelecimento; 2°- A movimentação do estabelecimento; 3°- Localização. Utilizou-se o Google Maps para identificar as áreas com pontos de ônibus perto de bares que também participaram do festival “Comida de Buteco”. Escolhemos estes bares exatamente para que se garantisse o quesito movimentação. Em seguida foi observado a região e seus fatores sociais. Após a pesquisa optou-se pelo Bar Kambebas, na Rua Ressaca, no bairro Coração Eucarístico, numero 163, Belo Horizonte/MG, CEP 31365-750. Esse bar se mostrou com satisfatório movimento, em uma área com a circulação duas linhas de coletivos, números 4111 e 4110, mas com deficiência de pontos em suas proximidades.

O próximo passo foi à pesquisa da rota e horários dos ônibus que passam em frente ao bar.

4110- DON CABRAL/BELVEDERE






- Rota



4111- DOM CABRAL/ANCHIETA




- Rota


O Bar









O passo seguinte foi definir o material a ser usado para a construção da estrutura do ponto de ônibus. Após se levar em consideração preço, resistência, mobilidade e durabilidade, o grupo optou por uma estrutura de alumínio e ferro. Haveria esteticamente uma analogia ao formato de um ônibus, tendo assim grande parte das peças provenientes de carcaças de ônibus de Belo Horizonte. O grupo realizou uma pesquisa de preços das peças necessárias para a montagem do ponto, que foi sintetizada na tabela abaixo:



A pesquisa de preços foi realizada na empresa platina 1800 Ltda, um espaço que vale a pena conhecer:














Em seguida, foi elaborado um modelo 3D e o manual de construção e montagem.



Manual de montagem

1°- Unir as rodas (R1) aos cantos dianteiros do tablado (T1) .
2°- Encaixar o piso (P1) ao tablado (T1).
3° - Encaixar os canos (C1e C2) nos encaixes (E1) e estes no tablado (T1).



4°- Encaixar o banco (B1) no cano (C2) e a mesa (M1) no tablado (T1). Travar os painéis de informação (I1) e o cano (C3) nos canos (C2) perto de onde as junções (J1) se encaixam.




5°- Encaixar o telhado (T1) nos canos (C2) assim como a campainha (A1)e a luminária L1.




6°- Parafusar o pára-choque (F1) no Tablado (T1).



Projeto de Iluminação
O projeto de iluminação foi todo pensado em leds e a fiação é toda interna aos canos de alumínio e todas as lâmpadas são separadas dos fios sendo ligada a eles por Presilhas elétrica a(jacarés). Na luminária L1 são vários ledes em um tubo translúcido fixado ao tubo C3. Para adaptar os leds a uma energia de 120 V é necessário o uso de resistências. Para energizar a estrutura utilizaremos uma tomada externa fixada ao passeio no chão que também é utilizado por uma banca de revistas. Os dois interruptores adaptados das campainhas de ônibus serão fixados nos canos C1 e cada um ficara responsável por acender os ledes das chamadas dos ônibus 4111 e 4110.

O grupo também criou um vídeo demonstrativo e uma revista que serão disponibilizados respectivamente em: http://issuu.com/nitspistache e http://www.youtube. com/watch?v=TqE51dgHdx4

A revista




O vídeo

http://www.youtube. com/watch?v=TqE51dgHdx4


IV- Considerações Finais


O trabalho aqui exposto resultará em uma revista e em uma exposição, na escola de arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Pretende-se ainda criar, em conjunto com toda a turma de alunos do primeiro período de arquitetura da UFMG que participaram do projeto, uma proposta de lei a ser entregue a câmera municipal de Belo Horizonte com o intuito de criar descorçoes a respeito de uma nova forma de pensar o espaço urbano.

Na realização desse trabalho o grupo se manteve sempre motivado, pois foi para nos uma experiência de muito valor, exercitando varias áreas de nosso conhecimento e nos atualizando em praticas construtivas e arquitetônicas alem de aguçar nossa criatividade.

V- BIBLIOGRAFIA


-Site: http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade. Acessado em: 01/06/2011
-Site: http://www.publicdesignfestival.org/portal/IT/home/2011.php. Acessado em: 06/06/2011
-Site: http://www.publicdesignfestival.org/portal/IT/handle/?ref=tuttiiprogetti. Acessado em: 06/06/2011
-Site: http://sfpavementtoparks.sfplanning.org/index.htm. Acessado em: 01/06/2011
Site: http://www.ciutatsocasionals.net/. Acessado em: 01/06/2011
-Site: http://www.ruaviva.org.br/menu.html. Acessado em: 03/06/2011
-Site: http://urbanaccion.org/. Acessado em: 03/06/2011
-Site: http://www.lacasaencendida.es. Acessado em: 03/06/2011
-Site: http://www.bhtrans.pbh.gov.br/portal/page/portal/portalpublico. Acessado em: 01/06/2011
-Site: http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&tab=wl. Acessado em: 01/06/2011

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